segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

CIDADE & MEMÓRIA (1) - SANTOS - A IGREJA INACABADA E A ESTAÇÃO FERROVIÁRIA: RECOMPONDO A MEMÓRIA DE ALAGOINHAS



CIDADE & MEMÓRIA (1)

ALAGOINHAS - BAHIA - BRASIL









 A IGREJA INACABADA E A ESTAÇÃO FERROVIÁRIA: RECOMPONDO A MEMÓRIA DE ALAGOINHAS

Leila Carla Rodrigues dos Santos

*Mestranda em Cultura, Memória e Desenvolvimento Regional – UNEB/Universidade do Estado da Bahia. Especialista em Comunicação e Marketing Empresarial – Instituto de Ensino Superior Juvêncio Terra – JTS. Jornalista - Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Bolsista da Capes.
leilacarla@hotmail.com

“O exílio começa com o esquecimento e a libertação com a memória”. (Baál Shem Tov)

Resumo: 

Este artigo é parte de uma dissertação de mestrado ainda em curso e discute a estreita relação entre dois monumentos da cidade de Alagoinhas/BA – as ruínas da Igreja de Alagoinhas Velha e a Estação Ferroviária de São Francisco – marcos da fundação e do desenvolvimento da cidade. Ambos monumentos estão em estado de degradação e, considerando que a memória local se apóia em símbolos como esses monumentos, percebe-se que a igreja e a estação ferroviária compõem uma parte importante da memória da cidade que precisa ser preservada. Sendo assim, através de uma pesquisa bibliográfica, esse artigo discute possíveis formas de manter vivas as memórias relacionadas aos monumentos.

Palavras-chave: monumentos, memória, identidade.

Introdução

Alagoinhas foi fundada no final do século XVIII, quando um padre português, primeiro habitante da região, começou a construir uma capela, no intuito de propagar a doutrina católica entre os primeiros moradores do local. Posteriormente, no lugar dessa capela, o padre começou a construir a Igreja de Alagoinhas Velha, obra que nunca chegou a ser concluída, por conta da chegada da estrada de ferro no século XIX.

Com o grande desenvolvimento trazido por essa ferrovia, conhecida como Estação Ferroviária de São Francisco, os moradores do entorno da Igreja de Alagoinhas Velha deslocaram-se para o entorno da estação, ficando a construção da igreja abandonada.

Esses dois monumentos, mesmo estando intimamente ligados à história da cidade, encontram-se, visivelmente, abandonados pelo poder público local. Com a possibiidade desses monumentos  não sobreviverem devido à ausência  de sua conservação, muito da memória da cidade pode ser esquecida.

Compreendendo que os monumentos estão diretamente relacionados com a origem da cidade e ciente da impossibilidade de uma intervenção que culminasse na recuperação desses dois emblemas da cidade, devido às forças políticas, econômicas e sociais que tornariam inviável tal intervenção, acredita-se que recompor as memórias relacionadas aos monumentos é uma maneira possível de preservar uma parten importante da história da cidade.

Esse artigo apresenta no seu desenvolvimento a história da fundação de Alagoinhas, bem como discute o conceito de memória e também os possíveis laços de identidade entre os monumentos e os moradores do local. Na conclusão, propõe a recomposição das memórias relacionadas à igreja e à ferrovia como uma maneira de manter viva a história da cidade, para que as próximas gerações possam conhecer a história da formação do seu lugar.

A fundação de Alagoinhas

Falar de dois monumentos de Alagoinhas/BA – as ruínas da Igreja de Alagoinhas Velha e a Estação Ferroviária de São Francisco – é falar da origem da própria cidade. Em fins do século XVIII, um culto, nobre e rico sacerdote jesuíta português emigrou para o Brasil através de uma Ordem Católica Belga, sendo o primeiro a ocupar as terras onde hoje se encontra o município de Alagoinhas - Bahia, localizado a 107 km de Salvador (BARROS, 1979).

O nome desse sacerdote não consta nos registros históricos, provavelmente porque o mesmo teve filhos, desrespeitando o celibato clerical imposto aos padres pela Igreja Católica (BARROS, 1979). Porém, alguns pesquisadores afirmam que o nome desse padre era João Augusto Machado.

O padre João Augusto Machado permaneceu no povoado cerca de 20 anos, dedicando-se ao sacerdócio e ao trabalho em grande área de terra. Não se sabe a data do seu falecimento, ou ainda se ele transferiu-se para outra região. Mas foi ele o responsável pela construção de uma pequena capela que dá origem a Alagoinhas. E foi por sua iniciativa também que, no lugar da capela que servia aos primeiros moradores do povoado, começou a construção de uma nova matriz com características jesuíticas, erguida com argamassa de argila e sangue de boi, hoje Ruínas da Igreja de Alagoinhas Velha (ALVES, 2006). Essa igreja com bases e paredes redobradas nunca foi concluída.

O motivo de abandono da construção da Igreja foi a chegada da estrada de ferro no século XIX. No entorno dessa nova matriz foram feitas construções residenciais e ali tropeiros e viajantes realizavam feiras, desenvolvendo um próspero comércio. Os primeiros moradores do então povoado foram boiadeiros, negros fugidos que iam em busca dos quilombos, índios aldeados, migrantes que, pela velha Estrada das Boiadas, acesso para o norte e para o sertão, partiam das zonas que fazem fronteira com Inhambupe, Irará e Santo Amaro, além de tropeiros e viajantes que comercializavam suas mercadorias durante o longo e cansativo percurso.

Em 19 de dezembro de 1853, o governo imperial decidiu ligar a capital da Província da Bahia ao Rio São Francisco – vila de Juazeiro e, através do Decreto-Lei nº. 1299, autorizou a Joaquim Francisco Alves Branco Moniz Barreto a construção de 125 quilômetros e 680 metros de linha férrea, cortando o município de Alagoinhas. Era a época do Segundo Reinado, em que se implantava no Brasil vários quilômetros de estradas de ferro. A estrada de ferro construída compunha o trecho Bahia - São Francisco, começando em Salvador e indo até Juazeiro. Essa concessão foi passada à “Bahia and São Francisco Railway Company”, concessionária inglesa da Viação Férrea Federal Leste Brasileiro, através do Decreto nº. 1.615, mas só em 1856, com a chegada do capital inglês, a construção teve início, utilizando material importado da Inglaterra. Os pilares de sustentação de ferro que sustentam o teto e a abóbada metálica da estação ferroviária ainda possuem a inscrição do fabricante em alto relevo, e os tijolos trazidos da Inglaterra ostentam o nome do fabricante e a data da produção: 1860. A obra utilizou grande número de operários: italianos, ingleses, alemães, franceses, suíços e brasileiros, num total de 2.639 pessoas (a maioria brasileiros e imigrantes italianos), (PREFEITURA DE ALAGOINHAS, 2006) e em 13 de fevereiro de 1863 foi inaugurado o trecho Salvador-Alagoinhas, num  total de 123 km. A estrutura da Estação Ferroviária de São Francisco é única no Brasil.

Construído em 1863, o monumento de estilo inglês possui influência neoclássica e é constituído por duas alas interligadas por uma estrutura metálica em forma de abóboda, revestida por chapas de zinco e por marquises metálicas. Só existe apenas uma construção similar na Inglaterra.

Alagoinhas era então a Vila de Santo Antônio de Alagoinhas, onde hoje estão as ruínas da Igreja de Alagoinhas Velha, no atual bairro de Alagoinhas Velha. No entorno da estação ferroviária, começou uma nova vila, contando com um posicionamento privilegiado, com grande área de terreno plano, com transporte ferroviário para a capital e para várias outras cidades do interior da Bahia.

Em outubro de 1868, ocorreu a mudança da feira do entorno da igreja para o entorno da estação ferroviária. As feiras semanais aos sábados na nova vila de Alagoinhas tornou-se rapidamente uma das mais importantes do interior baiano. Tamanho foi o desenvolvimento, que a população do entorno da Igreja, distante três quilômetros da ferrovia, migrou para o entorno da Estação.

A vida econômica, política, social e cultural de Alagoinhas girava em torno da Estação Ferroviária de São Francisco. A Rede Ferroviária de Alagoinhas era o órgão promotor do transporte e o elemento alavancador do mercado de trabalho, pois a absorção de mão de obra pela ferrovia era significativa. Jovens e adultos, com ou sem qualificação, encontravam na ferrovia a certeza da possibilidade de sua inserção no mercado de trabalho. Alagoinhas era então uma cidade essencialmente de ferroviários.

Os trens de carga saíam com engradados de frutas, inclusive laranjas (a cidade era famosa por suas laranjas, sendo conhecida como a Terra das Laranjas), transportando essas mercadorias para Salvador e para as cidades do interior por onde passavam.

Nas localidades por onde o trem passava, muitos trabalhos surgiram, a exemplo do aguadeiro, do vendedor de mingau, do vendedor de pão, café, frutas, dentre outros produtos (KELLY; BISPO; SILVA; et. all., 2007). Os alagoinhenses viajavam de trem para Salvador para resolver negócios, fazer compras e até mesmo para assistir aos filmes com as estrelas da época, como Greta Garbo, Marlene Dietrich e outras (SANTOS, 1979).

A vida política de Alagoinhas foi marcada pela classe ferroviária, com suas idéias de esquerda. As lutas empreendidas por esses ferroviários foram decisivas para as conquistas adquiridas e o reconhecimento de direitos de sua classe, bem como pelo despertar de uma consciência grupal, através da criação de sindicatos. A “Greve Ferroviária” em 1909, liderada pelo cônego José Alfredo de Araújo, teve repercussão no Estado e foi exemplo de mobilização vitoriosa da categoria (PREFEITURA DE ALAGOINHAS, 2006).

A antiga vila decaiu ao ponto da obra da igreja ter sua construção abandonada, devido à definitiva remoção da sede municipal. O casario da antiga vila foi sendo desgastado pelo tempo; sobrou no local uma pequena população, sem comércio, enquanto a nova vila crescia. Em 16 de abril de 1868, ocorre a transferência da sede da antiga Alagoinhas para a atual, em cumprimento à Resolução Provincial nº. 13. A antiga vila ficou sendo chamada Alagoinhas Velha.

A implantação da ferrovia incrementou o movimento comercial, proporcionou o desenvolvimento local, gerou empregos tanto para a manutenção do serviço ferroviário, como nas Oficinas da Viação Férrea Federal Leste Brasileiro sediadas por muitos anos em Alagoinhas. Essa companhia possuía muitas casas, cedidas para a moradia dos funcionários mais graduados. Em janeiro de 1948, a Viação Férrea Federal Leste Brasileiro projetou a construção de um prédio para abrigar 4.000 operários, no local de suas antigas Oficinas Férreas, bem como a instalação de modernos maquinários, formando um Parque Ferroviário. Essa ferrovia é a mais antiga da Bahia. A malha que passa em Alagoinhas é o maior entroncamento ferroviário de todo o Norte e Nordeste do Brasil. O trecho integra uma rede de mais de 7.080 km de linha férrea que interliga os Estados da Bahia, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Sergipe, Espírito Santo, Goiás e o Distrito Federal, permitindo fácil acesso aos portos de Salvador, Aratu, Juazeiro e Aracaju.

A Igreja de Alagoinhas Velha, a Estação Ferroviária de São Francisco e a ferrovia monumentos símbolos da história da formação de Alagoinhas, encontram-se em visível estado de abandono. A igreja está escorada com paus e apresenta rachaduras em sua fachada principal. Em 08 de junho de 2006, parte lateral da estrutura da Estação São Francisco desabou e em outubro do mesmo ano, outra parte do prédio da estação desabou, levando ao chão a cobertura metálica de mais de 140 toneladas, A estação foi tombada pelo IPAC (Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Cultural da Bahia) em 2002, quatro anos antes do desabamento de parte da sua estrutura. A ferrovia está em adiantado estado de destruição, o transporte ferroviário abandonou seu caráter de transporte de passageiros, para tornar-se transporte de carga, não só em Alagoinhas, como também no resto do país. O motivo foi a política de incentivo ao uso de estradas de rodagem, iniciada na década de 60.

Se “as pedras da cidade, enquanto permanecem, sustentam a memória” (BOSI, 1994, p. 444), pode-se afirmar que a memória de Alagoinhas se apóia em símbolos materiais construídos de pedra e cal como a igreja e a estação ferroviária. Como esses símbolos estão se decompondo, uma parte da memória da cidade está aos poucos se apagando.

Os monumentos como laços de identidade

Sem dúvida, existem vínculos com que os moradores de Alagoinhas se ligam aos monumentos. As ruínas da igreja compondo o cenário do bairro, monumento tão familiar aos olhos dos moradores do entorno; a Estação onde os trens apitam até hoje, tocando nas lembranças dos que colaboraram no passado com o funcionamento da ferrovia ... Esses vínculos podem ser tão fortes, que podem significar verdadeiros laços de identidade entre os moradores e o lugar que eles ocupam em seu mundo social:

A identidade, concepção sociológica, preenche o espaço entre o ‘interior’ e o ‘exterior’ – entre o mundo pessoal e o mundo público. O fato de que projetamos a ‘nós próprios’ nessas identidades culturais, ao mesmo tempo que internalizamos seus significados e valores, tornando-os ‘parte de nós’, contribui para alinhar nossos sentimentos subjetivos com os lugares objetivos que ocupamos no mundo social e cultural. A identidade, então, costura (ou, para usar uma metáfora médica, ‘sutura’) o sujeito à estrutura. Estabiliza tanto os sujeitos quanto os mundos culturais que eles habitam, ambos reciprocamente mais unificados e predizíveis. (HALL, 2005, pgs. 11-2).


Tamanha pode ser a projeção dos moradores a esses monumentos, que eles podem considerar a igreja e a estação ferroviária como sendo uma parte deles mesmos. Os monumentos podem funcionar como referenciais para eles, sendo que sua destruição pode causar nesse grupo um processo de estranhamento ou, até mesmo, provocar uma negação da identidade desses moradores:


[...] as formas cambiantes da grande cidade que se expressam nas interdições e transformações nos usos dos lugares cria um processo de “estranhamento”. 


A transformação na grande cidade é marcada pela queda dos referenciais, o desaparecimento das marcas do passado histórico na e da cidade (que ocorre com a destruição dos bairros, com a construção das vias de trânsito rápido, com a produção de edifícios) como aponta Baudelaire. As formas urbanas se transformam, redefinindo os passos, criando ausências, revelando-se enquanto negação da identidade em função das destruições dos referenciais urbanos que sustentam a vida e a memória. (GONÇALVES; SILVA; LAGE, 2000, p. 246)

Uma parte da memória de Alagoinhas está se esvaindo e à medida que esses monumentos históricos estão se degradando, marcas de um passado correm o risco de ficar no esquecimento. No momento em que existe uma visível degradação dos monumentos que simbolizam o passado, o que se pode fazer para preservar a memória associada a esses monumentos?  


Tentativas de preservação da memória
 

Quando os moradores falam sobre suas lembranças do passado relacionadas a esses monumentos, recordando cenários, personagens e acontecimentos que marcaram de alguma forma as suas vidas, eles contribuem para a preservação desse passado, mantendo distante o risco dessas lembranças caírem no esquecimento. Uma maneira segura de manter vivas tais lembranças para as próximas gerações seria fixá-las por
escrito:
 


Quando a memória de uma seqüência de acontecimentos não tem mais por suporte um grupo, aquele mesmo em que esteve engajada ou que dela suportou as conseqüências, que lhe assistiu ou dela recebeu um relato vivo dos primeiros atores e espectadores, quando ela se dispersa por entre alguns espíritos individuais, perdidos em novas sociedades para as quais esses fatos não interessam mais porque lhes são decididamente exteriores, então o único meio de salvar tais lembranças, é fixá-las por escrito em umanarrativa seguida uma vez que as  palavras e os pensamentos morrem, mas os escritos permanecem. (HALBWACHS, 1990, pgs. 80-1) Bosi (1994) compartilha o pensamento de Halbwachs (1990) ao afirmarem que quando parte de uma construção onde se prendiam as lembranças de alguém é destruída, uma parte desse alguém também desaba. Diante da destruição dessas construções, somente a recomposição das memórias dos moradores, através do afloramento dos traços de suas vidas passadas relacionadas com essas construções, poderia manter vivos os traços do passado:

Há algo na disposição espacial que torna inteligível nossa posição no mundo, nossa relação com outros seres, o valor do nosso trabalho, nossa ligação com a natureza. Esse relacionamento cria vínculos que as mudanças abalam, mas que persistem em nós como uma carência. [...] Destruída a parte de um bairro onde se prendiam lembranças da infância do seu morador, algo de si morre junto com as paredes ruídas, os jardins cimentados. Mas a tristeza do indivíduo não muda o     curso das coisas: só o grupo pode resistir e recompor traços de sua vida passada. Só a inteligência e o trabalho de um grupo (uma sociedade de amigos de bairro, por exemplo) podem reconquistar as coisas preciosas que se perderam, enquanto estas são reconquistáveis. Quando não há essa resistência coletiva os indivíduos se dispersam e são lançados longe, as raízes partidas.


[...]À resistência muda das coisas, à teimosia das pedras, une-se a rebeldia da memória que as repõe em seu lugar antigo (BOSI, 1994, p. 451-2).


Sendo assim, a recomposição das memórias relacionadas aos monumentos seria uma forma de resistência ao esquecimento e de recomposição dos traços da própria vida de Alagoinhas. São esses lugares históricos como a igreja e a ferrovia que identificam as pessoas do local como um povo, mantendo-os juntos. Preservar um lugar histórico é garantir que o testemunho de um passado sobreviva às mudanças (CANCLINI, 2006).


A preservação desse passado através da narrativa das memórias dos seus habitantes tem um valor inquestionável, e manter vivas tais memórias é garantir um sentimento de pertencimento entre os moradores e seu lugar de origem.


Referências


ALVES, Noêmia. Tudo começou assim. Jornal Folhão da Bahia, ano X, nº. 58. Julho/2006.
 

BARROS, Salomão. Vultos e Feitos do município de Alagoinhas. Salvador: Artes Gráficas e Ind. LTDA, 1979.
 

BOSI, Ecléa. Memória e sociedade: lembranças de velhos. São Paulo: T. A. Queiroz, 1979.
 

CANCLINI, N. G. Culturas Híbridas: estratégias para entrar e sair da modernidade. São Paulo: Edusp, 2000.
 

GONÇALVES, Neyde Maria Santos; SILVA, Maria Auxiliadora; LAGE, Creuza Santos (orgs.). Os lugares do mundo: a globalização dos lugares. Salvador: UFBA, 2000.
 

GUARINELLO, Norberto. Breve arqueologia da história oral. História oral. São Paulo: ABHO, nº. 01, 1998.
 

HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. São Paulo: Vértice / Revista dos Tribunais, 1990.
 

HALL, Stuart. A identidade Cultural na Pós-Modernidade. 3ª. ed. Rio de Janeiro: D&A, 1999.
 

KELLY, Gleice; SANTOS, Juliana; BISPO, Larissa; et. all. Análise da proposta de revitalização da malha ferroviária de Alagoinhas – Bahia. Alagoinhas, 2007.
 

POLLAK, Michael. Memória e identidade social. Estudos históricos, nº. 10, Teoria e História. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1989.
 

PREFEITURA DE ALAGOINHAS. Alagoinhas: 153 anos de história marcada por grandes desafios. Informativo da Prefeitura de Alagoinhas – Ano 5 – Número 26 – Julho 2006.
 

RAMOS, Valter. Ferrovia e Estação São Francisco: contando um pouco dessa história. Alagoinhas em revista. Ano I – nº. 01 – Setembro, Outubro, Novembro – 2005.
 

THOMSON, Alistair. Recompondo a memória: questões sobre a relação entre a História Oral e as Memórias. Ética e História Oral. Projeto História nº. 15, Revista do Programa de Estudos Pós-Graduados em História e do Departamento de História – PUC/SP. São Paulo, abril de 1997, p. 51-84.
 

YÁZIGI, Eduardo; CARLOS, Ana Fani Alessandri; CRUZ, Rita de Cássia Ariza da. (orgs.). Turismo: espaço, paisagem e cultura. São Paulo: HUCITEC, 2002.
 












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