quarta-feira, 31 de outubro de 2012

JOÃO BOSCO E A CENA URBANA DA SÃO PAULO DAS ÚLTIMAS SEMANAS



JOÃO BOSCO E A CENA URBANA
 DA SÃO PAULO DAS ÚLTIMAS SEMANAS

DE FRENTE PRO CRIME




http://www.youtube.com/watch?v=utwm_-9Ttwo



Tá lá o corpo
Estendido no chão
Em vez de rosto uma foto
De um gol
Em vez de reza
Uma praga de alguém
E um silêncio
Servindo de amém...
O bar mais perto
Depressa lotou
Malandro junto
Com trabalhador
Um homem subiu
Na mesa do bar
E fez discurso
Prá vereador...
Veio o camelô

Vender!
Anel, cordão
Perfume barato
Baiana
Prá fazer
Pastel
E um bom churrasco
De gato
Quatro horas da manhã
Baixou o santo
Na porta bandeira
E a moçada resolveu
Parar, e então...
Tá lá o corpo
Estendido no chão
Em vez de rosto uma foto
De um gol
Em vez de reza
Uma praga de alguém
E um silêncio
Servindo de amém...
Sem pressa foi cada um
Pro seu lado
Pensando numa mulher
Ou no time
Olhei o corpo no chão
E fechei
Minha janela
De frente pro crime...
Veio o camelô
Vender!
Anel, cordão
Perfume barato
Baiana
Prá fazer
Pastel
E um bom churrasco
De gato
Quatro
 horas 
da manhã
Baixou o santo
Na porta bandeira
E a moçada resolveu
Parar, e então...(2x)
Tá lá o corpo
Estendido no chão...

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

ANDRÉ SINGER - O ALERTA DAS METRÓPOLES


[fonte - jornal Folha de São Paulo. São Paulo (SP - Brasil), 29 de outubro de 2012, cad Eeleições 2012,, p. 2]

O ALERTA DAS METRÓPOLES

 André Singer

O SEGUNDO turno envolveu nada menos que 17 capitais. Nelas, de modo geral, os atuais prefeitos foram os grandes derrotados, em meio à eleição mais acirrada dos últimos 20 anos, segundo levantamento do repórter César Felício (“Valor”, 26/10).
Em contrapartida, o pleito anterior (2008) foi o menos disputado dos seis havidos a partir de 1992. O que aconteceu de lá para cá? Arrisco uma hipótese.
Em 2008, o país estava em plena aceleração do crescimento. A economia chegou ao período eleitoral girando ao redor de 7% de expansão anualizada do PIB.
Com o vento soprando a favor, os então mandatários navegavam em um ambiente otimista e, sobretudo, com os cofres cheios. Por isso, teria ocorrido uma onda situacionista, não importando qual fosse o partido do governo local.
Em seguida, o quadro mudou. Depois de uma fase de retração (2009), o lulismo conseguiu promover rápida retomada em 2010 (7,5% de aumento do PIB), a qual, no entanto, foi seguida de dois anos de pouco dinamismo (menos de 2%).
A consequência foi a alta taxa de rejeição dos dirigentes de cada cidade, que não conseguiram sucesso na campanha encerrada ontem. Estamos em maré de mudança municipal, novamente a despeito das siglas.
Assistimos a uma dança das cadeiras. O PT, por exemplo, perdeu a direção de Recife e de Fortaleza, mas ganhou a de São Paulo. O PSDB viu-se alijado do controle paulistano, porém obteve o de Manaus e o de Belém. Configurações análogas repetiram-se em outras praças. Foram as oposições metropolitanas que venceram.
As exceções se deram em Porto Alegre, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, nas quais gestões bem avaliadas foram confirmadas no primeiro turno. Note-se que dados divulgados pelo IBGE na semana passada indicaram que as três vivem “fase de baixo desemprego” (Folha, 26/10), mesmo nas condições econômicas descritas.
Uma das leituras de 2012 indica, assim, um aumento de pressões urbanas, para as quais cabe atentar.
ANDRÉ SINGER, 54, é professor de Ciência Política da USP e autor de “Os sentidos do lulismo
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domingo, 28 de outubro de 2012

NOSSO BLOGUE VISTO NO BRASIL E NO MUNDO


NOSSO BLOGUE VISTO NO BRASIL
E NO MUNDO

SEMANA DE 21/10/2012, 23h
A  28/10/2012,  22h
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FERREIRA GULLAR - "AVENIDA BRASIL"


[fonte - jornal Folha de São Paulo.São Paulo  (SP - Brasil), 28 de outubro de 2012] 
AVENIDA BRASIL
FERREIRA GULLAR


Pretenderia o autor nos convencer de que quem não se torna bandido é babaca? Seria uma péssima lição


Faz muitos anos que uma novela de televisão não desperta tanto interesse do público noveleiro quanto esta "Avenida Brasil", cujo derradeiro capítulo foi ao ar na noite de sexta-feira, 19 deste mês.


De fato, a novela conquistou não apenas os aficionados do gênero, como muito mais gente, até mesmo quem nunca assiste a novelas. A coisa chegou a tal ponto que, segundo foi noticiado, a presidente Dilma determinou o adiamento do comício pela eleição de Haddad, em São Paulo, que deveria realizar-se na noite daquela sexta-feira, temendo que não fosse quase ninguém.


Outro indício, jamais registrado antes, desse interesse pela novela de João Emanuel Carneiro foi o pique de consumo de energia elétrica, logo após a exibição dos capítulos finais. É que o pessoal deixava de fazer qualquer coisa -desde cozinhar até tomar banho ou ligar o computador- para só fazê-lo após o fim do capítulo. A novela interrompia o curso da vida. Isso foi o que ouvi de um repórter de televisão.

de televisão.
Qual a razão de tanto sucesso, admito não saber ao certo. Imagino muitas explicações mas, se arrisco uma delas, diria que é o tipo de dramaturgia adotado pelo autor. Uma das características do gênero é a morosidade da ação dramática, que resulta numa série de outras consequências.


A razão disso é que a novela tem que durar meses, o que obriga a um número fantástico de capítulos -esta, de que falamos aqui, teve nada menos que 179, transmitidos durante sete meses.


Defendo a tese de que toda dramaturgia não dura mais que uma hora e meia a duas horas. Essa é a duração de quase todos os filmes e peças teatrais. Não existe dramaturgia para durar sete meses.


Em função disso, os nossos telenovelistas são obrigados a criar histórias paralelas, que se mesclam à história principal, tudo com o propósito de fazer com que a novela dure tanto. Isso, como já disse, faz com que a ação dramática se torne prolixa e lenta.


Essa lentidão não houve na "Avenida Brasil". Pelo contrário, nela, a ação dramática era sempre intensa, e isso se deveu ao fato de que, a cada capítulo, inesperados conflitos surgiam envolvendo os diferentes núcleos e os muitos personagens.


preço pago pelo autor, por lançar mão de tais recursos, foi a implausibilidade de certas situações e a incoerência de atitude dos personagens, mas que João Emanuel, com sua competência, conseguiu muitas vezes superar, ganhando pelo menos a tolerância do telespectador.


É certo que, apesar dessa originalidade, em comparação com a forma dramatúrgica comumente adotada nas telenovelas, João Emanuel também se valeu de um recurso usado por todos os teledramaturgos desde o sucesso obtido pela vilã Odete Roitman (1988). Não por acaso, a execrável Carminha se tornou a principal agente da ação dramática de "Avenida Brasil".


Neste ponto, esta novela só difere das demais pelo grau de vilania e crueldade que atribuiu à personagem. Aliás, nisto, ela é quase imbatível, já que quase todos os personagens são de uma sordidez sem limites. Com a agravante de que os que escapam disso -que não matam, não traem, não subornam nem se deixam subornar- são idiotas ou tolos, como Tufão, marido de Carminha, o corno manso por excelência.


Para minha surpresa, ouvi num debate de televisão que o êxito de "Avenida Brasil" se deve ao fato de ser ela o retrato verdadeiro da nossa sociedade. Se isso é correto, moro em outro país sem o saber, já que as pessoas com quem convivo e as famílias que conheci ao longo de minha vida -e bota vida nisso- nem de longe se parecem com os personagens criados por nosso brilhante teledramaturgo.


Certamente li nos jornais e ouvi contarem histórias escabrosas, implicando traições, homicídios e falcatruas, mas nunca na escala em que nos mostrou a novela, onde todo mundo é bandido ou babaca. Pretenderia o autor nos convencer de que quem não se torna bandido é babaca? Seria uma péssima lição.


Mas não se trata disso. Novela é ficção, não é a realidade, nem poderia ser. Como se sabe, a arte existe porque a vida não basta. E os bons sentimentos não dão boa dramaturgia. Haja vista o último capítulo da novela.

sábado, 27 de outubro de 2012

ROUPAS USADAS: UMA TRADIÇÃO E UM NOVO MERCADO


Roupas usadas: uma tradição e um novo mercado

01 de dezembro de 20118
Por Camila Saccomori
Roupas usadas - parte 1
UMA TRADIÇÃO
Faço parte daquele time de mães que curtem receber roupinhas usadas. Ou melhor: AMO receber roupinhas usadas de tias, primas, amigas e conhecidas. Gosto dessa tradição de passar itens do enxoval para futuras mamães. Quando estava grávida e recebi aconfirmação do sexo do bebê, já comecei a ganhar coisinhas mimosas usadas por outras crianças.
Adorei tanto fazer parte dessa "corrente do bem" que assim que a Pietra deixa de servir em uma peça, já já separo para guardar lavadinha, cheirosa e passada, bem no capricho para no futuro dar para a próxima mamy da família ou do meu círculo íntimo de amizades.
Roupas usadas - parte 2
UM NOVO MERCADO
Agora o papo é o mercado de brechós. No Sul e no Sudeste há vários locais que revendem peças usadas por crianças. Especificamente sobre Porto Alegre, já fiz uma matéria para o Donna sobre este tema indicando os locais que conheço (CLIQUE AQUI PARA LER). Há peças com valores a partir de UM REAL. Isso mesmo, acredite se quiser. Não é nada "velho", pelo contrário, há roupinhas e sapatinhos supernovos, usados poucas vezes, provavelmente, ou cuidados por mães caprichosas.
Sou fã desse tipo de comércio justamente porque como mãe sei bem o preço atual de roupinhas novas de bebê e crianças. Claro que para uma ocasião mais especial visitamos lojas infantis, mas para o dia-a-dia (ou melhor, para "bater" na escolinha, engatinhar e destruir as calças, babar bastante nas camisetinhas) é sempre um achado recorrer a brechós. Recomendo!
Obs1:  o brechó Passa Passará (localizado no Quinta Avenida Center, em Porto Alegre) está com liquidação de vestidos até 3 de dezembro. Está tudo de barbada! Abre no sábado também, aproveite!
Obs2: as fotos que ilustram esse post são minhas. E tudo é de "segunda mão" e eu adoro!

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

terça-feira, 23 de outubro de 2012

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

TOTENS URBANOS - ESTÁTUA DO CABOCLO - SALVADOR - BAHIA - BRASIL

TOTENS URBANOS

ESTÁTUA  DO CABOCLO

PRAÇA DO CAMPO GRANDE

SALVADOR - BAHIA - BRASIL




s

  1. Caboclo e a cabocla, ícones da Independência da BA são restaurados
  2.  
  3. Os principais símbolos da Independência da Bahia, o caboclo e a cabocla, ícones da participação popular nas lutas pela Independência estão sendo restaurados desde segunda -feira (27), pelo restaurador e professor da Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia (Ufba), José Dirson de Argolo.

  4. Todo ano, nesta época, os dois principais símbolos do Dois de Julho, como também, as carruagens de madeira que conduzem as imagens, passam por uma restauração a fim de manter as características originais.

  5. O caboclo e a cabocla são abrigados no pavilhão Dois de Julho, no Largo da Lapinha. Durante todo o ano, os carros saem do pavilhão com as imagens do caboclo e da cabocla, em direção ao Campo Grande, centro da cidade. O retorno das imagens ocorre na próxima terça-feira (5),com outra grande fanfarra, em geral à noite e regido por orquestras, estudantes, músicos, entidades culturais, charanga e batucadas.

  6. História

  7. Esculpido por Manoel Inácio da Costa, o caboclo representa os índios e mestiços baianos que lutaram pela Independência da Bahia contra as tropas portuguesas, derrotadas no dia 2 de Julho de 1823. Somente em 1840 ou 1849 (há controvérsias quanto à data precisa), é que surgiu a imagem da cabocla, representando a índia Catarina Paraguaçu e a figura feminina nas lutas pela independência.
  8. Os registros históricos mais antigos sobre o pavilhão da Lapinha onde ficavam abrigadas as imagens datam de 1835, época em que a Associação Patriótica 2 de Julho providenciou o espaço. O Pavilhão Dois de Julho foi inaugurado nos moldes atuais em 1918 pelo Instituto Geográfico e Histórico da Bahia.
  9.   



domingo, 21 de outubro de 2012

NOSSO BLOGUE VISTO NO BRASIL E NO MUNDO

NOSSO BLOGUE VISTO NO BRASIL E NO MUNDO


SEMANA DE 14  DE SETEMBRO DE 2012, 17h 
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RUY CASTRO - MÚSICA PARA DERRETER



[fonte - jornal Folha de São Paulo. São Paulo (SP - Brasil), 20/10/2012, p. A2]

MÚSICA PARA DERRETER


Ruy Castro




RIO DE JANEIRO - O sebo perto da praça João Mendes, em São Paulo, fazia jus ao nome. As estantes estavam organizadas por assunto, mas cada prateleira era uma barafunda de livros sem ordem, além dos espalhados pelo chão. Veja bem, não estou me queixando. Não sou daqueles que só entram em sebos assépticos, impecáveis, à prova de ácaros.

Ao contrário, gosto da bagunça. Nos sebos mais esculachados, a probabilidade de descobrir coisas interessantes é maior. Num deles, no Rio, encontrei uma obra completa de Edgar Allan Poe, em seis volumes, de 1884, rodada apenas 35 anos depois da morte de Poe. Em outro, os cinco 
romances de Charlie Chan, de Earl Derr Biggers, em edições lindas da Vecchi, dos anos 50 --cada exemplar, tanto do Poe quanto do Charlie Chan, a R$ 1, valor da época.

No sebo em que entrei outro dia, em São Paulo, o segundo andar era o dos discos. Gôndolas e gôndolas de LPs contendo o pior da música brasileira e internacional dos anos 80 --e quem os viveu sabe o quanto se precisou prensar de discos para acomodar esse pior. Mas chocantes mesmo eram as estantes, vergando ao peso de LPs sem capa, empilhados do chão ao teto --aos milhares, em blocos maciços, e impossíveis de ser consultados.

Ao sair, perguntei à menina no balcão qual era o destino daqueles discos. Sem tirar os olhos do tablet, respondeu: "Festas. O pessoal compra às centenas, para decorar as paredes, pendurar em árvores, calçar o piso. Ou cerâmica --você esquenta e eles viram cinzeiros, copos, vasos".

Aqueles discos continham música gravada, não importa qual. Para isso, um dia, jovens deram o melhor de si num estúdio, talvez aspirando à eternidade ou, pelo menos, a uma semana nas paradas. Mas nada disso aconteceu e, muitos anos depois, seus discos estavam ali, condenados a uma inesperada e inglória sobrevida.
Ruy Castro
Ruy Castro é  escritor e jornalista.

sábado, 20 de outubro de 2012

EU TENHO PARA VENDER - TV OLHOS D'ÁGUA - BAHIA

OUTROS OLHARES

EU TENHO PARA VENDER 

TV OLHOS D'ÁGUA 

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA

FEIRA DE SANTANA - BAHIA - BRASIL


http://tvolhosdagua.uefs.br/outrosolhares/Eu_tenho_pra_vender.html

(cenas filmadas no Centro de Abastecimento -
Feira de Santana - Bahia - Brasil)

OCTOBER FEST - BLUMENAU - SC - BRASIL


  1. OCTOBER  FEST - - 
  2. BLUMENAU -
  3. SANTA C ATARINA
  4.  BRASIL\
HISTÓRIA

Inspirada na Oktoberfest de Munique, a versão blumenauense nasceu da vontade do povo em expressar seu amor pela vida e pelas tradições germânicas. Sua primeira edição foi realizada em 1984. Consagrada como a segunda maior festa alemã do mundo, a Oktoberfest é a confraternização de gente de todas as partes.
Ela nasceu inspirada na maior festa da cerveja do mundo, a Oktoberfest de Munique, na Alemanha, que deu seus primeiros passos em 1810, no casamento do Rei Luis I da Baviera com a 
Princesa Tereza da Saxônia.
Em Blumenau, a Oktoberfest está na alma do povo, faz parte da história de cada um.

Por isso outubro é um mês especial. São 18 dias de festa, em que os blumenauenses se integram com visitantes de todo o Brasil e do exterior.
E não há quem não se encante com os desfiles, com a participação dos clubes de caça e tiro ou com a apresentação dos grupos folclóricos.

A Oktoberfest de Blumenau ostenta um número admirável: em suas 28 edições mais de 17 milhões de pessoas passaram pelo Parque Vila Germânica. Isto significa que um público superior a 700 mil pessoas, em média, por ano, participou da festa desde a sua criação. O segredo para este sucesso é simples: a Oktoberfest de Blumenau é um produto que se mantém autêntico, preservando as tradições alemãs trazidas pelos colonizadores há 160 anos. E são as belezas desses traços que conquistaram o país inteiro.
À noite, é no Parque Vila Germânica que todos se encontram e fazem da Oktoberfest um acontecimento incomparável. Todas as tradições alemãs afloram na sua máxima expressão, através da música, da dança, dos belos trajes, da refinada culinária típica e do saboroso chopp.
A cordialidade do povo, a paz e a beleza da cidade também tornam a festa inesquecível. 



A maior festa alemã das Américas

A Oktoberfest teve sua primeira edição em 1984 e logo demonstrou que seria um evento para entrar na história. Em apenas 10 dias de festa, 102 mil pessoas foram ao, então Pavilhão A da Proeb, número que na ocasião representava mais da metade da população da cidade. O consumo de chopp foi de quase um litro por pessoa. No ano seguinte, a festa despertou o interesse de comunidades vizinhas e de outras cidades do país. O evento passou, então, a ser realizado em dois pavilhões.

O sucesso da Oktoberfest consolidou-se na terceira edição e tornou-se necessário a construção de mais um pavilhão e a utilização do ginásio de esportes Sebastião da Cruz - o Galegão - para abrigar os turistas vindos de várias partes do Brasil, principalmente da região Sudeste, e também de países vizinhos. O evento acabou fazendo de Blumenau o principal destino turístico de Santa Catarina no mês de outubro.

Mas, para quem não sabe, a Oktoberfest não é só cerveja. É folclore, memória e tradição. Durante 18 dias de festa os blumenauenses mostram para todo o Brasil a sua riqueza cultural, revelada pelo amor à música, à dança e à gastronomia típica, que preservam os costumes dos antepassados vindos da Alemanha para formar colônias na região Sul.

A cultura germânica o turista confere pela qualidade da festa, dos serviços oferecidos, através de sociedades esportivas, recreativas e culturais, dos clubes de caça e tiro e dos grupos de danças folclóricas. Todos eles dão um colorido especial ao evento, nas apresentações, nos desfiles pelo centro da cidade e nos pavilhões da festa por onde circulam, animando os turistas e ostentando, orgulhosos, os seus trajes típicos.
É por essa característica que a festa blumenauense, versão consagrada da Oktoberfest de Munique, transformou-se, a partir de 1988, numa promoção que reúne mais de 600 mil pessoas. E foi, também, a partir dela que outras festas surgiram em Santa Catarina, tendo a promoção de Blumenau como carro-chefe, fato que acabou por tornar o território catarinense no caminho preferido dos turistas no mês de outubro.



A história começou há quase 200 anos na Baviera

A Oktoberfest de Blumenau, que em apenas uma década se tornou uma das festas mais populares do Brasil, foi inspirada na festa homônima alemã, que teve origem em 1810 em Munique. Tudo começou em 12 de outubro de 1810, quando o Rei Luis I, mais tarde Rei da Baviera, casou-se com a Princesa Tereza da Saxônia e para festejar o enlace organizou uma corrida de cavalos. O sucesso foi tanto, que a festa passou a ser realizada todos os anos com a participação do povo da região. Em homenagem à princesa, o local foi batizado com o nome de Gramado de Tereza.
A festa ganhou uma nova dimensão em 1840, quando chegou a Munique o primeiro trem transportando visitantes para o evento. Passaram a ser montadas barracas e promovidas várias atrações. Neste local apareceram também os primeiros fotógrafos alemães, que ali encontraram um excelente ambiente para fazerem suas exposições. A cerveja, proibida desde os primeiros anos, só começaria a ser servida em 1918. Logo depois, os caricaturistas já retratavam a luta pelos copos cheios de cerveja e pela primeira vez pode-se apreciar nas telas dos cinemas a festa das mil atrações.
Por conseqüência das guerras e pela epidemia de cólera, a Oktoberfest deixou de realizar-se 25 vezes. De 1945 até hoje, aconteceu ininterruptamente. Atualmente, a Oktoberfest de Munique recebe anualmente um público de quase 10 milhões de pessoas. O consumo de cerveja chega a 7 milhões de litros.