segunda-feira, 27 de abril de 2015

III BIENAL DO GRAFFFITI - ATÉ 19 MAIO - S PAULO - IBIRAPUERA

fonte - CBN


Parque do Ibirapuera sedia 3ª Bienal do Graffiti (Crédito: Fabiana Novello/CBN)



Parque do Ibirapuera sedia 3ª Bienal do Graffiti
(Crédito: Fabiana
Novello/CBN)



Parque do Ibirapuera sedia 3ª Bienal do Graffiti


São exibidos os trabalhos de 63 artistas, brasileiros e estrangeiros, no Pavilhão da Cultura Brasileira. Há obras que abordam desde a crise hídrica que afeta o estado até um grafite com duas funkeiras com o rosto da Monalisa.

A entrada da exposição, que vai até o dia 19 de maio, é gratuita. De terça os portões são abertos das 10h às 20h. De quarta a domingo, das 10h às 18h

domingo, 26 de abril de 2015

NOSSO BLOGUE VISTO NO BRASIL E NO MUNDO

SEMANA DE 19/04/2015, 17h A 26/04/2015, 16h


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O FALO DE SÃO PEDRO E O DO PASTOR DE PÊNIS ABENÇOADO

O FALO DE SÃO PEDRO E O DO PASTOR DE PÊNIS ABENÇOADO


Estava eu a pescar alguma coisa pra chamar de crônica dominical. E no anzol  beliscou um peixão: o episódio (intriga, ficção?) de um pastor que alardeava - urbe et orbe - que seu pênis era abençoado Vou tratar o assunto como uma ficção.

O falo de São Pedro era a vara com que ele pescava cristãos para o rebanho de Jesus Cristo.
O falo do pastor é seu pênis que, segundo ele mesmo, é abençoado.

 O que há de comum entre o fundador do Cristianismo e o pastor é que, em ambos e como não poderia deixar de ser - o falo, como todo falo que se preze, é o símbolo do poder, qualquer poder; do cetro dos reis, de um fuzil AR15, da faixa presidencial, da sala exclusiva do chefe, do diretor  ... ao bule do servidor de cafezinho.

 As pessoas que se deixaram levar pelo discurso ou pela prática deste agente do sagrado (pastor)sabiam o que estavam fazendo ante a sedução do sagrado e o profano (ou profauno?) daquele discurso. E ele, conseguiu convencer e com-ferir, incestuosamente, as irmãs. Duvidar quem há-de?.

Por outro lado - ou, no outro lado, se assim desejarem - o arrependimento de quem sucumbiu ao súcubo que (diferentemente das recomendações policiais pelos manuais medievos de caça às bruxas) agia ... todo mundo acordado e desperto. O que pescava este pescador?

"Pedro, tu és pedra e sobre ti construirei a minha igreja" (Mateus, 16, 18) - disse Jesus ao seu apóstolo Pedro, vice demiurgo do cristianismo.

Anos depois, Fernando Pessoa nos consolava que "todo cais [incluindo rodoviária, ferroviária, estação de metrô, aeroporto, heliporto ...] é uma saudade de pedra".

Senti saudades do apóstolo Pedro. Ele que não pescava cristãos apenas aos domingos. Domingo, como Sexta Feira Santa,   também era de pescar e de pescador. Senti saudade também de Dorival Caimmy - pescador de baianidades.

Quem nunca pescou, de vara, de cima de um cais, de um píer - quero dizer de um(a) pedro(a)
não terá o que contar de muitas coisas deliciosas quando estiver com São Pedro, lá em cima, no céu.

sábado, 25 de abril de 2015

EM MAIO - SALVADOR - SINTOMA, PSICANÁLISE E LITERATURA

EM SAMPA NA MANHÃ DESTE SÁBADO

DICA DE PROGRAMA EM SAMPA NA MANHÃ DESTE SÁBADO, 25 DE ABRIL
ACADEMIA AO AR LIVRE NA PRAÇA GASTÃO VIDIGAL
PROGRAMA PARA TODA A FAMILIA
 
Uma área que abrange cerca de 8500 árvores e inúmeras praças, a região dos Jardins oferece o cenário ideal para atividades ao ar livre. Foi com esta ideia na cabeça que os dirigentes da Bodytech procuraram a AME JARDINS, entidade dedicada a defesa e preservação do bairro, para realizar a I Academia ao Ar Livre nos Jardins. O evento, que será realizado neste sábado, 25 de abril, das 10 às 13 horas, com várias atividades físicas, na Praça Gastão Vidigal, vai marcar também os cinco anos da parceria público-privada com a prefeitura de administração e conservação do espaço. “A AME estimula atividades de desfrute do que esse pulmão verde, que é a região dos Jardins, oferece aos moradores e a quem a visita. “, comenta João Maradei sobre o apoio da entidade à iniciativa da Bodytech.
O evento BT Challenge Experience - I Academia ao Ar Livre nos Jardins terá programas com seis etapas – cinco de 10 minutos cada e uma com 25 minutos –, com duração total de 1h20. Cada bateria atenderá cinco alunos e serão realizadas a cada 30 minutos.  O programa contempla aquecimento, atividades cardiorrespiratórias, exercícios de equilíbrio e força do abdome, atividades aeróbicas, exercícios de força, explosão e agilidade.
SERVIÇO
O quê: BT Challenge Experience, academia ao ar livre
Quando: Sábado, dia 25 de abril de 2015, das 10h às 13h20
Onde: Praça Gastão Vidigal, localizada no Jardim Paulistano
Entrada: Gratuita
Faixa etária: Livre
 
 
 
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quinta-feira, 23 de abril de 2015

MILTON NASCIMENTO - LÁGRIMA DO SUL



LÁGRIMA DO SUL
MILTON NASCIMENTO

http://www.vagalume.com.br/milton-nascimento/lagrima-do-sul.html

Reviver tudo o que sofreu
Porto de desesperança e lágrima
Dor de solidão
Reza pra teus orixás
Guarda o toque do tambor
Pra saudar tua beleza
Na volta da razão
Pele negra, quente e meiga
Teu corpo e o suor
Para a dança da alegria
E mil asas pra voar
Que haverão de vir um dia
E que chegue já, não demore, não
Hora de humanidade, de acordar
Continente e mais
A canção segue a pedir por ti

África, berço de meus pais
Ouço a voz de seu lamento
De multidão
Grade e escravidão
A vergonha dia a dia
E o vento do teu sul
É semente de outra história
Que já se repetiu
A aurora que esperamos
E o homem não sentiu
Que o fim dessa maldade
É o gás que gera o caos
É a marca da loucura
África, em nome de deus
Cala a boca desse mundo
E caminha, até nunca mais
A canção segue a torcer por nós

África tudo o que sofreu
Porto de desesperança e lágrima
Dor de solidão
Reza pra teus orixás
Guarda o toque do tambor
Pra saudar tua beleza
Na volta da razão
Pele negra, quente e meiga
Teu corpo e o suor
Para a dança da alegria
E mil asas pra voar
Que haverão de vir um dia
E África, em nome de deus
Cala a boca desse mundo
E caminha, até nunca mais
A canção segue a torcer por nós

23 DE ABRIL - SÃO JORGE GUERREIRO


domingo, 19 de abril de 2015

NOSSO BLOGUE VISTO NO BRASIL E NO MUNDO



NOSSO BLOGUE VISTO NO BRASIL E NO MUNDO

SEMANA DE 13/04/2015, 00h A 19/04/2015, 23h 


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CIDADES - VELHOS NOVOS CELEIROS (1)

CIDADES - VELHOS NOVOS CELEIROS (1)


Não é de agora que cidades, maiores e menores, atraem famílias oriundas - ou expulsas? - das más condições do campo de um mesmo país ou de outros países, tendo como flagelos comuns: a falta de trabalho, a fome, as guerras e a desesperança.

O exemplo mais recente (hoje é 19 de abril de 2015) é o da África do Sul. Levas de imigrantes de países vizinhos tentam vida melhor nas principais cidades desse país. E agora, em meio a conflitos, estas levas populacionais estão sendo atacadas e expulsas (xenofobismo?) por africanos do Sul aque estão sofrendo com os elevandos índices de desemprego num país que periga sair do grupo dos emergentes.


sábado, 18 de abril de 2015

FEIRA DE LPs - SÃO PAULO - HOJE

folha de s paulo
18/04/2015 - 06h09

Feira de LPs no MIS celebra cultura do vinil com troca, compra e venda

DE SÃO PAULO
O Record Store Day acontece há nove anos em todo o mundo. Sempre no terceiro sábado de abril, o dia celebra a cultura do vinil.
Por aqui, o MIS sedia neste sábado (18) uma feira de discos dedicada à troca, compra e venda.
Serão mais de 70 expositores (LOJAS, sebos, colecionadores e especialistas), com álbuns dos mais variados gêneros, importados, nacionais, raros e em edições de luxo, além de trabalhos recém-lançados.
A realização é uma parceria do museu com a LOJA Locomotiva Discos.
O anfitrião será Kid Vinil, que fará sessão de autógrafos. Haverá ainda shows de Romulo Fróes e Bruno Souto.
MIS - av. Europa, 158, Jardim Europa, tel. 2117-4777. Sáb. (18): 12h às 20h. Livre. Valet (R$ 10). GRÁTIS

SALVE-ME, ESTOU MORRENDO ... (ICOARACI - PARÁ - BRASIL)

sexta-feira, 17 de abril de 2015

S PAULO - POESIA.NET - RENATA PALLOTTINI


Número 330 - Ano 13
São Paulo, quarta-feira, 15 de abril de 2015

poesia.net header
«Eu, sempre que parti, fiquei nas gares
                                                                                     / olhando triste para mim...»
                                                                                         
                                                                                                    (Mario Quintana) *

Se ao menos esta dor cantasse...


Renata Pallottini 

Renata Pallottini

Gustav Klimt - Judith I (1901)
Gustav Klimt (1862-1918), pintor austríaco, Judith I (1901)




ATIRA PARA O MAR

Atira para o mar as tuas coisas
abandona os teus pais
muda de nome

esquece a pátria
parte sem bagagem
fica mudo e ensurdece
abre os teus olhos.

Se o teu amor não vale tudo isso
então fica onde estás
gelado e quieto.

O amor só sabe ir de mãos vazias
e só vale se for
o único projeto.
Gustav Klimt - O beijo (1908)
Gustav Klimt, O beijo (1908), detalhe

FALAR CONTIGO
Falo contigo
e é como se falasse
com essa qualidade
de luz das árvores.

É perfurar o verde
e emergir do outro lado
(o úmido porvir
dos vegetais).

Falo contigo
e compreendo o estado
dos sons que surgem
à noite, noite-em-claro.

Falo contigo
e entendo
o que não tem sentido.

Amor é assim, palavra:
lume comovido.


De Um Calafrio Diário (2002)




Gustav Klimt - Esperança II (1908), detalhe
Gustav Klimt, Esperança II (1908), detalhe

GATO EM VOLUTAS

Chegou-se a mim, com pés forrados de silêncio.
Seu rastro sinuoso marcara-se com plumas.
Ei-lo que roça no ser humano
sua egoísta subserviência.
Recolhe as unhas, como quem guardasse
um íntimo segredo invulnerável.

Ó gato, quanto mais eu te amaria
se me houvessem rasgado tuas unhas
a frágil carne, a de afeição canina!

Afasta-se, seus olhos impossíveis
fitos em alguma outra parte.

Quedo, à distância ignora o tempo morto.
E em mim a essência morta.





Gustav Klimt - Retrato de Adele Bloch Bauer (1905), detalhe
Gustav Klimt, Retrato de Adele Bloch Bauer (1905), detalhe
O GRITO

Se ao menos esta dor servisse
se ela batesse nas paredes
abrisse portas
falasse
se ela cantasse e despenteasse os cabelos

se ao menos esta dor se visse
se ela saltasse fora da garganta como um grito
caísse da janela fizesse barulho
morresse

se a dor fosse um pedaço de pão duro
que a gente pudesse engolir com força
depois cuspir a saliva fora
sujar a rua os carros o espaço o outro
esse outro escuro que passa indiferente
e que não sofre tem o direito de não sofrer

se a dor fosse só a carne do dedo
que se esfrega na parede de pedra
para doer doer doer visível
doer penalizante
doer com lágrimas

se ao menos esta dor sangrasse.




Gustav Klimt - Retrato de moça (1916)
Gustav Klimt, Retrato de moça (1916)




POEMA

E então, pergunto, por que esta vida
de pão e horas moídas?

Por que não somente um pássaro
na insciência da tarde clara,

uma árvore verde embutida
no musgo da manhã... Por que esta vida?

Por que não uma pedra severa
que não procura, não erra, não espera,

ou então outra vida, outra vida
que não esta, de sal e lâminas finas,

que não esta, de sal sobre as feridas?


De Obra Poética (1995)
Amigas e amigos,




Poeta, dramaturga, tradutora, a paulistana Renata Pallottini (1931-) tem longos e variados serviços prestados à cultura. Formada em filosofia pela PUC-SP em 1951, concluiu também o curso de direito na USP em 1953. Depois, em Paris, começa a estudar teatro em 1959. De volta a São Paulo, entra na Escola de Arte Dramática da USP e faz os cursos de dramaturgia e crítica. 


Sua produção de textos para teatro inicia-se em 1960, com a peça A Lâmpada. Depois disso, a autora criou vários outros espetáculos cênicos. Em 1967, a peça Pedro Pedreiro, com texto dela e música de Chico Buarque, é levada à Colômbia. No ano seguinte, Renata Pallottini traduz o famoso musical Hair, dos americanos James Rado e Gerome Ragni. O trabalho de Renata Pallotini nas artes cênicas estende-se também à televisão, ao cinema e ao ensino universitário.

•o•

Desviemos para a poesia. Renata Pallotini publica seus primeiros versos em 1950 nas revistas da Faculdade de Direito. Estreia em livro dois anos depois, com Acalanto, uma publicação semiartesanal. Em 1956 sai O Monólogo Vivo, primeiro título incluído pela autora em sua Obra Poética, de 1995, que contém um total de 14 livros. Depois disso, Renata publica ainda Um Calafrio Diário (2002), coletânea de poesia, além de outras obras nas áreas de teatro, literatura infantojuvenil e ensaios. 




Para este boletim, selecionei cinco poemas, todos destacando o aspecto mais lírico da poesia de Renata Pallottini. Nos dois primeiros, ambos extraídos de Um Calafrio Diário, encontra-se uma proposição de tudo ou nada em nome do amor. Em "Atira para o mar", a ideia é desfazer-se de tudo e mergulhar de cabeça na paixão: “O amor só sabe ir de mãos vazias / e só vale se for / o único projeto”. 


Em “Falar contigo”, o clima é o mesmo, defletido porém para os estados de iluminação e êxtase amoroso que leva o/a amante a ler sinais incompreensíveis e entender o que não tem sentido. Em certo aspecto, este poema mantém algum parentesco com o mais célebre soneto bilaqueano, aquele que defende a ideia de que os amantes são capazes de ouvir e entender estrelas.
•o•

Os poemas seguintes são todos da Obra Poética. Em “Gato em volutas”, Renata Pallottini tenta penetrar na “psicologia” dos felinos. Para ela, o animal doméstico “roça no ser humano / sua egoísta subserviência”. Ela também parece dar mais créditos à fidelidade canina. Os humanos que preferem os gatos certamente haverão de protestar. Mas coisas de cão e gato só podem mesmo terminar em rusgas.


“O Grito” é um poema forte que transforma dor em corajoso desabafo lírico, quase desesperado. É a busca de alívio de quem se sente sufocado e sem saída. “Se ao menos esta dor sangrasse”...


Por fim, vem “Poema”, um texto de indagação existencial. “Por que esta vida? / Por que não uma pedra severa / que não procura, não erra, não espera (...)?” Ou, de outro ângulo, por que não outra vida em lugar desta humana, plena de sofrimentos e que, em vez de bálsamo, põe sal nas feridas? 


Não esperem respostas. O poeta é, essencialmente, um ser que pergunta. 
•o•

Para finalizar, quero puxar um pouco da brasa criativa de Renata Pallottini para a sardinha do poesia.net. Este boletim tem a honra de merecer a leitura e a atenção da múltipla Renata desde as primeiras edições. Esta, aliás, é a segunda vez que ela aparece aqui. A primeira foi no boletim n. 21, em maio de 2003.

Um abraço, e até a próxima.



•o•