CAOS URBANO:
PRA ONDE LEVAMOS NOSSAS CIDADES?(2)
Se, na história e na evolução das cidades, tivemos momentos, séculos, de pressa ... guardando-se as devidas proporções e condicionantes históricos ... nada se compara à pressa com que nos movemos e pensamos no hoje em dia das nossas cidades de todos os tamanhos. Quem tem pressa quase sempre não tem paciência e, ao dirigir, facilmente concluimos que o motorista à nossa frente é um lerdo, uma tartaruga.
A pressa nossa de cada dia transfigurou-se numa enfermidade e, com o perdão da rima, uma deformidade física e psíquica. Mesmo quando estamos adiantados dezenas de minutos e até horas em relação ao horário do nosso compromisso mais próximo, ainda assim não dirigimos devagar: estamos viciados em pressa? Porque estamos a dirigir devagar, tememos ser 'castigados'. por alguma buzina estridente (e apressada)?
Chegamos, instalados no nosso sofá, a sentir inveja de pequenas cidades e de cidadãos calmos (que parecem contar os passos) que aparecem na tela da nossa TV.
A mobilidade urbana problemática é não raras vezes, utilizada como desculpa para nossa incurável pressa. Falamos com pressa, estamos sempre apressados na fila do banco, da lotérica, do caixa da loja, do supermercado.
Todos e todas o(a)s demais são lerdos, desocupados. Só vivem para nos atrapalhar a vida. A vida urbana.
Nenhum comentário:
Postar um comentário