sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

HÁ 60 ANOS, UM CARNAVAL DENUNCIADOR


27.8.06

O CARNAVAL DAS DENÚNCIAS

O carnaval de 1954 ficou na história pela grande quantidade de músicas que denunciava nossas mazelas sociais. Ao lado dos temas recorrentes – cachaça, juras de amor, Adão e Eva etc. -, a situação de penúria por que passava as massas proletárias, ao lado dos péssimos serviços públicos prestados por companhias privadas, são firmemente atacados pelos compositores, como se o povão lhes outorgasse o direito de defendê-los. De lamentar, porém, é o fato de que tais denúncias acabavam por não surtir os efeitos esperados, em meio a tanta orgia, lança-perfumes, pierrôs e colombinas.

Moreira da Silva, o Morengueira, o rei do samba de breque, apesar de pouco aparecer durante o carnaval, lança para esse ano o sambaDiploma de Pobre, do trio Príncipe Veludo, José dos Santos e J. B. da Silva, em que o destino dos despossuídos é descrito de forma comovente:



"Diploma de pobre é marmita 
O rico é quem vive em boca rica. 

Enquanto o filho do rico 
Vai estudar 
Coitado do filho do pobre 
Vai trabalhar. 

Coitado do filho do pobre 
Que mal ganha para se sustentar 
Quatro ou cinco bocas 
Que ficaram em seu lar. 

Enquanto o filho do rico 
Estuda e vai ser doutor
O filho do pobre 
Nasce e morre trabalhador.”

Especial Moreira da Silva (parte 1).

Especial Moreira da Silva (parte 2).

Wilson Batista, de quem já se disse que não tinha consciência social, mais uma vez desmente tal afirmação nesse carnaval, ao compor, junto com Everardo de Barros,Numa Casa Brasileira, lançada por Ademilde Fonseca, na qual, segundo ele, “tudo falta”. Por seu tema, teve problemas com a censura:

“Você está vendo aquela casa ( ai! ai! ai)
Tem São Jorge na entrada
Tem retrato do mengo na parede
Tem rádio, tem cristaleira
Uma morena tipo violão
É assim uma casa brasileira.



Na panela, nem sempre tem feijão

Falta isso, falta aquilo

Falta tudo meu irmão

Mas se há festa, samba, mesa com cadeira

É assim uma casa brasileira.”







Nesse ano, até João de Barro, o Braguinha, entra na briga e compõe Acende a Vela, em que, por mais incrível que pareça, sugere que, por não atender a contento os reclamos da população, o melhor seria – isto dito nas entrelinhas – a privatização da Light. Entenda-se o motivo: elemento típico da pequena burguesia urbana, Braguinha sentia na pele os constantes cortes de energia que prejudicavam sobremaneira a classe média carioca, iniciando, nesse momento, a aquisição de aparelhos elétricos, e não podendo, por isso, conviver com os constantes cortes no fornecimento de energia. Quem poderia pensar que, muitos anos depois, em pleno século 21, no governo de FHC que, pretensamente, viria acabar com a herança getulista, trazendo a modernidade para o país, a situação seria exatamente a mesma, a música podendo ser cantada no período fernandista sem tirar uma vírgula. O tempo é mesmo senhor da razão.

Mesmo sendo lançada pela favorita Emilinha Borba e ser uma das melhores composições desse carnaval, não alcança, porém, o êxito esperado:


“Acenda a vela, Iaiá
Acende a vela
Que a Light cortou a luz
No escuro eu não vejo aquela
Carinha que me seduz.

Ó seu inglês da Light
A coisa não vai all right
Se com uísque não vai não
Bota cachaça no ribeirão.”

Também crítica à falta de água e luz na Cidade Maravilhosa, Vagalume, de Vítor Simon e Fernando Martins, uma marchinha lançada pelos Anjos do Inferno (e por Violeta Cavalcanti), foi uma das músicas mais interessantes desse carnaval, embora também, inexplicavelmente, não tenha feito sucesso popular:


“Rio de JaneiroCidade que nos seduz
De dia falta água
De noite falta luz.

Abro o chuveiro
Não cai nem um pingo
Desde segunda
Até domingo.

Eu vou pro mato
Ai! pro mato eu vou
Vou buscar um vagalume

Pra dar luz ao meu chatô."


Do mesmo Vítor Simon, agora em parceria com Ney Campos e Luiz Martins, é o samba Panela Vazia, estranhamente interpretada por Leny Eversong, mais conhecida por sua poderosa voz de cantora de operetas e que seria uma das mais comentadas intérpretes brasileiras dos próximos anos:


“Meu Deus do céu 
Que carestia
Falta de tudo na vida

Hoje em dia. 

Falta gás no fogão
Falta luz no porão
Falta água na pia
Fogo apagado
Panela vazia."


Acostumado a denunciar, em todos os carnavais, a situação de exploração e penúria em que vivia o povão, Luiz Antônio (em parceria com Oldemar Magalhães), compõe Arranha-Céu, em que volta ao tema do barracão, assunto enfocado no carnaval anterior, inclusive aproveitando a mesma cantora, Heleninha Costa:

“Fala, arranha-céu da cidade
A sua voz na verdade
É a voz do povo, afinal.

Fala que o barracão está ouvindo
Embora quase caindo
É seu irmão social.

Fala, arranha-céu
Obra da mão do homem
Que fez você tão grande
E mora num barracão sem nome.”

Monsieur” Blecaute (1919 - 1983), cantor carnavalesco por excelência, nascido Otávio Henrique de Oliveira na cidade do Espírito Santo do Pinhal (São Paulo), aos 18 anos já é um “habituê” dos programas de calouros das rádios paulistanas, até que inicia uma carreira regular na Rádio Difusora por um cachê de 30 mil réis. Ganha, a essa época, do famoso humorista e compositor Capitão Fortuna o apelido de Black-Out, mais tarde aportuguesado para Blecaute, com o qual inicia sua verdadeira carreira no show-business.


Sua primeira chance aparece logo que chega ao Rio de Janeiro em 1942. Consegue ser contratado pelos cassinos Atlântico e Guarujá, onde se destaca em meio a inúmeros artistas, o que não era pouco. Entretanto, quando Eurico Gaspar Dutra, o presidente da República, fecha os cassinos brasileiros, Blecaute fica vários anos desempregado, sobrevivendo de bicos, até que Floriano Faissal o leva para a Rádio Nacional. Pedreiro Valdemar, de Wilson Batista, foi seu primeiro sucesso, ao qual se seguem Rei ZuluGeneral da BandaPapai Adão e outras mais. Destas, General da Banda foi a que mais se destacou com o passar dos anos (até Elis Regina a regravou) e sua consagração definitiva. Quando estourou no carnaval de 1949, certa feita, vestido de...General da Banda, foi carregado em triunfo pelas massas até o Teatro Minicipal, o máximo para um artista à época.

Nesse carnaval de 1954, alcança ele outro notável êxito com a marcha Piada de Salão, da vitoriosa dupla Klécius Caldas e Armando Cavalcanti, a grande vencedora do concurso de músicas carnavalescas promovido pela prefeitura do Distrito Federal:
“É ou não é
Piada de salão
Se acha que não é
Então não conto não.

Um sujeito que era gago
Procurou um botequim
Chegou perto do gerente
Outro gago bem ruim
E disse assim:

Eu estou, tô, tô, tô, tô
Aonde é que está, tá, tá
Mas o outro gaguejou
Chi! tra, rá, rá, rá, rá.”
Outra marcha premiada foi Saca-Rolha, de Zé da Zilda, Zilda do Zé e Claudionor Santos, interpretada pela dupla Zé e Zilda, a mais cantada e executada desse carnaval, e que despertou enorme polêmica por sua melodia ter sido considerada plágio do bolero Cancion del Alma:
“As águas vão rolar
Garrafa cheia eu não quero ver sobrar
Eu passo a mão no saca, saca, saca-rolha
E bebo até me afogar.

Se a polícia por isso me prender
E na última hora me soltar
Eu pego a mão na saca, saca, saca-rolha
Ninguém me agarra, ninguém me agarra."

Sem sombras de dúvida, o samba de maior sucesso nesse carnaval foi Não Posso Mais, do fazedor de sucessos, Haroldo Lobo, mais Milton de Oliveira e Claudionor Santos, que, cantada por Jorge Veiga, ganhou espetacularmente o concurso da prefeitura do Distrito Federal:

“Tenha piedade de mim
Não posso mais
Ó meu senhor
O meu amor não volta mais.

Meu sofrer é profundo
Eu já vi que o mundo
Me abandonou.

Quem me vê sorrir
Pensa que eu sou feliz
Mas feliz eu não sou.”
Outro grande sucesso nesse ano de Jorge Veiga foi a maliciosa marchinha A História da Maçã, também dos mestres Haroldo Lobo e Milton de Oliveira, executada à exaustão pelas rádios e uma das mais cantadas nos bailes carnavalescos. Ficou famosa porque sua letra era trocada pelos foliões por uma bem mais pesada ("A história da maçã/É pura safadeza/ Adão comeu a Eva/E a maçã de sobremesa..."):

"A história da maçã
É pura fantasia
Maçã igual aquela
Papai também comia.

Eu li no almanaque
Que um dia de manhã
Adão estava com fome
E comeu a tal maçã.

Comeu com casca e tudo
Não deixando nem semente
Depois botou a culpa
Na pobre da serpente.”

Ouça Jorge Veiga interpretando A História da Maçã.

A música considerada a mais bonita desse carnaval, no entanto, foi o samba de Monsueto Meneses e Tufy Lauar A Fonte Secou. Gravado por Marlene, com uma maravilhosa melodia e versos muito bem elaborados, talvez por ser pouco carnavalesca, não fez o sucesso que merecia, entrando, porém na história como um dos maiores sambas carnavalescos da música popular brasileira:

“Eu não sou água
Pra me tratares assim
Só na hora da seca
É que procuras por mim
A fonte secou
Querodizer
Que entre nós
Tudo acabou.
.
Teu egoísmo me libertou
Não deves mais me procurar
A fonte do meu amorsecou
Mas os teus olhos
Nunca mais hão de secar.”

César de Alencar interpretando Coitado do Abdala.

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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

2014/16 - CEM ANOS DO CONTESTADO - PARANÁ - S CATARINA - BRASIL



fonte - HISTÓRIA



CONTESTADO,
UMA GUERRA 
CIVIL NO SERTÃO
CATARINENSE

Diretor Sylvio Back discute seu documentário sobre a revolta antifederalista de 1912-1916 provocada por disputas de terra e animada por uma inspiração messiânica

Marco Antonio Barbosa
Artigos



Quando surge o debate sobre qual teria sido o maior levante popular envolvendo posse de terra no século XX no Brasil, nem sempre surge à lembrança a Guerra do Contestado, que se desenrolou nos estados do Paraná e Santa Catarina entre 1912 e 1916. Culminação de um longo período de disputas territoriais entre os dois estados (cuja fronteira era contestada desde 1900, daí o nome do conflito), a guerra contrapôs a população cabocla da região e as forças militares estaduais e federais. Num movimento que unia reivindicações territoriais sobre uma área rica em madeira e erva-mate a uma revolta antifederalista, a população se organizou numa milícia que ficou conhecida como Exército Encantado de São Sebastião – indicativo de uma inspiração messiânica, não muito distante daquela que moveu os rebeldes de Canudos, no século anterior. Disposto a eliminar as insurreições regionais contra a ainda jovem República brasileira, o presidente Hermes da Fonseca acirrou a intervenção militar em 1914, chegando a enviar 8 mil soldados contra os rebeldes (que somaram 10 mil, no auge da mobilização). Os quase quatro anos de batalhas resultaram em cerca de 20 mil mortes e tiveram como conclusão a delimitação oficial da fronteira entre Paraná e Santa Catarina, ratificada em 20 de outubro de 1916.


A Guerra do Contestado é um assunto muito caro ao cineasta Sylvio Back. Natural de Santa Catarina, o diretor cresceu ouvindo as histórias dos combates. O longa-metragem que projetou seu nome internacionalmente,
 A guerra dos pelados(1970), era uma versão ficcional dos eventos de 1912-1916, filmado em locações autênticas em Santa Catarina. Hoje, consolidado como um dos mais importantes documentaristas da história do nosso cinema, com 34 filmes entre longas, curtas e médias-metragens, Back retorna ao conflito com O Contestado – Restos mortais, que estreou em outubro. O filme é definido pelo autor como um “docudrama”, misturando ficção e levantamento factual. Aborda o ângulo místico da guerra (incluindo depoimentos de médiuns que falam em nome do espírito de testemunhas do conflito) e recupera histórias e memórias que ainda sobrevivem no coração do Sul do Brasil. Com isso, Back espera reavivar a memória nacional sobre o Contestado, um episódio pouco lembrado até mesmo no meio acadêmico. “Foram milhares de mortos em quatro anos de embates, mas aquela tragédia persiste como um ‘acontecimento zumbi’ na formação territorial brasileira”, aponta o cineasta.

Como resumir, para o brasileiro do século XXI, o que foi a Guerra do Contestado?

A Guerra do Contestado é o maior, mais violento e trágico levante popular pela posse e contra a usurpação da terra no século XX no Brasil. Começou em 22 de outubro de 1912, por causa de histórica disputa de fronteiras entre Paraná e Santa Catarina – que remontava ao Império – e acabou numa impensável guerra civil nos sertões catarinenses. Provocou a morte de mais de 20 mil pessoas, entre civis e militares, e, ao mesmo tempo, nela vieram à tona formidável surto de fanatismo religioso, com nítido substrato terrorista, xenofobia, veleidades separatistas, entrada do capitalismo na região, anti-impelialismo e uma forte ânsia de poder entre os revoltosos. Ainda assim, com a repressão de mais de um terço do efetivo do exército brasileiro à época (8 mil homens), combatendo numa área do tamanho do estado de Alagoas, a Guerra do Contestado continua pouco estudada e re-conhecida nas escolas e universidades, quase inteiramente desterrada da historiografia e do inconsciente coletivo nacionais.

Qual a importância do conflito para a história daqueles anos formativos da República brasileira?

Chegamos ao centenário da Guerra do Contestado e, quando penso no conflito, uma sensação de lesa-pátria nunca deixa de me assombrar, não apenas como cidadão catarinense, com vasta vivência no Paraná, mas também como um cineasta cuja obra é seduzida pela ânsia de reverter falácias, distorções e esquecimentos da “história oficial”. Quando a guerra eclodiu, na falta de melhor entendimento e até pela proximidade histórica, logo se alcunhou o Contestado de “Canudos do Sul”.  E há semelhanças, principalmente, na crença da chegada de um messias, no fanatismo dos revoltosos e na feroz repressão militar. Mas seu espectro místico, bélico, geopolítico, sócio-econômico e demográfico extravasa em envergadura, recorrência e reflexos nas décadas seguintes a trágica epopeia de Antônio Conselheiro. O Contestado que persegue uma modernidade a toda prova, justamente, por tratar da irresolvida questão da terra no Brasil, um “perrengue” sócio-econômico que prevalece desde o descobrimento, portanto, há 512 anos!

(...)

Pode detalhar um pouco como foi sua abordagem dos vários temas que permeavam o conflito?


A complexidade da Guerra do Contestado é estonteante, perturbadora. Talvez resida aí a ignorância sobre o conflito, que não se resume a uma luta entre deserdados da terra e as tropas do exército brasileiro armado até os dentes – usaram até canhões Krupp empregados na Primeira Guerra Mundial. Todo processo civilizatório embute barbárie. No Contestado não foi diferente. Seu caótico conteúdo era separatista e incluía a ideia da fundação de uma “monarquia sul-brasileira”, que se estenderia do Uruguai ao Rio de Janeiro. Ainda havia a influência multinacional, com a chegada do capitalismo na região; um componente xenófobo, com a entrada dos imigrantes europeus confrontados a caboclos, negros e índios; e a exploração de empresas estrangeiras aliadas a latifundiários, mercenários e aos detentores do poder político e militar no Paraná e Santa Catarina.

MEU BAIRRO, MEU BARRO - MONTMARTRE - PARIS - FRANÇA

MEU BAIRRO, MEU BARRO - MONTMARTRE - PARIS - FRANÇA

Charles Aznavour - "La Bohème"

http://www.youtube.com/watch?v=Oj-3hk2L7MQ


Je vous parle d'un temps
Que les moins de vingt ans

Ne peuvent pas connaître

Montmartre en ce temps-là

Accrochait ses lilas
Jusque sous nos fenêtres
Et si l'humble garni
Qui nous servait de nid
Ne payait pas de mine
C'est là qu'on s'est connu
Moi qui criait famine
Et toi qui posais nue

La bohème, la bohème


Ça voulait dire on est heureux

La bohème, la bohème

Nous ne mangions qu'un jour sur deux

Dans les cafés voisins
Nous étions quelques-uns

Qui attendions la gloire

Et bien que miséreux

Avec le ventre creux
Nous ne cessions d'y croire
Et quand quelque bistro
Contre un bon repas chaud
Nous prenait une toile
Nous récitions des vers
Groupés autour du poêle
En oubliant l'hiver

La bohème, la bohème


Ça voulait dire tu es jolie

La bohème, la bohème

Et nous avions tous du génie

Souvent il m'arrivait
Devant mon chevalet

De passer des nuits blanches

Retouchant le dessin

De la ligne d'un sein
Du galbe d'une hanche
Et ce n'est qu'au matin
Qu'on s'assayait enfin
Devant un café-crème
Epuisés mais ravis
Fallait-il que l'on s'aime
Et qu'on aime la vie

La bohème, la bohème


Ça voulait dire on a vingt ans

La bohème, la bohème

Et nous vivions de l'air du temps

Quand au hasard des jours
Je m'en vais faire un tour

A mon ancienne adresse

Je ne reconnais plus

Ni les murs, ni les rues
Qui ont vu ma jeunesse
En haut d'un escalier
Je cherche l'atelier
Dont plus rien ne subsiste
Dans son nouveau décor
Montmartre semble triste
Et les lilas sont morts

La bohème, la bohème


On était jeunes, on était fous

La bohème, la bohème

Ça ne veut plus rien dire du tout




O bairro, a região de  Montmartre,  a Norte de Paris, no bairro 18, é conhecida pelo seu charme e bucolismo, ruas arborizadas e floridas, pintores de rua, cafés cabarés com destaque para o Moulin Rouge. Como se não bastasse inclusive ter sido imortalizada pela letra  La Bohème na interpretação magistral de Charles Aznavour. Romântica como esta valsa, a Place Abesses expõe um muro, o Muro do Eu te Amo (Le Mur des Je t’Aime), frase que lá está escrita em mais de 300 idiomas.




Quem tem fé "sobe a pé", outra atração é a escadaria e  igreja da Sacré Coeur.


C'est dommage!

Infelizmente a exemplo do  que ocorre em várias grandes capitais do Mundo, Paris também enfrenta problemas de segurança pública, Pena que a Montmartre da canção interpretada por Charles Aznavour tenha sido substituída por um espaço urbano onde o visitante e o transeunte local estejam sujeitos a roubos e furtos.

Dont plus rien ne subsiste
Dans son nouveau décor
Montmartre semble triste
Et les lilas sont morts



C'est dommage!