sexta-feira, 19 de novembro de 2010

A CIDADE NA POESIA PORTUGUESA (1)

A CIDADE NA POESIA PORTUGUESA (1)

Lisboa - Portugal


Álvaro de Campos - Heterônimo de Fernando Pessoa - (Poemas):

Lisboa

Lisboa com suas casas
De várias cores,
Lisboa com suas casas
De várias cores,
Lisboa com suas casas
De várias cores...
À força de diferente, isto é monótono.
Como à força de sentir, fico só a pensar.

Se, de noite, deitado mas desperto,
Na lucidez inútil de não poder dormir,
Quero imaginar qualquer coisa
E surge sempre outra (porque há sono,
E, porque há sono, um bocado de sonho),
Quero alongar a vista com que imagino
Por grandes palmares fantásticos,
Mas não vejo mais,
Contra uma espécie de lado de dentro de pálpebras,
Que Lisboa com suas casas
De várias cores.

Sorrio, porque, aqui, deitado, é outra coisa.
A força de monótono, é diferente.
E, à força de ser eu, durmo e esqueço que existo.

Fica só, sem mim, que esqueci porque durmo,
Lisboa com suas casas
De várias cores.

*****

António Gomes Leal (Claridades do Sul):

Lisboa

De certo, capital alguma n'este mundo
Tem mais alegre sol e o ceu mais cavo e fundo,
Mais collinas azues, rio d'aguas mais mansas,
Mais tristes procissões, mais pallidas creanças,
Mais graves cathedraes - e ruas, onde a esteira
Seja em tardes d'estio a flor de larangeira!

A Cidade é formosa e esbelta de manhã! -
É mais alegre então, mais limpida, mais sã;
Com certo ar virginal ostenta suas graças,
Ha vida, confusão, murmurios pelas praças;
- E, ás vezes, em roupão, uma violeta bella
Vem regar o craveiro e assoma na janella.

A Cidade é beata - e, ás lucidas estrellas,
O Vicio á noute sae ás ruas e ás viellas,
Sorrindo a perseguir burguezes e estrangeiros;
E á triste e dubia luz dos baços candieiros,
- Em bairos sepulchraes, onde se dão facadas -
Corre ás vezes o sangue e o vinho nas calçadas!

As mulheres são vãs; mas altas e morenas,
D'olhos cheios de luz, nervosas e serenas,
Ebrias de devoções, relendo as suas Horas;
- Outras fortes, crueis, os olhos côr d'amoras,
Os labios sensuaes, cabellos bons, compridos...
- E ás vezes, por enfado, enganam os maridos!

Os burguezes banaes são gordos, chãos, contentes,
Amantes de Cupido, avaros, indolentes,
Graves nas procissões, nas festas e nos lutos,
Bastante sensuaes, bastante dissolutos;
Mas humildes crhistãos! - e, em lugubres momentos,
Tendo, ainda, crueis saudades dos conventos!

E assim ella se apraz n'um somno vegetal,
Contraria ao Pensamento e hostil ao Ideal! -
- Mas mau grado assim ser cruel, avara, dura,
Como Nero tambem dá concertos á lua,
E, em noutes de verão quando o luar consolla,
Põe ao peito a guitarra e a lyrica violla.

No entanto a sua vida é quasi intermitente,
Afunda-se na inação, feliz, gorda, contente;
Adora inda as acções dos seus navegadores
Velhos heroes do mar; detesta os pensadores;
Faz guerra a Vida, á Acção, ao Ideal - e ao cabo
É talvez a melhor amiga do Diabo!


*****

Alexandre O'Neill, (De Ombro na Ombreira):

E de Novo, Lisboa...

E de novo, Lisboa, te remancho,
numa deriva de quem tudo olha
de viés: esvaído, o boi no gancho,
ou o outro vermelho que te molha.

Sangue na serradura ou na calçada,
que mais faz se é de homem ou de boi?
O sangue é sempre uma papoila errada,
cerceado do coração que foi.

Groselha, na esplanada, bebe a velha,
e um cartaz, da parede, nos convida
a dar o sangue. Franzo a sobrancelha:
dizem que o sangue é vida; mas que vida?

Que fazemos, Lisboa, os dois, aqui,
na terra onde nasceste e eu nasci?


*****


(Amanhã, sábado, mais ...)

CLÉCIA QUEIROZ - SAMBA DO ROQUE

CLÉCIA QUEIROZ - SAMBA DO ROQUE

(Foto Mauro Ferreira)

Verdadeira baiana, Clécia Queiroz abre com graça a roda de Roque no Rio

Resenha de Show

Título: Samba de Roque
Artista: Clécia Queiroz (em foto de Mauro Ferreira)

Local: Teatro Rival (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 11 de novembro de 2010

Cotação: * * * *

Show em cartaz no Teatro Guaíra, em Curitiba (PR), em 16 de novembro de 2010
Verdadeira baiana, Clécia Queiroz mexe, remexe, dá nó nas cadeiras e revira os olhinhos - como diz o samba de Geraldo Pereira (1918 - 1955) - ao mostrar no palco o repertório de seu CD Samba de Roque (2009), dedicado ao repertório do celebrado compositor baiano Roque Ferreira. Por ser também atriz e dançarina, a cantora domina a cena com teatralidade e vivacidade, contagiando o (pequeno) público que teve o privilégio de assistir ao primeiro show de Clécia Queiroz em terras cariocas. E o fato é que, ainda parafraseando a letra do samba de Geraldo, todo mundo bateu palma e, ao fim do show, abriu literalmente a roda no meio da plateia do Teatro Rival para dançar chulas e sambas no ritmo do Recôncavo Baiano. Com sua voz suave, de leveza perceptível já no primeiro número, Lua de Beiradeiro (Roque Ferreira), Clécia foi aos poucos conquistando o público com sua vivaz presença cênica. Com a autoridade de ser também uma pesquisadora da cultura afro-baiana, com mestrado em universidade dos Estados Unidos, a cantora foi explicando ao público - ao longo do show - os significados e origens da palavra samba nos dialetos africanos. O tom didático dessas breves explanações não dilui a alegria que rege o show Samba de Roque, cujo roteiro destacou temas como Xirê(Roque Ferreira) - ambientado num leve clima de gafeira que não anulou a batida do samba-de-roda - e Licuri (Roque Ferreira). Aliás, em Licuri e em outros números da metade final do show, as dançarinas Edeise Gomes e Laís Rocha contribuem para aumentar o brilho da cena com suas coreografias afro-baianas desenvolvidas em sintonia com os passos de Clécia no palco. Elaborada, a dança traduz visualmente e ampliaa força do universo musical afro-baiano. E a artista mergulha fundo nas raízes desse universo, apresentando até um semba (ritmo africano que deu origem ao samba), Omim-ô (Roque Ferreira), número em que uma das dançarinas espalha rosas pelo palco, em belo efeito visual. Em sintonia com a celebração da cultura afro-baiana, Clécia ainda põe na roda de Roque sambas que fizeram sucesso nos anos 70 nas vozes de Alcione (Ilha de Maré, de Walmir Lima e Lupo, 1977), Clara Nunes (Conto de Areia, de Romildo e Toninho,1974) e Fafá de Belém (Filho da Bahia, de Walter Queiroz, 1975). Detalhe: em Ilha de Maré, Clécia recorre aos seus dotes de atriz e finge estar bêbada ao cantar o samba, homenageando uma habitual espectadora pinguça das apresentações que faz no Pelourinho, no Centro Histórico de Salvador (BA). Entre tais sucessos dos anos 70, a intérprete insere a chula Pimenteira (Roque Ferreira), Olori (Roque Ferreira) - tema mais romântico de tom resignado que roça o clima de um samba-choro com sonoridade que evoca os conjuntos regionais em voga na música brasileira da primeira metade do século 20 - e Samba pras Moças(Roque Ferreira e Grazielle), popularizado na voz de Zeca Pagodinho em 1995. Enfim, pela intimidade da artista com a cultura afro-baiana e pela vivacidade teatral com que a intérprete mexe e remexe em cena, dando nó nas cadeiras, o samba de Roque Ferreira se ajusta com perfeição ao canto gracioso da verdadeira baiana.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

LANC LIVRO "O Centro Histórico da Cidade do Salvador"



A UEFS Editora e a Livraria LDM convidam para o lançamento do livro:

O Centro Histórico da Cidade do Salvador. Sua integração sociourbana

de Juarez Duarte Bomfim

Sábado, 27 de novembro de 2010,

a partir das 10h, na Livraria LDM.

Rua Direita da Piedade, nº22, Piedade. Próximo à Secretaria de Segurança Pública e ao Banco do Brasil)
Salvador - Bahia - Brasil

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

A Cidade em Jorge de Lima, Adélia Prado, Mário Quintana

A Cidade em Jorge de Lima, Adélia Prado, Mário Quintana

Jorge de Lima

O Acendedor de Lampiões da Rua

Lá vem o acendedor de lampiões da rua!
Este mesmo que vem infatigavelmente,
Parodiar o sol e associar-se à lua
Quando a sombra da noite enegrece o poente!

Um, dois, três lampiões, acende e continua
Outros mais a acender imperturbavelmente,
À medida que a noite aos poucos se acentua
E a palidez da lua apenas se pressente.

Triste ironia atroz que o senso humano irrita: —
Ele que doira a noite e ilumina a cidade,
Talvez não tenha luz na choupana em que habita.

Tanta gente também nos outros insinua
Crenças, religiões, amor, felicidade,
Como este acendedor de lampiões da rua


*****

Adélia Prado



Domus

Com seus olhos estáticos na cumeeira
a casa olha o homem.
A intervalos
lhe estremecem os ouvidos,
de paredes sensíveis,
discernentes:
agora é amor,
agora é injúria,
punhos contra a parede,
pânico.
Comove Deus
a casa que o homem faz para morar,
Deus
que também tem os olhos
na cumeeira do mundo.
Pede piedade a casa por seu dono
e suas fantasias de felicidade.
Sofre a que parece impassível.
É viva a casa e fala.



Bucólica Nostálgica

Ao entardecer no mato, a casa entre
bananeiras, pés de manjericão e cravo-santo,
aparece dourada. Dentro dela, agachados,
na porta da rua, sentados no fogão, ou aí mesmo,
rápidos como se fossem ao Êxodo, comem
feijão com arroz, taioba, ora-pro-nobis,
muitas vezes abóbora.
Depois, café na canequinha e pito.
O que um homem precisa pra falar,
entre enxada e sono: Louvado seja Deus!



Poema Começado do Fim

Um corpo quer outro corpo.
Uma alma quer outra alma e seu corpo.
Este excesso de realidade me confunde.
Jonathan falando:
parece que estou num filme.
Se eu lhe dissesse você é estúpido
ele diria sou mesmo.
Se ele dissesse vamos comigo ao inferno passear
eu iria.
As casas baixas, as pessoas pobres,
e o sol da tarde,
imaginai o que era o sol da tarde
sobre a nossa fragilidade.
Vinha com Jonathan
pela rua mais torta da cidade.
O Caminho do Céu.


******


Mário Quintana


O Mapa

Olho o mapa da cidade
Como quem examinasse
A anatomia de um corpo...
(É nem que fosse o meu corpo!)
Sinto uma dor infinita
Das ruas de Porto Alegre
Onde jamais passarei...
Há tanta esquina esquisita,
Tanta nuança de paredes,
Há tanta moça bonita
Nas ruas que não andei
(E há uma rua encantada
Que nem em sonhos sonhei...)
Quando eu for, um dia desses,
Poeira ou folha levada
No vento da madrugada,
Serei um pouco do nada
Invisível, delicioso
Que faz com que o teu ar
Pareça mais um olhar,
Suave mistério amoroso,
Cidade de meu andar
(Deste já tão longo andar!)
E talvez de meu repouso...



Sesta Antiga

A ruazinha lagarteando ao sol,
O coreto de música deserto
Aumenta ainda mais o silêncio.
Nem um cachorro.
Este poeminha
É só o que acontece no mundo...

"ARQUITETO CONDENA ÁREA DE LAZER ENTRE VIAS DE FLUXO"

"ARQUITETO CONDENA ÁREA DE LAZER ENTRE VIAS DE FLUXO"

[Publ. no jornal "A Tarde", Salvador, Bahia, Brasil, 16 de novembro de 2010, p. A9)


Nota do Blog

Desde que o atual prefeito de Salvador (Bahia-Brasil) aprovou a construção de áreas e praças de lazer sobre lajotas que passaram a cobrir rios e riachos urbanos (na Avenida Centenário, no bairro do Imbuí), arquitetos, urbanistas, engenheiros, técnicos e militantes ambientais e moradores e visitantes puseram-se a discutir e debater a viabilidade e as consequências dessas práticas.

Mais recentemente, a Prefeitura vem construindo as referidas praças e áreas, no vão, no espaço vazio, do canteiro central da Avenida Bonocô, que faz ligação entre a região central e a área de influência do Shopping Iguatemi e do futuro Shopping Bela Vista. Sobre esse canteiro central corre a estrutura por sobre a qual passarão as composições do Metrô que circularão na área a ceu aberto.









O jornal "A Tarde" publicou em sua edição de ontem, 16 de novembro, entrevista com o Arquiteto e Urbanista Heliodório Sampaio, professor da Universidade Federal da Bahia (UFBa). A entrevista critica a intervenção no canteiro central da Avenida Bonocô e dá informações importantes a quem se preocupa com o uso do espaço urbano para o lazer coletivo.

Vicente



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"O arquiteto e professor titular da Faculdade de Arquitetura da UFBa., Heliodório Sampaio, afirma que em todo o mundo o canteiro central é usado como área de segurança para o tráfego de veículos e que a existência de uma única passarela seria um "convite à transgressão". Confira a entrevista.

Qual a opinião do senhor sobre a praça do Bonocô?

Mais um equívoco da prefeitura. Primeiro: um canteiro central de uma via arterial não é local adequado para usos de recreação e lazer, sobretudo pelas questões de segurança (tráfego intenso) e de poluição do ar (respirado). Segundo: contraria o PDDU [Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano] e as regras de uso e ocupação do solo, vigentes. Terceiro: gasta mal os parcos recursos públicos em projetos mal elaborados.

O fato da cidade ter poucas áreas de lazer justificaria o uso do espaço?

Claro que não justifica nada. Uma coisa é ausência de área de lazer, outra é, em nome da falta de áreas equipadas se ocupar de forma intensiva os canteiros centrais das avenidas arteriais. A demanda é real, mas a solução é mais um desastre urbanístico.

Há alguma norma a ser seguida para escolha de áreas de lazer nas cidades?

Sim, há regras para a distribuição e localização de tais espaços. Os manuais de urbanismo definem o que é um parque de bairro, de uma zona da cidade, ou da cidade como um todo, ou até de uma região (por exemplo: os parques metropolitanos são equipamentos regionais e não só da cidade). O raio de atendimento pode ir de uma escala a pé, numa caminhada, até o uso do transporte coletivo ou individual, depende da natureza do parque. Mas os neourbanistas e os atuais gestores são autistas, e/ou analfabetos. Não escutam nem estudam nada.

Qual deve ser a distância do ponto de travessia até a passarela para inibir o pedestre de atravessar pela avenida?

São 2 km de extensão. É um tipo de "parque linear" num vale, com apenas uma passarela de acesso aos bairros nas encostas: é um convite à transgressão. O pedestre vai fatalmente tentar encurtar distâncias, como acontece na BR-324. Então, no mínimo, é um projeto absurdo em termos de acessibilidade, e bizonho em termos de atividades alí postas. Imagine uma criança, um idoso ou um cadeirante que queira acessar o espaço? nada da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) parece estar contemplado. Aliás, a burla às normas é a regra e não uma excessão em Salvador".

CEAO - MÊS DA CONSCIÊNCIA NEGRA

CEAO - MÊS DA CONSCIÊNCIA NEGRA

CEAO - Centro de Estudos Afro-Orientais


Palestra, debate, conferência e exibição de documentário são alguns do eventos do Mês da Consciência Negra, nesta semana, no CEAO. Participe! Eventos da semana:

Estudos Africanos na Jamaica e Panafricanismo e Empoderamento Sócioerótico de Mulheres Afrodescendentes. A palestra será ministrada pela

Profa.
Annecka Marshal, PhD.

Auditório Milton Santos (3283-5502).
Dia 17 de novembro. Quarta-feira, às 19h.


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Corpo-Imagem dos Terreiros: Experiência Ritual e Produção de Presença –

O debate faz parte do projeto contemplado pelo Programa Pensamento e Cultura com participação de Marco Aurélio Luz, Ilê Asipá e professor da UFBA; dos fotógrafos Adenor Gondim, Aristides Alves, Bauer Sá; Marcelo Bernardo da Cunha, coordenador do Museu Afro, professor do CEAO/UFBA.

Auditório Milton Santos (3283-5502).
Dia 18 de novembro. - Quinta-feira, às 18h30.


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"Identidades Nacionales y Transnacionales. Acción y Negociación por el Reconocimiento en los Garifuna” e "Los hijos del destierro - Memorias del pueblo Garifuna de Am&e acute;rica Central” –

Tema da conferência do Prof. Carlos Agudelo do Centro de Estudos Mexicanos e Centroamericanos (CEMCA) e investigador AFRODESC-EURESCL e título do documentário do Melesio Portilla Viveros.

Auditório Milton Santos (3283-5509).
Dia 19 de novembro.
Sexta-feira, às 17h30.


CEAO - Centro de Estudos Afro-Orientais

Pç. Inocêncio Galvão, 42, Largo Dois de Julho - CEP 40025-010. Salvador - Bahia - Brasil
Tel (0xx71) 3322-6742 / Fax (0xx71) 3322-8070 - E-mail: ceao@ufba.br - Site: www.ceao.ufba.br

CEAO HOJE 19h - Empoderamento sócioerótico de mulheres afrodescendentes

CEAO - Centro de Estudos Afro-Orientais

Palestra: Estudos Africanos na Jamaica & Panafricanismo e empoderamen to sócioerótico de mulheres afrodescendentes


No âmbido do programa Sephis - Lecture Tour, a professora jamaicana Annecka Marshal dará uma palestra sobre emporderamento de mulheres negras no Caribe, Jamaica em especial. Annecka teve seu doutoramente na universidade de Warwick no Reino Unido, com pesquisa sobre sexualidade e mulher negra, além disso, ela tem grande participação em programas de Rádio na Jamaica e integra diferentes associações internacionais de mulheres negras.

Haverá tradução feita por Raquel de Souza para a palestra e conversas com a professora Annecka.


Annecka Marshal, Ph.D
Local: Ceao, Largo dois de Julho

Dia: 17 de novembro, quarta-feira
Horário: 19 horas

CEAO - Centro de Estudos Afro-Orientais

Pç. Inocêncio Galvão, 42, Largo Dois de Julho - CEP 40025-010. Salvador - Bahia - Brasil
Tel (0xx71) 3322-6742 / Fax (0xx71) 3322-8070 - E-mail: ceao@ufba.br - Site: www.ceao.ufba.br