DOMINGOS DOMÉSTICOS
[CRÔNICA DOMINICAL DE 21 DE NOVEMBRO DE 2010]
Vicente Deocleciano Moreira
Domingo pode ser uma boa opção - ou uma boa desculpa! - para ficar em casa. Fora de casa, trânsito mais livre e ruas mais vazias ... mas restaurantes, clubes e parques mais cheios, barulhentos, senhas, filas e esperas de tirar o fôlego - quero dizer - o apetite. O fato é que, por força do trabalho que ocupa os chamados "dias úteis", ou sob o imperativo da mão de ferro do hábito, tod@s e todas as famílias com suas famigeradas alegrias vão aos mesmos lugares, no mesmo dia e à mesma hora. E o ar condicionado menos frio por causa do calorento calor humano.
Se o domingo a gente inventa ele pode acontecer qualquer dia "útil" da semana sem restaurantes, clubes e parques cheios, barulhentos, senhas, filas e sem esperas de tirar o fôlego - quero dizer - o apetite. E o ar condicionado bem mais frio. Tudo bem: quem pode pode inventar o domingo fora do domingo, num dia "útil" por exemplo; quem pode pode, quem não pode se sacode e do bolso caem moedas de cinco centavos de real.
Ficar em casa, esta é a opção menos estressante e aborrecida. Vamos pensar, para nosso consolo ou para nosso comodismo e sabedoria, que o domingo pode ser preenchido com um mergulho no falso vazio do noso mundo interior. Não; sem autoavaliações de como fomos na semana e a tolice do esforço de como podemos fazer para melhorar.
Se não for possível fugir a essa tolice, sentar sob a árvore de um bosque não nos afugenta da nossa casa, pois estamos no nosso OIKOS, estando sentados ou deitados sob a árvore de um bosque.
Piqueniques sairam de moda, no Brasil?
domingo, 21 de novembro de 2010
MUNDO ... EM PRAGA, FAXINEIRAS DE LINGERIE
MUNDO VASTO MUNDO DE 21 DE NOVEMBRO DE 2010
FAXINEIRAS TCHECAS LIMPAM CASAS VESTINDO APENAS LINGERIE
Estudante de 21 anos criou serviço onde o cliente paga para ver tudo limpo e um pouco mais.
Você gosta que a sua casa esteja limpa, mas não tem paciência para os serviços domésticos, e de quebra aprecia ver mulheres seminuas? Que tal juntar tudo em um serviço exclusivo? Foi o pensou a estudante de Economia em Praga, Katka Kopecka, de 21 anos.
Ela criou na República Tcheca a Crazy Cleaners (ou faxineiras malucas, em tradução livre), um negócio que oferece serviços de faxineiras que trabalham de lingerie, topless e até nu frontal.
Mas não pense que só as moças dão duro. A agência dispõe de 15 estudantes do sexo masculino e feminino em sua equipe.
Se a limpeza agrada aos olhos, dói no bolso. O preço por hora custa 150 libras, cerca de R$ 410. Para Kopecka, tudo são negócios:
— Nós precisávamos arrumar um emprego e não conseguimos, então pensamos nisso — resume ao jornal Metro — Não é prostituição, é um serviço de limpeza.
***
(Fonte : DIÁRIO CATARINENSE, Florianópolis (Santa Catarina- Brasil), Domingo , 21 de novembro de 2010)
FAXINEIRAS TCHECAS LIMPAM CASAS VESTINDO APENAS LINGERIE
Estudante de 21 anos criou serviço onde o cliente paga para ver tudo limpo e um pouco mais.
Você gosta que a sua casa esteja limpa, mas não tem paciência para os serviços domésticos, e de quebra aprecia ver mulheres seminuas? Que tal juntar tudo em um serviço exclusivo? Foi o pensou a estudante de Economia em Praga, Katka Kopecka, de 21 anos.
Ela criou na República Tcheca a Crazy Cleaners (ou faxineiras malucas, em tradução livre), um negócio que oferece serviços de faxineiras que trabalham de lingerie, topless e até nu frontal.
Mas não pense que só as moças dão duro. A agência dispõe de 15 estudantes do sexo masculino e feminino em sua equipe.
Se a limpeza agrada aos olhos, dói no bolso. O preço por hora custa 150 libras, cerca de R$ 410. Para Kopecka, tudo são negócios:
— Nós precisávamos arrumar um emprego e não conseguimos, então pensamos nisso — resume ao jornal Metro — Não é prostituição, é um serviço de limpeza.
***
(Fonte : DIÁRIO CATARINENSE, Florianópolis (Santa Catarina- Brasil), Domingo , 21 de novembro de 2010)
A CIDADE NA POESIA PORTUGUESA (3 - FINAL)
A CIDADE NA POESIA PORTUGUESA (3 - FINAL)
Albano Martins ( "Castália e Outros Poemas"):
Uma Cidade
Uma cidade pode ser
apenas um rio, uma torre, uma rua
com varandas de sal e gerânios
de espuma. Pode
ser um cacho
de uvas numa garrafa, uma bandeira
azul e branca, um cavalo
de crinas de algodão, esporas
de água e flancos
de granito.
Uma cidade
pode ser o nome
dum país, dum cais, um porto, um barco
de andorinhas e gaivotas
ancoradas
na areia. E pode
ser
um arco-íris à janela, um manjerico
de sol, um beijo
de magnólias
ao crepúsculo, um balão
aceso
numa noite
de junho.
Uma cidade pode ser
um coração,
um punho.
*****
Natália Correia ("O Vinho e a Lira"):
Cidadania
Buquê de ruídos úteis
o dia. O tom mais púrpura
do avião sobressai
locomovida rosa pública.
Entre os edifícios a acácia
de antigamente ainda ousa
trazer ao cimo a folhagem
sua dor de apertada coisa.
Um solo de saxofone excresce
mensagem que a morte adia
aflito pássaro que enrouquece
a garganta da telefonia.
Em cada bolso do cimento
uma lenta aranha de gás
manipula o dividendo
de um suicídio lilás.
*****
Rio Tejo - Portugal(images.aeiou.pt)
Manuel Alegre ("Babilónia"):
Balada de Lisboa
Em cada esquina te vais
Em cada esquina te vejo
Esta é a cidade que tem
Teu nome escrito no cais
A cidade onde desenho
Teu rosto com sol e Tejo
Caravelas te levaram
Caravelas te perderam
Esta é a cidade onde chegas
Nas manhãs de tua ausência
Tão perto de mim tão longe
Tão fora de seres presente
Esta e a cidade onde estás
Como quem não volta mais
Tão dentro de mim tão que
Nunca ninguém por ninguém
Em cada dia regressas
Em cada dia te vais
Em cada rua me foges
Em cada rua te vejo
Tão doente da viagem
Teu rosto de sol e Tejo
Esta é a cidade onde moras
Como quem está de passagem
Às vezes pergunto se
Às vezes pergunto quem
Esta é a cidade onde estás
Com quem nunca mais vem
Tão longe de mim tão perto
Ninguém assim por ninguém
*****
Mário Cesariny ( "Poemas de Londres")
Os Pássaros de Londres
Os pássaros de Londres
cantam todo o inverno
como se o frio fosse
o maior aconchego
nos parques arrancados
ao trânsito automóvel
nas ruas da neve negra
sob um céu sempre duro
os pássaros de Londres
falam de esplendor
com que se ergue o estio
e a lua se derrama
por praças tão sem cor
que parecem de pano
em jardins germinando
sob mantos de gelo
como se gelo fora
o linho mais bordado
ou em casas como aquela
onde Rimbaud comeu
e dormiu e estendeu
a vida desesperada
estreita faixa amarela
espécie de paralela
entre o tudo e o nada
os pássaros de Londres
quando termina o dia
e o sol consegue um pouco
abraçar a cidade
à luz razante e forte
que dura dois minutos
nas árvores que surgem
subitamente imensas
no ouro verde e negro
que é sua densidade
ou nos muros sem fim
dos bairros deserdados
onde não sabes não
se vida rogo amor
algum dia erguerão
do pavimento cínzeo
algum claro limite
os pássaros de Londres
cumprem o seu dever
de cidadãos britânicos
que nunca nunca viram
os céus mediterrânicos
Albano Martins ( "Castália e Outros Poemas"):
Uma Cidade
Uma cidade pode ser
apenas um rio, uma torre, uma rua
com varandas de sal e gerânios
de espuma. Pode
ser um cacho
de uvas numa garrafa, uma bandeira
azul e branca, um cavalo
de crinas de algodão, esporas
de água e flancos
de granito.
Uma cidade
pode ser o nome
dum país, dum cais, um porto, um barco
de andorinhas e gaivotas
ancoradas
na areia. E pode
ser
um arco-íris à janela, um manjerico
de sol, um beijo
de magnólias
ao crepúsculo, um balão
aceso
numa noite
de junho.
Uma cidade pode ser
um coração,
um punho.
*****
Natália Correia ("O Vinho e a Lira"):
Cidadania
Buquê de ruídos úteis
o dia. O tom mais púrpura
do avião sobressai
locomovida rosa pública.
Entre os edifícios a acácia
de antigamente ainda ousa
trazer ao cimo a folhagem
sua dor de apertada coisa.
Um solo de saxofone excresce
mensagem que a morte adia
aflito pássaro que enrouquece
a garganta da telefonia.
Em cada bolso do cimento
uma lenta aranha de gás
manipula o dividendo
de um suicídio lilás.
*****
Rio Tejo - Portugal(images.aeiou.pt)Manuel Alegre ("Babilónia"):
Balada de Lisboa
Em cada esquina te vais
Em cada esquina te vejo
Esta é a cidade que tem
Teu nome escrito no cais
A cidade onde desenho
Teu rosto com sol e Tejo
Caravelas te levaram
Caravelas te perderam
Esta é a cidade onde chegas
Nas manhãs de tua ausência
Tão perto de mim tão longe
Tão fora de seres presente
Esta e a cidade onde estás
Como quem não volta mais
Tão dentro de mim tão que
Nunca ninguém por ninguém
Em cada dia regressas
Em cada dia te vais
Em cada rua me foges
Em cada rua te vejo
Tão doente da viagem
Teu rosto de sol e Tejo
Esta é a cidade onde moras
Como quem está de passagem
Às vezes pergunto se
Às vezes pergunto quem
Esta é a cidade onde estás
Com quem nunca mais vem
Tão longe de mim tão perto
Ninguém assim por ninguém
*****
Mário Cesariny ( "Poemas de Londres")
Os Pássaros de Londres
Os pássaros de Londres
cantam todo o inverno
como se o frio fosse
o maior aconchego
nos parques arrancados
ao trânsito automóvel
nas ruas da neve negra
sob um céu sempre duro
os pássaros de Londres
falam de esplendor
com que se ergue o estio
e a lua se derrama
por praças tão sem cor
que parecem de pano
em jardins germinando
sob mantos de gelo
como se gelo fora
o linho mais bordado
ou em casas como aquela
onde Rimbaud comeu
e dormiu e estendeu
a vida desesperada
estreita faixa amarela
espécie de paralela
entre o tudo e o nada
os pássaros de Londres
quando termina o dia
e o sol consegue um pouco
abraçar a cidade
à luz razante e forte
que dura dois minutos
nas árvores que surgem
subitamente imensas
no ouro verde e negro
que é sua densidade
ou nos muros sem fim
dos bairros deserdados
onde não sabes não
se vida rogo amor
algum dia erguerão
do pavimento cínzeo
algum claro limite
os pássaros de Londres
cumprem o seu dever
de cidadãos britânicos
que nunca nunca viram
os céus mediterrânicos
sábado, 20 de novembro de 2010
ADENILSE ROMANA chega num sábado feliz
ADENILSE ROMANA chega num sábado feliz
Adenilse, com sua arte, artes - digo - nos chega e a todos os salões com sua luz.
Seja bemvinda a este Blog.
Recebemos você,
Vicente
Adenilse, com sua arte, artes - digo - nos chega e a todos os salões com sua luz.
Seja bemvinda a este Blog.
Recebemos você,
Vicente
A CIDADE NA POESIA PORTUGUESA (2)
A CIDADE NA POESIA PORTUGUESA (2)
Praça da Figueira - Lisboa - Portugal
(commons.wikimedia.org)
Álvaro de Campos - Heterônimo de Fernando Pessoa - ("Poemas"):
A Praça
A praça da Figueira de manhã,
Quando o dia é de sol (como acontece
Sempre em Lisboa), nunca em mim esquece,
Embora seja uma memória vã.
Há tanta coisa mais interessante
Que aquele lugar lógico e plebeu,
Mas amo aquilo, mesmo aqui ... Sei eu
Por que o amo? Não importa. Adiante ...
Isto de sensações só vale a pena
Se a gente se não põe a olhar para elas.
Nenhuma delas em mim serena...
De resto, nada em mim é certo e está
De acordo comigo próprio. As horas belas
São as dos outros ou as que não há.
*****
Pedro Homem de Mello ("Grande, Grande Era a Cidade...":
Divórcio
Cidade muda, rente a meu lado,
Como um fantasma sob a neblina...
Há cem mil rostos. Tanto soldado
E tanto abraço desesperado
Nesta cidade tão masculina!
Cidade muda como um soldado.
Cidade cega. Todos os dias,
A nossa vida fica mais breve,
As nossas mãos ficam mais frias...
Todos os dias, todos os dias,
A morte paga, paga a quem deve.
Cidade cega todos os dias.
Cidade oblíqua. Sexo pesado.
Rio de cinza, lúgubre e lento...
Bandeira negra, barco parado,
Nunca o teu nome foi baptizado
Nem o teu beijo foi casamento!
Cidade minha, do meu pecado...
Cidade estranha, sabes que existo?
Os homens passam... Para onde vão?
Só tem amores quem não for visto.
Por isso canto, só porque insisto
Em dar combates à tentação.
Oh! a volúpia de não ser visto!
*****
Gastão Cruz ("O Pianista"):
O Teatro das Cidades
Qualquer tempo é um tempo duvidoso
assim o meu cercado de cidades
plataformas instáveis
praticáveis cobertos de infinita gente náufraga
que se inclina nas águas como um palco
Paro na convergência dos estrados
chove já sobre a raça ameaçada
Incertas multidões em volta passam
contemporâneas falam interpretam
a duvidosa língua das imagens
Assim no teatro abstracto das cidades
morrem palavras sobre um palco náufrago
O tempo cobre o céu que se enche de água
*****
Amanhã, domingo, terceira e última postagem)
Praça da Figueira - Lisboa - Portugal (commons.wikimedia.org)
Álvaro de Campos - Heterônimo de Fernando Pessoa - ("Poemas"):
A Praça
A praça da Figueira de manhã,
Quando o dia é de sol (como acontece
Sempre em Lisboa), nunca em mim esquece,
Embora seja uma memória vã.
Há tanta coisa mais interessante
Que aquele lugar lógico e plebeu,
Mas amo aquilo, mesmo aqui ... Sei eu
Por que o amo? Não importa. Adiante ...
Isto de sensações só vale a pena
Se a gente se não põe a olhar para elas.
Nenhuma delas em mim serena...
De resto, nada em mim é certo e está
De acordo comigo próprio. As horas belas
São as dos outros ou as que não há.
*****
Pedro Homem de Mello ("Grande, Grande Era a Cidade...":
Divórcio
Cidade muda, rente a meu lado,
Como um fantasma sob a neblina...
Há cem mil rostos. Tanto soldado
E tanto abraço desesperado
Nesta cidade tão masculina!
Cidade muda como um soldado.
Cidade cega. Todos os dias,
A nossa vida fica mais breve,
As nossas mãos ficam mais frias...
Todos os dias, todos os dias,
A morte paga, paga a quem deve.
Cidade cega todos os dias.
Cidade oblíqua. Sexo pesado.
Rio de cinza, lúgubre e lento...
Bandeira negra, barco parado,
Nunca o teu nome foi baptizado
Nem o teu beijo foi casamento!
Cidade minha, do meu pecado...
Cidade estranha, sabes que existo?
Os homens passam... Para onde vão?
Só tem amores quem não for visto.
Por isso canto, só porque insisto
Em dar combates à tentação.
Oh! a volúpia de não ser visto!
*****
Gastão Cruz ("O Pianista"):
O Teatro das Cidades
Qualquer tempo é um tempo duvidoso
assim o meu cercado de cidades
plataformas instáveis
praticáveis cobertos de infinita gente náufraga
que se inclina nas águas como um palco
Paro na convergência dos estrados
chove já sobre a raça ameaçada
Incertas multidões em volta passam
contemporâneas falam interpretam
a duvidosa língua das imagens
Assim no teatro abstracto das cidades
morrem palavras sobre um palco náufrago
O tempo cobre o céu que se enche de água
*****
Amanhã, domingo, terceira e última postagem)
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
CEAO HOJE SEXTA 19/NOV - 17:30H
CEAO - Centro de Estudos Afro-Orientais
CEAO sedia conferência com Carlos Agudelo, professor do Centro de Estudos Mexicanos e Centroamericanos (CEMCA) e investigador AFRODESC-EURESCL, e exibe documentário "Los hijos del destierro: Memórias del pueblo Garifuna de América Latina”.
|Serviço|
Quando: Hoje (19/11), às 17h30.
Onde: CEAO, Pç. Inocêncio Galvão, 42, Largo Dois de Julho
Quanto: Entrada gratuita.
Mais Informações: (71) 3283-5509 / www.fabricadeideias.ufba.br
|Documentário|
Título: Los hijos del destierro – Memorias del pueblo Garifuna de América Central.
Género: Film documental Soporte: video digital Dvcam, DVD.
Fecha de realización: 2009 -2010
Duración: 54 minutos
Producción: proyectos AFRODESC (Francia) e EURESCL (Europa)
Realización: Melesio Portilla Viveros, realizador independiente
Asesor científico: Carlos Agudelo, CEMCA – Centro de Estudios Mexicanos y Centroamericanos, investigador AFRODESC-EURESCL
Lenguas: garífunas, inglés, francés y español
Versión origina en español
Sinopsis
Mediados del siglo XVII. Grupos de africanos prófugos del esclavismo se refugian en las Antillas menores, territoriod e indios Caribes. De este encuentro nace un grupo étnico particular, los Garinagu conocidos al principio como Caribes negros.
En la confrontación entrel os poderíos coloniales por el control de la región, los Caribes negros, a pesar de su tenaz resistencia, son vencidos y desterrados hacia América Central en 1797. Allí, en medio de las guerras de Independencia y la continuidad del racismo heredado Nicaragua y Belice. En este peregrinar por la región este pueblo preserva elementos centrales de su cultura, en especial su lengua, su culto a los ancestros y los lazos familiares que trascendieron las fronteras nacionales. Han construido así una fuerte identidad como grupo que no ha sido rota ni por la fuerte migración garifuna hacia los Estados Unidos iniciada a mediados del siglo XX.
Los Garinagu han desarrollado un proceso de valorización política de su identidad y de su historia como recursos de lucha por el reconocimiento y la inclusión social que se prolonga hasta el presente. Su cultura es reconocida como patrimonio intangible de la humanidad por parte de la UNESCO y han logrado diferentes niveles visibilizacion y de representación en sus respectivos países. Pero a pesar de estos significativos logros, el camino hacia la obtención de sus reinvindicaciones de inclusión ciudadana con justicia social, respeito a sus derechos y superación de la discriminación racial y la exclusión tiene aun mucho trecho por recorrer.
CEAO - Centro de Estudos Afro-Orientais
Pç. Inocêncio Galvão, 42, Largo Dois de Julho - CEP 40025-010. Salvador - Bahia - Brasil
Tel (0xx71) 3322-6742 / Fax (0xx71) 3322-8070 - E-mail: ceao@ufba.br - Site: www.ceao.ufba.br
CEAO sedia conferência com Carlos Agudelo, professor do Centro de Estudos Mexicanos e Centroamericanos (CEMCA) e investigador AFRODESC-EURESCL, e exibe documentário "Los hijos del destierro: Memórias del pueblo Garifuna de América Latina”.
|Serviço|
Quando: Hoje (19/11), às 17h30.
Onde: CEAO, Pç. Inocêncio Galvão, 42, Largo Dois de Julho
Quanto: Entrada gratuita.
Mais Informações: (71) 3283-5509 / www.fabricadeideias.ufba.br
|Documentário|
Título: Los hijos del destierro – Memorias del pueblo Garifuna de América Central.
Género: Film documental Soporte: video digital Dvcam, DVD.
Fecha de realización: 2009 -2010
Duración: 54 minutos
Producción: proyectos AFRODESC (Francia) e EURESCL (Europa)
Realización: Melesio Portilla Viveros, realizador independiente
Asesor científico: Carlos Agudelo, CEMCA – Centro de Estudios Mexicanos y Centroamericanos, investigador AFRODESC-EURESCL
Lenguas: garífunas, inglés, francés y español
Versión origina en español
Sinopsis
Mediados del siglo XVII. Grupos de africanos prófugos del esclavismo se refugian en las Antillas menores, territoriod e indios Caribes. De este encuentro nace un grupo étnico particular, los Garinagu conocidos al principio como Caribes negros.
En la confrontación entrel os poderíos coloniales por el control de la región, los Caribes negros, a pesar de su tenaz resistencia, son vencidos y desterrados hacia América Central en 1797. Allí, en medio de las guerras de Independencia y la continuidad del racismo heredado Nicaragua y Belice. En este peregrinar por la región este pueblo preserva elementos centrales de su cultura, en especial su lengua, su culto a los ancestros y los lazos familiares que trascendieron las fronteras nacionales. Han construido así una fuerte identidad como grupo que no ha sido rota ni por la fuerte migración garifuna hacia los Estados Unidos iniciada a mediados del siglo XX.
Los Garinagu han desarrollado un proceso de valorización política de su identidad y de su historia como recursos de lucha por el reconocimiento y la inclusión social que se prolonga hasta el presente. Su cultura es reconocida como patrimonio intangible de la humanidad por parte de la UNESCO y han logrado diferentes niveles visibilizacion y de representación en sus respectivos países. Pero a pesar de estos significativos logros, el camino hacia la obtención de sus reinvindicaciones de inclusión ciudadana con justicia social, respeito a sus derechos y superación de la discriminación racial y la exclusión tiene aun mucho trecho por recorrer.
CEAO - Centro de Estudos Afro-Orientais
Pç. Inocêncio Galvão, 42, Largo Dois de Julho - CEP 40025-010. Salvador - Bahia - Brasil
Tel (0xx71) 3322-6742 / Fax (0xx71) 3322-8070 - E-mail: ceao@ufba.br - Site: www.ceao.ufba.br
A CIDADE NA POESIA PORTUGUESA (2)
A CIDADE NA POESIA PORTUGUESA (2)
Álvaro de Campos - Heterônimo de Fernando Pessoa - ("Poemas"):
A Praça
A praça da Figueira de manhã,
Quando o dia é de sol (como acontece
Sempre em Lisboa), nunca em mim esquece,
Embora seja uma memória vã.
Praça da Figueira - Lisboa - Portugal
Há tanta coisa mais interessante
Que aquele lugar lógico e plebeu,
Mas amo aquilo, mesmo aqui ... Sei eu
Por que o amo? Não importa. Adiante ...
Isto de sensações só vale a pena
Se a gente se não põe a olhar para elas.
Nenhuma delas em mim serena...
De resto, nada em mim é certo e está
De acordo comigo próprio. As horas belas
São as dos outros ou as que não há.
*****
Pedro Homem de Mello ("Grande, Grande Era a Cidade...":
Divórcio
Cidade muda, rente a meu lado,
Como um fantasma sob a neblina...
Há cem mil rostos. Tanto soldado
E tanto abraço desesperado
Nesta cidade tão masculina!
Cidade muda como um soldado.
Cidade cega. Todos os dias,
A nossa vida fica mais breve,
As nossas mãos ficam mais frias...
Todos os dias, todos os dias,
A morte paga, paga a quem deve.
Cidade cega todos os dias.
Cidade oblíqua. Sexo pesado.
Rio de cinza, lúgubre e lento...
Bandeira negra, barco parado,
Nunca o teu nome foi baptizado
Nem o teu beijo foi casamento!
Cidade minha, do meu pecado...
Cidade estranha, sabes que existo?
Os homens passam... Para onde vão?
Só tem amores quem não for visto.
Por isso canto, só porque insisto
Em dar combates à tentação.
Oh! a volúpia de não ser visto!
*****
Gastão Cruz ("O Pianista"):
O Teatro das Cidades
Qualquer tempo é um tempo duvidoso
assim o meu cercado de cidades
plataformas instáveis
praticáveis cobertos de infinita gente náufraga
que se inclina nas águas como um palco
Paro na convergência dos estrados
chove já sobre a raça ameaçada
Incertas multidões em volta passam
contemporâneas falam interpretam
a duvidosa língua das imagens
Assim no teatro abstracto das cidades
morrem palavras sobre um palco náufrago
O tempo cobre o céu que se enche de água
*****
Amanhã, domingo, terceira e última postagem)
Álvaro de Campos - Heterônimo de Fernando Pessoa - ("Poemas"):
A Praça
A praça da Figueira de manhã,
Quando o dia é de sol (como acontece
Sempre em Lisboa), nunca em mim esquece,
Embora seja uma memória vã.
Praça da Figueira - Lisboa - PortugalHá tanta coisa mais interessante
Que aquele lugar lógico e plebeu,
Mas amo aquilo, mesmo aqui ... Sei eu
Por que o amo? Não importa. Adiante ...
Isto de sensações só vale a pena
Se a gente se não põe a olhar para elas.
Nenhuma delas em mim serena...
De resto, nada em mim é certo e está
De acordo comigo próprio. As horas belas
São as dos outros ou as que não há.
*****
Pedro Homem de Mello ("Grande, Grande Era a Cidade...":
Divórcio
Cidade muda, rente a meu lado,
Como um fantasma sob a neblina...
Há cem mil rostos. Tanto soldado
E tanto abraço desesperado
Nesta cidade tão masculina!
Cidade muda como um soldado.
Cidade cega. Todos os dias,
A nossa vida fica mais breve,
As nossas mãos ficam mais frias...
Todos os dias, todos os dias,
A morte paga, paga a quem deve.
Cidade cega todos os dias.
Cidade oblíqua. Sexo pesado.
Rio de cinza, lúgubre e lento...
Bandeira negra, barco parado,
Nunca o teu nome foi baptizado
Nem o teu beijo foi casamento!
Cidade minha, do meu pecado...
Cidade estranha, sabes que existo?
Os homens passam... Para onde vão?
Só tem amores quem não for visto.
Por isso canto, só porque insisto
Em dar combates à tentação.
Oh! a volúpia de não ser visto!
*****
Gastão Cruz ("O Pianista"):
O Teatro das Cidades
Qualquer tempo é um tempo duvidoso
assim o meu cercado de cidades
plataformas instáveis
praticáveis cobertos de infinita gente náufraga
que se inclina nas águas como um palco
Paro na convergência dos estrados
chove já sobre a raça ameaçada
Incertas multidões em volta passam
contemporâneas falam interpretam
a duvidosa língua das imagens
Assim no teatro abstracto das cidades
morrem palavras sobre um palco náufrago
O tempo cobre o céu que se enche de água
*****
Amanhã, domingo, terceira e última postagem)
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