segunda-feira, 6 de setembro de 2010

AQUÍFEROS URBANOS - FONTANA DI TREVI - ROMA

AQUÍFEROS URBANOS - FONTANA DI TREVI - ROMA

Fontana di Trevi



Piazza di Trevi, 90

Roma

A Fontana di Trevi é a maior fonte barroca de Roma e, provavelmente, a mais famosa do mundo. Projetada por Nicole Salvi e construída em 1735, essa fonte está situada no cruzamento de três ruas e faz parte da história da cidade. Antigamente, era habitual construir uma fonte onde os aquedutos terminavam, como é o caso da Fontana di Trevi, que marca o final do Aqua Virgo, um aqueduto de grande valor simbólico.

Na Fontana di Trevi você também poderá ver a magnífica estátua do deus Netuno, representado sobre um carro em forma de concha puxado por dois cavalos-marinhos, que foi protagonista de várias cenas da história do cinema. Entre essas cenas, a mais famosa é, indubitavelmente, a do filme La Dolce Vita, dirigida pelo cineasta italiano Federico Fellini.

Além disso, desde a rodagem do filme "Three Coins in the Fountain", que em português recebeu o título de "A Fonte dos Desejos", a tradição diz que, se você jogar uma moeda na fonte, voltará a visitar a cidade. Porém, se você for solteiro(a), aqui vai outra dica: a tradição também diz que, se você jogar duas moedas, vai encontrar a sua outra metade da laranja em Roma!

(Fonte: Guia de Roma | Monumentos em Roma)

BARRACAS DE PRAIA ... AINDA

BARRACAS DE PRAIA (SALVADOR - BA) ... AINDA.



(Foto antiga: praia de Salvador AINDA com barracas. Espaço público privatizado)


No que diz respeito às recentes demolições nem tudo é luto ou trabalho de luto. Uma expressiva parcela da população da capital baiana aprovou e se alegrou com essas demolições. E não deixou de ir à praia. Para desfazer qualquer sensação de parcialidade, deste Blog (ter falado apenas de luto), vou postar hoje reportagem publicada pelo jornal Correio da Bahia com a manchete "Praias lotam mesmo sem barracas" (Salvador, 6 de setembro de 2010,p4):

"Enganaram-se os pessimistas que achavam que a falta de barracas ou mesmo o feriado de 7 de setembro fariam cair o movimento nas praias de Salvador. Ontem, no domingo de sol com temperatura máxcima perto dos 30°C, a orla ficou lotada. Na areia, os soteropolitanos aproveitavam o calor usando kits de praia trazidos de casa, mas também oferecidos por alguns ambulantes, apesar disso contrariar as novas determinações da prefeitura".


***

Estou postando, também, um artigo do escritor Antonio Risério, "Viva a praia livre", publicado no jornal A Tarde, (Salvador, 4 de setembro de 2010, p. A2) que expressa a opinião (favorável às demolições)de muitos baianos.


Viva a praia livre


Antonio Risério
Escritor.

Aquelas construções, para fazer jus ao papelão que desempenhavam na orla marítima da cidade, deveriam ser chamadas , mais propriamente, de barracas antipraia


Soube, aqui em Brasília, que finalmente cumpriram a determinação judicial para demolir as chamadas "barracas de praia". Parebéns. Baianos civilizados agradecem. Aquelas construções, para fazer jus ao papelão que desempenhavam na orla marítima da cidade, deveriam ser chamadas mais propriamente de barracas antipraia. Porque interpondo-se entre o observador e as ondas, bloqueavam a visão do mar. Com sua profusão pavorosa de mesas e cadeiras, nos impediam de andar livremente pela praia. Com seu cacofonismo pseudomusical, perturbavam o ambiente e não deixavam a gente ouvir o som do mar. E porque caprichavam na poluição visual - sujando a visibilidade marinha, que se ofertava em tons de verde e azul, entre espumas brancas.

Quando eu era criança, morando na então tranquila rua Visconde de Itaboraí, no bairro de Amaralina, inexistiam barracas de praia. Elas começaram, a aparecer quando eu já entrava na adolescência, me mudando de um prédio ali pelo Jardim de Nazaré para a então também tranquila Airosa Galvão, vizinhança do Morro do Cristo, na Barra. Mas é claro que a culpa não era das barracas. E sim de sucessivas administrações e dos moradores da cidade, ambos fortemente empenhados em avacalhar nossos sítios marinhos. Tudo na base do embalo da onda de grossura que foi tomando conta de Salvador.

Não faz muito tempo, o pintor e biólogo Ronan Rebouças Caires de Brito escreveu, em artigo publicado aqui mesmo nesse jornal: "Culpamos sempre as barracas... O problema não está aí, o problema está em nós, que concordamos em transformar as praias neste espaço privatizado de incalculável mau gosto e insalubre... O problema é comportamental". Mais: "O pior de tudo é que esta nossa ignorância foi acatada e até estimulada por todos os gestores públicos que por aqui passaram e nenhum deles teve a clareza para compreender a insensatez desta privatização agressiva e nem tampouco a coragem de barrar esse processo insidioso".

Já no tempo em que o desprefeito João Henrique cometeu a insanidade de permitir a implantação de uma favela barraqueira em Piatã, o economista e sociólogo Armando Almeida bateu no ponto certo: "Não é o número de barracas que está em questão. São elas". Para abrir o foco: "É preciso que tomemos uma posição definitiva quanto ao uso de nossa beira-mar". Armando estava mais do que certo. As barracas tinham de ser detonadas, proibidas de invadir predatoriamente a praia. Mas não só elas precisam ser demolidas.

Foi muito bom ver o Clube Português no chão, devidamente demolido. Mas ainda há outros mondrongos e monstrengos que desfiguram a orla e nos fecham a visão do litoral. Como a sede do Esporte Clube Bahia, na Boca do Rio. A igreja nova do Rio Vermelho, que pode muito bem ser construída em outro espaço. Os galpões do cais, no Comércio, que ganharia outra vida com a abertura para o mar. Os galpões entre o Solar do Unhão e o Comando Naval, abrigando coisas supostamente chiques. Os bares que obstruem a contemplação do mar, entre a sereia de Itapoã e o começo da pista para Stella Maris. E outros absurdos que atravancam o caminho do olhar.. Em suma, Salvador deveria promover um amplo e saudável bota-abaixo dessas porcarias visuais que enfeiam ao extremo a cidade.

Como bem defendem meus queridos amigos Armando e Ronan, sempre se movendo em função da elevação da nossa qualidade de vida, a Cidade do Salvador da Bahia de Todos os Santos precisa de um novo litoral. Temos de ser uma cidade inteiramente aberta para a linha do mar. Com vista limpa e desimpedida de nossas praias. Praias de areia e ondas, não de barracas e outros trambolhos. Praias onde possamos ficar, andar, nadar. Uma cidade, enfim, onde as pessoas tenham o direito de ver e viver o mar.

domingo, 5 de setembro de 2010

AQUÍFEROS URBANOS - FONTANA DI TREVI - ROMA

AQUÍFEROS URBANOS - FONTANA DI TREVI - ROMA

Fontana di Trevi



Piazza di Trevi, 90

Roma

A Fontana di Trevi é a maior fonte barroca de Roma e, provavelmente, a mais famosa do mundo. Projetada por Nicole Salvi e construída em 1735, essa fonte está situada no cruzamento de três ruas e faz parte da história da cidade. Antigamente, era habitual construir uma fonte onde os aquedutos terminavam, como é o caso da Fontana di Trevi, que marca o final do Aqua Virgo, um aqueduto de grande valor simbólico.

Na Fontana di Trevi você também poderá ver a magnífica estátua do deus Netuno, representado sobre um carro em forma de concha puxado por dois cavalos-marinhos, que foi protagonista de várias cenas da história do cinema. Entre essas cenas, a mais famosa é, indubitavelmente, a do filme La Dolce Vita, dirigida pelo cineasta italiano Federico Fellini.

Além disso, desde a rodagem do filme "Three Coins in the Fountain", que em português recebeu o título de "A Fonte dos Desejos", a tradição diz que, se você jogar uma moeda na fonte, voltará a visitar a cidade. Porém, se você for solteiro(a), aqui vai outra dica: a tradição também diz que, se você jogar duas moedas, vai encontrar a sua outra metade da laranja em Roma!

(Fonte: Guia de Roma | Monumentos em Roma)

TÓTENS URBANOS - CATEDRAL DE MARINGÁ) PARANÁ - BRASIL

TÓTENS URBANOS - CATEDRAL BASÍLIA MENOR DE NOSSA SENHORA DA GLÓRIA (CATEDRAL DE MARINGÁ) PARANÁ - BRASIL




A Catedral Basílica Menor de Nossa Senhora da Glória, Avenida Tiradentes é o símbolo da cidade de Maringá (Paraná – Brasil). Diríamos, do lugar deste Blog, é o principal Tótem Urbano desta bela cidade paranaense.




Seu desenho um tanto cônico foi propositalmente pensado para lembrar o foguete russo sputinik.




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(Sputinik foi o nome dado (década de 50/séc. XX) à primeira série de satélites artificiais soviéticos enviados ao espaço com os objetivos de investigar as capacidades de lançamento de cargas úteis e de estudar os efeitos da ausência de peso e da radiação sobre os organismos vivos. Foi também bastante útil para observar as propriedades da superfície terrestre e, com isso, instruir primeiro voo espacial tripulado. O primeiro foguete sputinik foi lançlado em 4 de Outubro de 1957. Em seu livro "Vale Tudo: o som e a fúria de Tim Maia" (*), o escritor e compositor Nelson Motta faz referência en passant ao lançamento do Sputinik que causou boa impressão a Tião - apelido de então de Tim Maia: "Em outubro de 1957, a União Soviética lançou, com sucesso, o satélite artificial Sputinik, abrindo a era espacial na frente dos americanos" (p. 29))

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Sputinik nome lembra o “poustinikki”, ou seja, o peregrino que se afasta do mundo para ficar mais perto de Deus e inspirou a forma da catedral que ‘abandona’ o chão mundano e se eleva ao “infinito”, a Deus, mantem É a mais alta catedral da América Latina e o segundo monumento mais alto do Mundo.





A porta principal está voltada para o norte; a Capela do Santíssimo para o sol nascente e a do Batistério para o poente. Ao sul a grande porta que leva a cripta, onde serão sepultados os Bispos, e que está sob o altar mor. No interior dos dois cones a 45 metros de altura, encontra-se o ossário, com 1.360 lóculos, que os fiéis adquirem para guardar os restos mortais de seus entes queridos.

Sua 'pedra fundamental' foi um pedaço de mármore extraído das escavações da Basílica de São Pedro pelo Papa Pio XII; o lançamento ocorreu em 15 de agosto de 1958 em cerimônia promovida pelo Bispo Diocesano, Dom Jaime Luiz Coelho, e presidida pelo então Arcebispo de Curitiba, dom Manuel da Silveira D'Elboux.

Características físicas
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Altura: 114 m de altura + 10 m de cruz no topo;
• Altura livre: 84 metros;
• Diâmetro externo: 50 m;
• Diâmetro Interno: 38 m;
• Vitrais: 16, da autoria de Lorenz Osterroht;
• Crucifixo: feito de madeira com 7 m, obra do escultor Conrado Moser;
• Capacidade: 4 700 pessoas.



A Catedral foi construída entre julho de 1959 e maio de 1972. Sua obras em concreto foram concluídas quase quatorze anos depois, em 10 de maio de 1972. Foi consagrada no dia 3 de maio de 1981. Em 21 de janeiro de 1982 recebeu o título de Catedral Basílica Menor.

No entorno, espelhos d’água, fontes luminosas e chafariz que jorram a mais de 5 m de altura.

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Em 1973, quando eu morava no Paraná - numa cidade (Engenheiro Beltrão) a uns cem quilômetros de Maringá - pude acompanhar os últimos retoques da conclusão das obras da catedral. Durante todo aquele ano, nas folgas semanais que eu tinha, como professor, às quintas-feiras (manhã e tarde), não havia outro compromisso além de estar em Maringá, admirando e vivendo esta bela cidade (não me canso de repetir) do não menos belo estado do Paraná.

Vicente

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(*)
MOTTA, Nelson. Vale Tudo:o som e a fúria de Tim Maia. Rio de Janeiro, Objetiva, 2007, 392p. ilus.

VASTO MUNDO DA LÍNGUA PORTUGUESA

MUNDO VASTO MUNDO DA LÍNGUA PORTUGUESA, DE 05 DE SETEMBRO DE 2010

Olavo Bilac

Língua portuguesa

Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...
Amo-te assim, desconhecida e obscura.
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela,
E o arrolo da saudade e da ternura!
Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,
em que da voz materna ouvi: "meu filho!",
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!

Poeta parnasiano, cronista, contista, conferencista, autor de livros didáticos,
Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac nasceu no Rio de Janeiro em 16 de dezembro de 1865 e morreu nesse mesmo estado em 28 de dezembro de 1918)


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Caetano Veloso

Língua

Gosto de sentir a minha língua roçar
A língua de Luís de Camões
Gosto de ser e de estar
E quero me dedicar
A criar confusões de prosódia
E uma profusão de paródias
Que encurtem dores
E furtem cores como camaleões
Gosto do Pessoa na pessoa
Da rosa no Rosa
E sei que a poesia está para a prosa
Assim como o amor está para a amizade
E quem há de negar que esta lhe é superior?
E quem há de negar que esta lhe é superior?
E deixa os portugais morrerem à míngua
"Minha pátria é minha língua"
Fala Mangueira!

Fala! Flor do Lácio Sambódromo Lusamérica latim em pó
O que quer
O que pode esta língua?
Flor do Lácio Sambódromo Lusamérica latim em pó
O que quer
O que pode esta língua?
Flor do Lácio Sambódromo Lusamérica latim em pó
O que quer
O que pode esta língua?
Flor do Lácio Sambódromo Lusamérica latim em pó
O que quer
O que pode esta língua?
Vamos atentar para a sintaxe dos paulistas
E o falso inglês relax dos surfistas
Sejamos imperialistas ( cadê? )
Sejamos imperialistas
Vamos na velô da dicção choo-choo de Carmem Miranda
E que o Chico Buarque de Holanda nos resgate
E xeque-mate explique-nos Luanda
Ouçamos com atenção os deles e os delas da TV Globo
Sejamos o lobo do lobo do homem
Lobo do lobo do homem
Adoro nomes
Nomes em Ã
De coisas como rã e imã, imã, imã...
Nomes de nomes
Como Scarlet Moon De Chevalier, Glauco Mattoso e Arrigo Barnabé e Marida da Fé e Arrigo Barnabé
Flor do Lácio Sambódromo Lusamérica latim em pó
O que quer
O que pode esta língua?
Flor do Lácio Sambódromo Lusamérica latim em pó
O que quer
O que pode esta língua?
Flor do Lácio Sambódromo Lusamérica latim em pó
O que quer
O que pode esta língua?
Incrível! É melhor fazer uma canção
Está provado que só é possível filosofar em alemão
Se você tem uma idéia incrível
É melhor fazer uma canção
Está provado que só é possível filosofar em alemão
Blitz quer dizer corisco
Hollywood quer dizer azevedo
E o Recôncavo, e o Recôncavo, e o Recôncavo
Meu medo!
A língua é minha pátria
E eu não tenho pátria: tenho mátria
E quero frátria
A língua é minha pátria
E eu não tenho pátria: tenho mátria
E quero frátria
A língua é minha pátria
E eu não tenho pátria: tenho mátria
E quero frátria Poesia concreta, prosa caótica
Ótica futura Samba-rap, chic-left com banana
Será que ele está no Pão de Açucar?
Tá craude brô
Você e tu, lhe amo
Qué queu te faço, nego?
Bote ligeiro
Arigatô, arigatô
Nós canto-falamos como quem inveha negros
Que sofrem horrores no Gueto do Harlem
Livros, discos, vídeos à mancheia
E deixa que digam, que pensem, que falem

Caetano Emanuel Viana Teles Veloso nasceu em (Santo Amaro da Purificação,(Bahia) em 7 de agosto de 1942) é músico e escritor brasileiro.


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IDIOMA PORTUGUÊS






Falado em: Oficialmente em Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné-Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste Macau (China) e Galiza.

Total de falantes: Nativa:~200 milhões[1][2]
Total:~240 milhões[3]
Posição: 6ª como língua nativa ou segunda língua;
5.ª como língua nativa[4]

Família: Indo-europeia
Itálica
Românica
Ítalo-ocidental
Românica ocidental
Galo-ibérica
Ibero-românica
Ibero-ocidental
Galego-portuguesa
Português

Escrita: Alfabeto latino
Estatuto oficial

Língua oficial de:
Angola
Brasil
Cabo Verde
Guiné-Bissau
Guiné Equatorial
Macau ( República Popular da China)
Moçambique
Portugal
São Tomé e Príncipe
Timor-Leste
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Organizações internacionais:
União Africana
União Europeia
UNASUL
Mercosul
OEA
CPLP
União latina


--------------------------------------------------------------------------------

Ensino obrigatório em

Uruguai[5]
Argentina[6]
Venezuela[7]
Zâmbia[8]
Congo[9]


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Anteriormente oficial em
Ceuta, Casamança, Estado da Índia, Estado Independente do Acre, Malaca, Cisplatina (Uruguai), República Juliana, República Rio-Grandense, Sri Lanka.

Regulado por: Angola: ?
Brasil: Academia Brasileira de Letras
Cabo Verde: ?[10]
Guiné-Bissau: ?
Moçambique: Academia de Ciências de Moçambique
Portugal: Academia das Ciências de Lisboa
São Tomé e Príncipe: ?
Timor-Leste: ?
Códigos de língua
ISO 639-1: --
ISO 639-2: pt
ISO 639-3: por
SIL: PRT

A língua portuguesa é uma língua românica, flexiva que se originou no que é hoje a Galiza e o norte de Portugal, derivada do latim vulgar que foi introduzido no oeste da península Ibérica há cerca de dois mil anos, tem um substrato Céltico/Lusitano [11] resultante da língua nativa dos povos pré-romanos que habitavam a parte ocidental da península Ibérica (Galaicos, Lusitanos, Célticos e Cónios). O idioma se espalhou pelo mundo nos séculos XV e XVI quando Portugal estabeleceu um império colonial e comercial (1415-1999) que se estendeu do Brasil, na América, a Goa, na Ásia (Índia, Macau na China e Timor-Leste). Foi utilizada como língua franca exclusiva na ilha do Sri Lanka por quase 350 anos. Durante esse tempo, muitas línguas crioulas baseadas no português também apareceram em todo o mundo, especialmente na África, na Ásia e no Caribe.

Com mais de 260 milhões de falantes,[12] é a quinta língua mais falada no mundo, a mais falada no hemisfério sul, a terceira mais falada no mundo ocidental e é uma das línguas alfabeto latino. Além de Brasil e Portugal é oficial em Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Macau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e, desde 13 de julho de 2007, na Guiné Equatorial,[13][14] sendo também falado nos antigos territórios da Índia Portuguesa (Goa, Damão, Ilha de Angediva, Simbor, Gogolá, Diu e Dadrá e Nagar-Aveli) e em pequenas comunidades que faziam parte do Império Português na Ásia como Malaca, na Malásia e na África Oriental como Zanzibar, na Tanzânia. Possui estatuto oficial na União Europeia, no Mercosul, na União Africana, na Organização dos Estados Americanos, na União Latina, na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e na Associação dos Comités Olímpicos de Língua Oficial Portuguesa (ACOLOP).

(Fonte Wikipédia, 04 de setembro de 2010, 13:02h)

O BRASIL NÃO É SÓ LITORAL

O BRASIL NÃO É SÓ LITORAL

Uma notícia está chegando lá do Maranhão
Não deu no rádio, no jornal ou na televisão
Veio no vento que soprava lá no litoral
De Fortaleza, de Recife e de Natal
A boa nova foi ouvida em Belém, Manaus,
João Pessoa, Teresina e Aracaju
E lá do norte foi descendo pro Brasil central
Chegou em Minas, já bateu bem lá no sul

Aqui vive um povo que merece mais respeito
Sabe, belo é o povo como é belo todo amor
Aqui vive um povo que é mar e que é rio
E seu destino é um dia se juntar
O canto mais belo será sempre mais sincero
Sabe, tudo quanto é belo será sempre de espantar
Aqui vive um povo que cultiva a qualidade
Ser mais sábio que quem o quer governar

A novidade é que o Brasil não é só litoral
É muito mais, é muito mais que qualquer zona sul
Tem gente boa espalhada por esse Brasil
Que vai fazer desse lugar um bom país
Uma notícia está chegando lá do interior
Não deu no rádio, no jornal ou na televisão
Ficar de frente para o mar, de costas pro Brasil
Não vai fazer desse lugar um bom país

(Repete Última Estrofe)
(

Milton Nascimento “- Noticias Do Meu Brasil)”


Vicente D. Moreira


Como eu disse na postagem de ontem (TÓTENS URBANOS –CATEDRAL DE MARINGÁ), morei no Paraná em 1973.

Quando vi, pela primeira vez, a Catedral de Maringá (1972), ainda em obras, mais jovem do que hoje que eu era fiquei boquiaberto com a grandiosidade daquele monumento religioso (um dos mais elevados da América Latina e um dos dez do Mundo.
Ante a catedral de Maringá ficamos boquiabertos quando nossos olhos – como os meus olhos até então (1972/1973) - estão acostumados com o barroco das cidades históricas de Minas Gerais e de Salvador (e do Nordeste em geral); e, por que não (?) com os góticos tardios e de gosto discutível da arquitetura religiosa de Norte a Sul do Brasil.

Tivesse continuado a morar no Paraná iria, in loco, dar minha contribuição (pequena que pudesse ter sido) à divulgação turística das cidades não litorâneas e das áreas rurais do Paraná; ao menos do Paraná.

No interior do interior do Paraná, tive a sorte de conhecer “sítios” (lá eles chamam de sítio o que chamamos de fazenda) de propriedade de ucranianos e alemães. Num deles, cujo idioma falado e pensado era alemão e inglês, autosuficiente da produção de energia elétrica à produção de manteiga, conheci um trabalhador (prestigiado e dignificado pelos proprietários), negro, nascido no interior da Bahia e migrado para o mundo paranaense. Era (é) casado com uma alemã (quase transparente de tão branca), filhos muito muito lindos. Conversamos em português (claro!), mas ele – emocionado - me disse que fazia anos e anos que não falava esse velho idioma de Camões ... “última flor do Lácio inculta e bela” – como diria (e disse ) nosso poeta Olavo Bilac.
Havia “se acostumado” a expressar-se em alemão e inglês. E estava visivelmente feliz.
Nunca me esqueci do forte cheiro de menta que invadia todos os cantos do “sítio” – cheiro que parecia querer nos poupar a respiração ... que parecia insistir em nos substituir os pulmões.

Bem. Tudo isso só pra dizer que muitos do que estão começando a viajar para o litoral neste feriadão de Sete de Setembro de 2010. Muitos brasileiros e estrangeiros que poderiam estar “fugindo” do belo litoral brasileiro e voando para o não-litoral do Brasil se estivessem - influenciados por uma vigorosa política de turismo que divulgasse e insistisse que o Brasil não é só litoral. Sem contar que – inclusive neste feriadão – há passagens de avião, em promoção, que estão mais baratas, rápidas e seguras que ônibus e automóvel.

O interior do Brasil pode contar com vocês no próximo feriadão (de 12 de outubro)?

sábado, 4 de setembro de 2010

MARINGÁ (PARANÁ - BR) - ASPECTOS HISTÓRICOS E URBANÍSTICOS

MARINGÁ - ASPECTOS HISTÓRICOS E URBANÍSTICOS




HINO A MARINGÁ
Lei Municipal nº 271 de 23/10/1963
Letra de Ary de Lima
Música de Aniceto Matti

I
Quem te avista, nos dias de agora,
Acenando ao porvir da esperança,
Adivinha a floresta de outrora
Que embalou tua vida criança
. Há em ti a grandeza imponente
De um passado que exemplos nos dá:
-Se és glória da Pátria contente,
És orgulho do teu Paraná.

Linda flor, a mais gentil,
Do norte do Paraná,
És orgulho do Brasil,
Nossa amada Maringá (BIS)

II

O teu vulto traduz a mensagem
De um passado coberto de glória,
Arrancado à floresta selvagem
Para eterno viver na história.
Um poema de luz para o mundo
O teu nome sublime será,
E de nosso afeto profundo
Sempre filha serás Maringá.

Linda flor, a mais gentil,
Do norte do Paraná,
És orgulho do Brasil,
Nossa amada Maringá (BIS)

III

Teu encanto de hoje é retrato
Das belezas que Deus espalhou
Como bênçãos do céu sobre o mato
Que a tua grandeza enfeitou.
Há em ti o perfume das flores,
A poesia de todos os ninhos,
E uma luz que acende fulgores,
Clareando teus novos caminhos.
Linda flor, a mais gentil,
Do norte do Paraná,
És orgulho do Brasil,
Nossa amada Maringá (BIS)

CANÇÃO A MARINGÁ
Letra e Música de Joubert de Carvalho


Foi numa léva
Que a cabocla Maringá
Ficou sendo a retirante
Que mais dava o que falá.

E junto dela
Veio alguém que suplicou
Prá que nunca se esquecesse
De um caboclo que ficou

Maringá, Maringá
Depois que tu partiste
Tudo aqui ficou tão triste,
Que eu garrei a maginá

Maringá, Maringá
Para havê felicidade.
É preciso que a saudade
Vá batê noutro lugá

Maringá, Maringá
Volta aqui pro meu sertão
Pra de novo o coração
De um cabloco assosegá.


Antigamente
Uma alegria sem igual
Dominava aquela gente
Da cidade de Pombal

Mas veio a seca
Toda a chuva foi-se embora
Só restando então as águas
Dos meus óio quando chóra


Maringá, Maringá
Depois que tu partiste
Tudo aqui ficou tão triste,
Que eu garrei a maginá

Maringá, Maringá
Para havê felicidade.
É preciso que a saudade
Vá batê noutro lugá

Maringá, Maringá
Volta aqui pro meu sertão
Pra de novo o coração
De um cabloco assosegá.
Ouvir as Músicas




História de Maringá

[Fonte: "O Brasil Desperta", trad. Pinheiro de Lemos, Record, RJ, 1964]


Seu Nascimento

Maringá, fundada pela Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, foi traçada obedecendo a um plano urbanístico previamente estabelecido. Praças, ruas e avenidas foram demarcadas considerando, ao máximo, as características topográficas da área escolhida, revelando preocupação lúcida no que se refere à proteção de áreas verdes e vegetação nativa.

Com esta filosofia, caracteristicamente contemporânea, nasceu Maringá, a 10 de maio de 1947, como Distrito de Mandaguari. Em 1951 foi elevada a Município, com os distritos de Iguatemi, Floriano e Ivatuba. Em 1954 foi instalada a Comarca de Maringá. Hoje é a sede de uma grande região que abrange cem municípios.


Urbanização de Maringá

Maringá nasceu na prancheta de desenhos do Arquiteto e Urbanista Jorge de Macedo Vieira, paulista, responsável por projetos como o Jardim América, de São Paulo e Águas de São Pedro, na região de Piracicaba. Contratado pela Cia. Melhoramentos Norte do Paraná, Jorge de Macedo Vieira jamais esteve aqui e, no entanto, criou um projeto considerando na época, 1945, como um dos mais arrojados e modernos, seguindo apenas a orientação da Cia que exigia largas avenidas, muitas praças e espaços para árvores. A grande preocupação da Cia. Melhoramentos, ao encomendar a confecção do projeto urbanístico a um engenheiro tão ilustre, era a de conjugar o plano urbano à topografia da região. Essa preocupação fica latente quando caminhando por Maringá, podemos observar suas ruas retas e largas e amplas avenidas com ajardinamento central, onde a especulação imobiliária, de início, não teve vez.

Planejada para ser uma cidade de 200 mil habitantes (hoje já com número muito maior), numa atividade considerada na época como "Visionária", Maringá transformou-se num grande centro de convergência econômica e esse sucesso deve-se em grande parte ao traçado urbanístico original que previa zona industrial, zona comercial e zona residenciais.

Jorge de Macedo Vieira e sua equipe realmente planejaram uma cidade nos moldes de uma cidade ultra moderna, distribuída da seguinte forma:

- uma avenida principal, a Av. Brasil, que atravessaria a cidade de ponta a ponta;

- quarteirões rigorosamente planificados, subdivididos em datas (terrenos menores), que formariam as diversas zonas, cada qual destinada a uma finalidade: zonas residenciais destinadas à classe média, zonas residenciais populares, zona industrial, Centro Cívico, aeroporto, estádio municipal, núcleos sociais, etc.;

- o comércio ficaria concentrado na zona 1, onde ainda se localizariam os edifícios públicos do Centro Cívico: Prefeitura Municipal, Fórum, Biblioteca Municipal e Agências dos Correios e Telégrafos. No Centro Cívico também seria construído um hotel – atual Bandeirantes Hotel e a futura Catedral, hoje Catedral de Nossa Senhora da Glória, cuja arquitetura, em estilo arrojado e futurista, tornou-se o símbolo de nossa cidade, sendo considerado o décimo monumento, em altura, mais alto do mundo e o 1° da América Latina.

- A zona 1 ainda concentraria, fora da área denominada "Centro Cívico", estabelecimentos bancários, centrais de telefonia, mercado público, estações rodoviária e ferroviária. As zonas 2 e 5 foram consideradas como áreas de categorias residencial; a zona 4 seria destinada a residências, ao lado da Vila Operária e na zona 3 ficariam faixas destinadas à fixação do parque industrial.

Nenhuma casa poderia ser construída fora do planejamento geral e zonas residenciais Ter-se-ia que deixar um espaço na frente, para jardins e muros. Não se permitia também a construção de prédios em desobediência ao plano determinado, notadamente com relação a altura.

Preocupada com a questão ambiental que a derrubada da mata fatalmente abalaria, a Cia solicitou ao arquiteto Jorge de Macedo Vieira que fizesse constar no desenho original de Maringá, três áreas ecológicas e que hoje formam um verdadeiro "pulmão verde". São elas:

- Horto Florestal "Dr. Luiz Teixeira Nendes", área de propriedade da Cia Melhoramentos, com 17,5 alqueires, imaginada como ponto de reserva e destinada também à criação de mudas para recomposição da arborização urbana;

- Parque do Ingá, com 19,5 alqueires, de início uma preservada naturalmente, mas que foi urbanizada em 1970, tornando-se um dos mais conhecidos pontos turísticos da cidade. No Parque do Ingá podemos encontrar um jardim zoológico, jardim japonês, numa homenagem ao imigrante em maior número na cidade e represa, na qual os visitantes podem passear de pedalinho;

- Bosque Tupinambá ou "Bosque Dois", como é mais conhecido, com cerca de 25 alqueires. Constitui-se numa reserva natural da mata original.

Essas três áreas ecológicas estão localizadas no perímetro urbano.

Maringá, possui uma das maiores concentrações de área verde – 26,65 metros quadrados – por habitante. São 90 alqueires de matas nativas, distribuídos por 17 bosques e milhões de árvores de diversas espécies plantadas ao longo das ruas e avenidas.

- Acácias, Quaresmeiras, Paineiras, Ipê Roxo, Ipê Amarelo, Pata - de –Vaca, Flamboyant, Jacarandá-mimoso, Tamareira do Oriente, Acácia Imperial, Palmeira Imperial e outras.

Sobre a tão decantada arborização de Maringá, iniciada em 1949, não podemos deixar de lembrar três nomes, considerados os verdadeiros criadores do projeto paisagístico:

- o primeiro, Dr. Luiz Teixeira Mendes, chegou aqui em 1949, contratado pela CMNP e que tinha exercido a função de Chefe do Serviço Florestal de São Paulo, foi o idealizador da paisagem urbana da cidade. Profundo conhecedor de Botânica e um grande técnico em Sivicultura, o Dr. Luiz Teixeira Mendes, preocupou-se primeiro em formar canteiros, dentro do Horto Florestal, para acomodar as diversas mudas que vinham principalmente de São Paulo, encomendadas pela Cia Melhoramentos para serem plantadas em nossa cidade.

Foi auxiliado nessa tarefa, a partir de 1952, e depois substituído na função de "jardineiro" da cidade, pelo Eng° Agrônomo Aníbal Bianchini da Rocha, que procurou seguir o plano paisagístico em consonância com o traçado original: para cada rua, avenida ou praça era escolhida uma espécie de árvore, de tal maneira que Maringá é uma das poucas cidades do país a terem árvores floridas durante todo o ano.

Um terceiro nome a ser lembrado quando se fala da paisagem urbana da cidade, é Geraldo Pinheiro Fonseca, Funcionário da Cia Melhoramentos e que era encarregado do plantio de árvores, tendo sido ele a plantar a primeira árvore do perímetro urbano, na esquina das Av. Duque de Caxias com a rua Joubert de Carvalho, em frente aos escritórios da CMNP


A Origem do Nome


A cidade de Maringá teve seu nome extraído de uma canção muito famosa na época, intitulada Maringá, de autoria do Compositor Joubert de Carvalho, daí advindo o nome da "Cidade Canção".

Entre as datas que marcaram a história de Maringá estão a da instalação da telefonia automática, em 1953 e a da chegada do primeiro trem no ano seguinte. Maringá, terceira cidade do Estado de Paraná, está localizada no Norte do Paraná, é cortada pelo trópico de capricórnio e possui altitude de 554,9 metros.

Por estar localizada entre os rios Pirapó e Ivaí, que fazem parte da Bacia Hidrográfica do rio Paraná, Maringá possui um solo de grande fertilidade, denominado Latossolo Roxo Distrófico. O Clima é subtropical com chuvas de verão e inverno seco.

Além das características climáticas e de localização, a cidade se favorece também das rodovias BR 376 (Maringá - Curitiba), BR 369 (Maringá - São Paulo), BR 317 (Maringá – Foz do Iguaçu) e BR 323 (Maringá – Guaíra), que possibilitam o deslocamento às cidades da região e a outros Estados. Os transportes aéreos e ferroviários também compõem essa estrutura.

Maringá faz parte das cidades turísticas do Brasil, pela beleza natural, com seus bosques centralizados e também pela belíssima Catedral de Nossa Srª da Glória, em forma de cone, com 124 metros de altura e suas fontes no mesmo formato. É o décimo monumento mais alto do mundo.