segunda-feira, 23 de agosto de 2010

TÓTENS URBANOS - MINARETES

TÓTENS URBANOS - MINARETES




Minarete de Kairouan, Tunísia (Norte da África), é um dos mais antigos do Mundo.




Minarete de Hassan II, Casablanca, é visto dos mais distantes lugares.



A palavra Minarete tem origem dupla: vem do turco minare e do árabe ارة ou مئذنة, manára que, em português, significa , farol.

O minarete (ou almádena) é a torre de uma mesquita (religião muçulmana) de onde o almuadem anuncia as cinco chamadas diárias e convida os fiéis a rezar.

Nos tempos de Maomé, chamava-se para a oração do telhado mais alto e próximo a uma mesquita. Mas as cidades cresceram, e tornou-se difícil identificar e visualizar o telhado mais elevado. Isso dificultava, de alguma forma, que os muçulmanos rezassem às mesmas horas simultaneamente. Oitenta anos após a morte de Maomé é que surgem os primeiros minaretes, que então se elevavam a mais de 50 metros de altura, sob influência da arquitetura bizantina que acrescentava torres às suas igrejas.

O minarete de Kairouan, Tunísia, é um dos mais antigos do Mundo.

UNEB LANÇOU COL. NORDESTINA - BIENAL S. PAULO

Crise da mobilidade urbana exige mudança de paradigma

Crise da mobilidade urbana exige mudança de paradigma

É necessário reverter o atual modelo de mobilidade, integrando-a aos instrumentos de gestão urbanística.

Entre tantos temas envolvidos na gestão urbana, o da mobilidade tem suma importância. Primeiro, por ser um fator essencial para todas as atividades humanas; segundo, por ser um elemento determinante para o desenvolvimento econômico e para a qualidade de vida; e, terceiro, pelo seu papel decisivo na inclusão social e na eqüidade na apropriação da cidade e de todos os serviços urbanos. Também devem ser destacados os efeitos negativos do atual modelo de mobilidade, como a poluição sonora e atmosférica; o elevado número de cidades e sua vítimas, bem como seus impactos na ocupação do solo urbano.

As cidades brasileiras vivem um momento de crise da mobilidade urbana, que exige uma mudança de paradigma, talvez de forma mais radical do que outras políticas setoriais. Trata-se de reverter o atual modelo de mobilidade, integrando-a aos instrumentos de gestão urbanística, subordinando-se aos princípios da sustentabilidade ambiental e voltando-se decisivamente para a inclusão social.

O novo conceito (mobilidade urbana) é em si uma novidade, um avanço na maneira tradicional de tratar, isoladamente, o trânsito, o planejamento e a regulação do transporte coletivo, a logística de distribuição das mercadorias, a construção da infra-estrutura viária, das calçadas e assim por diante. Em seu lugar, deve-se adotar uma visão sistêmica sobre toda a movimentação de bens e de pessoas, envolvendo todos os modos e todos os elementos que produzem as necessidades desses deslocamentos. Sob essa ótica, também para a elaboração dos Planos de Mobilidade, foram definidos dez princípios para o planejamento da mobilidade, considerando também sua relação com o planejamento urbano:

1 - Diminuir a necessidade de viagens motorizadas, posicionando melhor os equipamentos sociais, descentralizando os serviços públicos, ocupando os vazios urbanos, favorecendo a multicentralidade, como formas de aproximar as oportunidades de trabalho e a oferta de serviços dos locais de moradia.

2 - Repensar o desenho urbano, planejando o sistema viário como suporte da política de mobilidade, com prioridade para a segurança e a qualidade de vida dos moradores em detrimento da fluidez do tráfego de veículos.

3 - Repensar a circulação de veículos, priorizando os meios não-motorizados e de transporte coletivo nos planos e projetos - em lugar da histórica predominância dos automóveis -, considerando que a maioria das pessoas utiliza esses modos para seus deslocamentos e não o transporte individual. A cidade não pode ser pensada como se um dia todas as pessoas fossem ter um automóvel.

4 - Desenvolver os meios não-motorizados de transporte, passando a valorizar a bicicleta como um meio de transporte importante, integrando-a com os modos de transporte coletivo.

5 - Reconhecer a importância do deslocamento dos pedestres, valorizando o caminhar como um modo de transporte para a realização de viagens curtas e incorporando definitivamente a calçada como parte da via pública, com tratamento específico.

6 - Reduzir os impactos ambientais da mobilidade urbana, uma vez que toda viagem motorizada que usa combustível produz poluição sonora, atmosférica e resíduos.

7 - Propiciar mobilidade às pessoas com deficiência e restrição de mobilidade, permitindo o acesso dessas pessoas à cidade e aos serviços urbanos.

8 -Priorizar o transporte público coletivo no sistema viário, racionalizando os sistemas, ampliando sua participação na distribuição das viagens e reduzindo seus custos, bem como desestimular o uso do transporte individual.

9 - Promover a integração dos diversos modos de transporte, considerando a demanda, as características da cidade e a redução das externalidades negativas do sistema de mobilidade.

10 -Estruturar a gestão local, fortalecendo o papel regulador dos órgãos públicos gestores dos serviços de transporte público e de trânsito.


(Fonte: Ministério das Cidades. Brasil)

domingo, 22 de agosto de 2010

ANTONIO CONSELHEIRO FAZ 180 ANOS (2 - FINAL)

PROFECIAS DE ANTONIO CONSELHEIRO


Estas são as profecias atribuídas a Antonio Conselheiro - o líder religioso popular leigo mais estudado e investigado no Brasil e, talvez, na América Latina. Foi baseado na saga de Canudos que o escritor peruano Mário Vargas Llosa escreveu o romance "A guerra do fim do Mundo", traduzido em vários idiomas e também objeto de ensaios, teses e investigações literárias e sociológicas.

As profecias

"Em 1896 há de rebanhos mil correr da praia para o sertão; então sertão virará praia e a praia virará sertão.
Em 1897 haverá muito pasto e pouco rasto e um só pastor e um só rebanho.
Em 1898 haverá muitos chapéus e poucas cabeças.
Em 1899 ficarão as águas em sangues e o planeta há de aparecer no nascente com o raio do sol que o ramo se confrontará na terra e a terra em algum lugar se confrontará no céu...
Há de chover uma grande chuva de estrelas e aí será o fim do mundo.
Em 1890 se apagarão as luzes."


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Vamos destacar:

"Em 1896 há de rebanhos mil correr da praia para o sertão; então sertão virará praia e a praia virará sertão".

Das profecias de Antonio Conselheiro, esta é a mais comentada. Talvez porque seja mais vulnerável a reflexões ambientais. Há também o fato de que quatro cidades localizadas no sertão da Bahia foram inundadas e submergidas pelas águas do lago (represa) Sobradinho (década de 70/séc. XX) com cerca de 320 km de extensão, superfície de espelho d’água de 4.214 km² e 34,1 bilhões de metros cúbicos de capacidade de armazenamento em sua cota nominal de 392,50 m. É o segundo maior lago artificial do Mundo. mEstão sepultadas sob o lago do Sobradinho as casas e as almas urbanas das cidades de Remanso, Casa Nova, Sento Sé e Pilão Arcado.






Sob as águas deste sepultaram-se as casas e as almas urbanas das cidades de Remanso, Casa Nova, Sento Sé e Pilão Arcado.


SOBRADINHO

Sá / Guarabyra

O homem chega e já desfaz a natureza
Tira a gente põe represa, diz que tudo vai mudar
O são francisco lá prá cima da bahia
Diz que dia menos dia vai subir bem devagar
E passo a passo vai cumprindo a profecia
Do beato que dizia que o sertão ia alagar
O sertão vai virar mar
Dá no coração
O medo que algum dia
O mar também vire sertão
Vai virar mar
Dá no coração
O medo que algum dia
O mar também vire sertão

Adeus remanso, casa nova, sento-sé
Adeus pilão arcado vem o rio te engolir
Debaixo d'água lá se vai a vida inteira
Por cima da cachoeira o gaiola vai subir
Vai ter barragem no salto do sobradinho
E o povo vai se embora com medo de se afogar

O sertão vai virar mar
Dá no coração
O medo que algum dia
O mar também vire sertão

Vai virar mar
Dá no coração
O medo que algum dia
O mar também vire sertão

O sertão vai virar mar
Dá no coração
O medo que algum dia
O mar também vire sertão

Vai virar mar
Dá no coração
O medo que algum dia
O mar também vire sertão

Remanso, casa nova, sento sé, pilão arcado, sobradinho
Adeu, adeus

ANTONIO CONSELHEIRO FAZ 180 ANOS (1)

ANTONIO CONSELHEIRO FAZ 180 ANOS (1)

DADOS BIOPGRAFICOS


(Fonte - UOL EDUCAÇÃO)


Nascimento - 13/3/1830, Quixeramobim (Ceará)
Morte - 22/9/1897, Canudos (Bahia)

Da Página 3 Pedagogia & Comunicação


"Filho do comerciante Vicente Mendes Maciel e de Maria Joaquina de Jesus, Antônio Vicente Mendes Maciel ficou órfão da mãe aos seis anos. Estudou aritmética, português, geografia, francês e latim. Entre suas leituras preferidas estavam as aventuras do imperador Carlos Magno e dos 12 pares de França, adaptações de lendas populares da idade média arraigadas no folclore nordestino.

Aos 27 anos, perdeu o pai e começou a cuidar da loja da família, com a qual sustentava as quatro irmãs. Ficou dois anos à frente do negócio e, depois, passou a dar aulas numa escola de fazenda. Graças aos seus estudos e esforço pessoal, tornou-se escrivão de cartório, solicitador (encarregado de encaminhar petições ao poder Judiciário) e rábula (advogado sem diploma). Estaria encaminhado profissionalmente, caso um problema pessoal não viesse mudar radicalmente sua vida.

Depois de casado, Antônio Maciel foi traído pela mulher que fugiu com outro homem. Transtornado pela humilhação, começou a perambular sem destino certo pelo interior do Ceará e de outros Estados do Nordeste, talvez à procura dos fugitivos. Para sobreviver, trabalhou como pedreiro e construtor, ofício aprendido com o pai. Restaurava e construía capelas, igrejas e cemitérios.

Esse trabalho e as pregações do padre Ibiapina - que peregrinava pelo sertão fazendo obra de caridade - influenciaram Antônio Maciel. Ele passou a ler os Evangelhos e a divulgá-los entre o povo humilde, ouvindo também os problemas das pessoas e procurando consolá-las com mensagens religiosas. Devido aos conselhos, tornou-se conhecido como Antônio Conselheiro e arrebanhou um número crescente de seguidores fiéis que o acompanhavam pelas suas andanças.

À medida que a simpatia dos pobres por ele aumentava, surgiam também os inimigos, que se sentiam prejudicados. Por um lado, os padres, que viam seu prestígio diminuir diante das pregações de um leigo. Por outro, os latifundiários, que viam muitos empregados de suas fazendas abandonarem tudo para seguir o beato.

Em 1874, o Conselheiro e seus seguidores se fixaram perto da vila de Itapicuru de Cima, no sertão da Bahia, onde fundaram o arraial do Bom Jesus. Dois anos depois, acusado de ter assassinado a esposa, Antônio Conselheiro foi preso e mandado para o Ceará, onde o julgamento comprovou sua inocência.

Entretanto, seu fervor religioso aumentou durante a temporada na prisão. Da mesma maneira, aumentou seu prestígio entre os pobres, que passaram a vê-lo como um mártir. Mais gente se reuniu a sua volta e o acompanhou sertão afora, por andanças que duraram 17 anos. Em 1893, ele se estabeleceu definitivamente numa fazenda abandonada às margens do rio Vaza-Barris, numa afastada região do norte da Bahia, conhecida como Canudos.

Ali, fundou um povoado, que chamou de Belo Monte. Rapidamente, o vilarejo se transformou numa cidade cuja população é estimada entre 15 mil e 25 mil habitantes (há controvérsia entre os historiadores).

Canudos prosperou e se tornou incômoda para as autoridades políticas e religiosas locais, que procuravam um pretexto para acabar com ela.

Um problema comercial acerca de uma compra de madeira na cidade de Juazeiro deu motivo para que uma tropa de soldados da polícia baiana investisse contra os seguidores do Conselheiro em novembro de 1896.

A derrota dos policiais deu início a um conflito que ficou conhecido como Guerra de Canudos, que assumiu enormes proporções. Mobilizaram-se tropas do exército em três expedições militares que, enfrentando enorme resistência da população de Canudos, promoveram um massacre no arraial. O confronto estendeu-se até 5 de outubro de 1897, quando o exército tomou definitivamente o arraial. Antônio Conselheiro morrera poucos dias antes, não se sabe exatamente como.
"


(Amanhã, quarta, 25/agosto, a segunda e última parte)

sábado, 21 de agosto de 2010

João do Rio - A Alma Encantadora Das Ruas

NET RESUMOS

A Alma Encantadora Das Ruas
(João do Rio)



Em 1908, iluminada pelas primeiras luzes da modernidade, o Rio de Janeiro já se revelava, aos olhos mais sensíveis, como uma cidade multifacetada, fascinante, efervescente na democracia da ruas. Nesse ano, um cronista lança o livro "A alma encantadora das ruas", em que observa, deslumbrado, as novas relações sociais que se desenham no coração daquela seria mais tarde chamada a Cidade Maravilhosa. Seu nome: João do Rio.

A essência da identidade carioca já está presente nas linhas críticas e bem-humoradas deste João: a capacidade de criar soluções de sobrevivência, a paixão pela música, a riqueza do imaginário social, a espontaneidade da mistura cultural que constitui hoje a maior riqueza não apenas do Rio, mas de todo o Brasil.

O livro aborda questões alijadas da sociedade, como os trabalhadores, as cadeias e ladrões, unindo os fragmentos do Rio de Janeiro da época.

A alma encantadora das ruas é o terceiro livro desse escritor e foi publicado em 1908 pela Editora Garnier, tornando-se rapidamente um sucesso de vendas. Embora seu título lembre El alma encantadora de Paris (1902) do nicaraguense Enrique Gomez Carrillo, pela sua temática, está bem mais próximo de Les petites choses de Paris (1888) de Jean de Paris (pseudônimo do jornalista do Le Figaro Napoléon-Adrien Marx) e de Paris inconnu (1878) de Alexandre Privat d''Anglemont. É, no entanto, é uma obra única e bem carioca, e não surpreende que tenha se transformado num clássico, enquanto os seus congêneres estrangeiros caíram no esquecimento, mesmo nos seus países de origem.

O que mais nos espanta nessa obra singular (talvez a mais interessante até hoje escrita sobre a cidade do Rio de Janeiro e sua população), mais ainda do que o brilhantismo do estilo, é a sua homogeneidade, ainda mais quando sabemos que é uma antologia de textos publicados anteriormente pelo autor entre 1904 e 1907 no jornal A Gazeta de Notícias e na revista Kosmos. No entanto, tudo flui tão naturalmente que temos a ilusão de estar lendo um livro escrito de um fôlego só.

Dividido em cinco partes, A alma encantadora das ruas inclui, na abertura e encerramento, duas conferências proferidas pelo autor em 1905: A rua e A musa das ruas (anteriormente intitulada Modinhas e cantigas). Estão entre os textos mais burilados e profundos de João do Rio, e tornaram-se por assim dizer, exemplares sobre os assuntos que abordam. As outras três partes são compostas basicamente de reportagens, magníficos exemplos desse gênero, que o autor praticamente introduziu no jornalismo nacional. O que se vê nas ruas aborda as pequenas profissões dos biscateiros que perambulavam pelas ruas da cidade na virada do século: tatuadores, vendedores de livros e orações, músicos ambulantes, cocheiros, pintores de tabuletas de lojas comerciais e paisagens de parede de botequim; e também as festas populares da Missa do Galo, Dia de Reis e Carnaval. Dois desses textos (Visões d''ópio e Os cordões) extrapolam o gênero da reportagem e entram no da crônica. O mesmo podemos dizer de As mariposas do luxo, que abre a terceira parte, intitulada Três aspectos da miséria. Aqui aborda-se principalmente as condições de trabalho dos operários e a mendicância. As reportagens sobre o proletariado (Os trabalhadores da estiva e A fome negra) são pioneiras no assunto, e Antonio Cândido ( vide Radicais de ocasião in Teresina, 1980) ressaltou nelas a abordagem corajosa que nenhum outro autor da virada do século (nem mesmo os auto-proclamados progressistas e revolucionários) se atreveu a repetir. A quarta parte, Onde às vezes acaba a rua compõe-se de seis reportagens entre os presos da Casa de Detenção, que ainda hoje, mais de 90 depois, impressionam pela atualidade.

Escrito durante o governo de Rodrigues Alves, A alma encantadora das ruas, talvez seja o livro mais conhecido de João do Rio. Em nenhum outro, a cidade aparece tão nitidamente, a ponto de dizermos que nele, a cidade é a protagonisa cena. E, mais importante, neste livro vemos o amadurecimento da linguagem de seu Autor, a ponto de dizermos que um estilo literário se estabiliza. Neste caso, a forma como o escritor capta e procura descrever a cidade, certamente representa aspecto fundamental para a compreensão deste amadurecimento estilístico. Em outras palavras, a cidade, em sua estrutura e em seus níveis de sociabilidade, influencia a criação de um novo estilo literário: o ritmo das crônicas ganha agilidade e variedade, a dicção se aproxima do prosaico para conservar o lirismo (um modo de realçar o que há de ?encantador? nas ruas). Neste livro, vemos João do Rio como o escritor que, reunindo as qualidades do flâneur e do dandy, se sente seduzido pelo mundo que as ruas lhe oferecem, onde nasce um tipo de sentimento inteiramente novo e arrebatador, que carece de compreensão e vivência: o mundo encantador das ruas.


"Assim como o homem, a rua tem alma. Algumas dão para malandras, outras para austeras; umas são pretensiosas, outras riem aos transeuntes, e o destino nos conduz como conduz o homem, misteriosamente, fazendo-as nascer sob uma estrela ou sob um signo mal <...> Oh! Sim, as ruas têm alma! Há ruas honestas, ruas ambíguas, ruas nobres, delicadas, trágicas, depravadas, puras, infames, ruas sem histórias, ruas tão velhas que bastam para contar a evolução de uma cidade inteira, ruas guerreiras, revoltosas, medrosas,? spleenéticas?, snobs, ruas aristocráticas, ruas amorosas, ruas covardes, que ficam sem um pingo de sangue."
(p. 45)

MUNDO VASTO MUNDO - ARTIGO DE REFLEXÃO

ARTIGO DE REFLEXÃO

Saúde e interdisciplinaridade: mundo vasto mundo
Health and interdisciplinary: world vast world


Jussara Maria Rosa Mendes(1)
Alzira Maria Baptista Lewgoy(2)
Esalba Carvalho Silveira(3)

RESUMO

O artigo retoma a evolução da concepção saúde/doença no curso da história, identificando os movimentos que vão se construindo na direção de uma visão multi e interdisciplinar naquele processo. Realizou-se uma revisão bibliográfica
sobre o tema que proporcionou revisitar a história. No percurso a imagem que se oferece é, então, de um “vasto mundo vasto”, como mostra a poesia de Drummond, cuja máquina para o seu entendimento exige uma consciência aguda a respeito das desigualdades e eqüidades por ele produzido. A elaboração deste trabalho possibilitou ressignificar a relevância da articulação dos diferentes saberes, numa sociedade globalizada também pelo conhecimento, bem como sendo um caminho na integralidade das ações profissionais e na operacionalização das políticas públicas de promoção, prevenção, tratamento e reabilitação A ausência da interdisciplinaridade, implica na fragmentação dos dispositivos das tecnologias em saúde, e em práticas reificadas.

Palavras-chave: políticas; planejamento; administração em saúde; história.
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ABSTRACT

This article seeks to review evolution from the angle of health and disease over the course of history, and to identify the motions that are leading us in the direction of a multiple and interdisciplinary vision within that process. A bibliography revision has been made allowing us to revisit the history. The picture then is of a “world vast world”, illustrated in the poetry of Drummond, the understanding of which demands a keen awareness concerning the meanings and inequalities that it brings. This work makes possible to resignify the importance of the junction of different cognitions, in a society globalize also by knowledge. It also shows us a way for the integration of professional actions when employing public policies, prevention, treatment and rehabilitation. The lack of interdisciplinary implies the fragmentation of health technologies and of the consolidate praxis.

Keywords: policies; planning; health management; history.
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PALAVRAS INICIAIS

Mundo vasto mundo
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.

Drummond C.A.

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1 Assistente Social. Doutora em Serviço Social pela PUCSP. Diretora da Faculdade de Serviço Social da PUCRS.

2 Assistente Social. Doutora em Serviço Social pela PUCRS. Professora da Faculdade de Serviço Social da PUCRS.

3 Assistente Social. Doutora em Serviço Social pela PUCRS. Professora da Faculdade de Serviço Social da PUCRS. Assistente social do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Professora do CEFI