quarta-feira, 9 de maio de 2012

AS CIDADES QUE TEMOS E AS CIDADES QUE QUEREMOS

AS CIDADES QUE TEMOS E AS CIDADES QUE QUEREMOS

Nota do Blogue

As postagens dominicais do Blogue CIDADE, TEMPOESIA NAS CIDADES e EMCONTO COM AS CIDADES ficaram um tanto repetitivas.  Não está porém descartado que, ocasionalmente ou algum dia, possamos retomá-las.

Por ora e por alguns domingos, nossas  postagens terão conteúdos condizentes com   os problemas, do dificuldades e limitações das cidades de todo  o Mundo ... AS CIDADES QUE TEMOS ... e as possíveis e sonhadas soluções para esses problemas ... AS CIDADES QUE QUEREMOS.

Blogue CIDADE

DESCULPAS

DESCULPAS

DEVIDO A PROBLEMAS TÉCNICOS PRESENTES NO PC DE ONDE SÃO GERADAS AS MENSAGENS DO BLOGUE DESDE DOMINGO DEIXAMOS DE FAZER  POSTAGENS.

NOSSAS DESCULPAS,

Blogue Cidade

sábado, 5 de maio de 2012

MUITA SECA E POUCA FEIRA ...

CIDADES NORDESTINAS ÀS CENTENAS HOJE.


MUITA SECA E POUCA FEIRA ...

sexta-feira, 4 de maio de 2012

VIRADA CULTURAL, A MELHOR DO BRASIL

VIRADA CULTURAL, 
A MELHOR E 
MAIS RICA 
DO BRASIL


 - ONDE?


- SÃO PAULO CAPITAL 


 ALGUMA DÚVIDA?

quarta-feira, 2 de maio de 2012

TÓTENS URBANOS - PONTA DO SEIXAS - JOÃO PESSOA - BRASIL


prof. quenidi
SEGUNDA-FEIRA, 19 DE JULHO DE 2010
PONTA DO SEIXAS – PONTO EXTREMO LESTE DO BRASIL





Ponta do Seixas é um bairro do município de João Pessoa, capital do estado da Paraíba. É conhecido nacionalmente por conter o ponto extremo leste do Brasil e da América Continental (não insular), a Ponta do Seixas.






Coordenadas: -7.155163, -34.792344 (Latitude, Longitude)
Cidade: João Pessoa
Estado: Paraíba
País: Brasil


A Ponta do Seixas é o ponto mais oriental do Brasil e da América continental, localiza-se na Parte Leste da cidade de João Pessoa, capital do estado da Paraíba, a 14 quilômetros do centro da cidade e 3 quilômetros ao sul do Cabo Branco, que já foi considerado o ponto mais a leste do continente e que devido à erosão marinha que ao longo dos anos fez com que suas ondas desgastassem o Cabo Branco e depositasse estes sedimentos na Ponta Seixas (fazendo-a aumentar) e passando a ser atualmente o ponto mais oriental das américas.[1]
Do alto da Ponta do Seixas, erigido sobre uma falésia, fica o formoso Farol do Cabo Branco, no formato de um pé de sisal, de onde se tem uma bela vista da orla e do oceanoAtlântico.[2].

Muitas pessoas confundem a Ponta do Seixas com a falésia do Cabo Branco. São duas formações geológicas diferentes. A ponta é que representa o ponto mais a leste daAmérica
 e não a falésia do Cabo Branco. A ponta do Seixas é uma estreita faixa de terra mais ao sul da barreira que se prolonga para o leste.
Postado por Profº. Quenidi às 06:48

terça-feira, 1 de maio de 2012

PREFEITURA SALVADOR OUVIDORIA EM NOTÍCIAS



PREFEITURA MUNICIPAL DE SALVADOR (Bahia - Brasil)
Quinta-feira, 26 de Abril de 2012 15:42


Informativo da Ouvidoria da Câmara Municipal de Salvador - ANO I | N° 03 - Abril 2012
Comunidade debate festa de Santo Antonio 


Órgãos e lideranças criam Comissão Organizadora da festa

A Ouvidoria da Câmara Municipal de Salvador realizou
 na manhã desta quinta-feira (15), no Forte de Santo Antonio,
 reunião para planejar a festa em louvor a Santo Antonio, 
que ocorre no bairro de Santo Antonio anualmente, em junho.

O encontro foi solicitado por lideranças comunitárias 
durante a audiência pública realizada pela Ouvidoria em 
setembro do ano passado, a fim de debater com os 
órgãos responsáveis pela infraestrutura da festa, medidas 
que preservem a tradição religiosa dos festejos, valorizem 
a produção cultural local, controlem a poluição sonora e a 
 garantam a segurança dos moradores e a limpeza do local.

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Narandiba recebe visita da Ouvidoria 


Comunidade apresenta demandas aos órgãos públicos

Retomar de imediato o antigo projeto de urbanização da 
Travessa Santa Mônica, em Narandiba, incluindo serviços
 de macro drenagem e esgotamento sanitário nas ruas.
 Esta foi a principal solicitação apresentada pelos moradores 
durante a visita técnica promovida pela Ouvidoria da Câmara 
Municipal de Salvador, na manhã de sexta-feira (16).

O objetivo do encontro, promovido a pedido dos moradores,
 foi identificar as demandas da comunidade e encaminhá-las aos 
órgãos estaduais e municipais. Segundo lideranças comunitárias, 
o bairro está desassistido há anos e convive com ratos, esgoto a
 céu aberto, inundação das casas e acúmulo de lixo. “O projeto de 
urbanização foi concluído pela Conder e a verba foi liberada, mas
 não sabemos porque não chegaram os serviços prometidos e a 
realocação de 86 casas”, afirmou o morador Arivaldo Dias.

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Ouvidora da Câmara debate concurso
 da Secult 


Lentidão na nomeação de aprovados é a principal reclamação

Após ouvir os reclames de uma comissão de professores que 
foram aprovados no concurso público da Secretaria Municipal de
 Educação, Cultura e Esportes (Secult), realizado em outubro de 2010,
 a vereadora Olívia Santana promoveu, no dia 21 de março, a 
audiência pública: ‘‘Concurso Público da Secretaria Municipal 
de Educação: Solucionar o Impasse, Garantir Agilidade e 
Transparência nas Convocações”. O encontro aconteceu através
 da Ouvidoria da Câmara Municipal de Salvador e analisou as 
pendências do processo de convocação e nomeação dos aprovados.


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Ouvidora reúne-se com Secretário 
Estadual de Saúde 


Reunião planeja estratégias para aprimorar serviços

A ouvidora-geral da Câmara Municipal de Salvador, 
vereadora Olivia Santana (PC do B), reuniu-se na manhã
 de sexta-feira (23), com o Secretário Estadual de Saúde, 
Jorge Solla para tratar dos transplantes de medula óssea.

O encontro foi um desdobramento da audiência pública 
“A População Negra e a Política de Transplante de Órgãos 
e Doação de Medula Óssea” realizada em julho, pela 
Ouvidoria da Câmara, por solicitação do Grupo de Apoio
 à Criança com Câncer (GACC). “Os dados oficiais comprovam
 que a população de baixa renda, na sua maioria negra, não
 tem condições de acessar os serviços e exames necessários 
para os transplantes em geral. Nossa intenção é mediar a relação
 com os poderes públicos para democratizar este acesso e garantir
 direitos”, afirma Olivia.

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Equipe da Ouvidoria recebe treinamento para uso de novo sistema de atendimento 


Objetivo é melhorar a gestão da informação e o
 atendimento ao cidadão

A equipe técnica da Ouvidoria da Câmara Municipal
 de Salvador recebeu, nesta quinta-feira (29/03), um 
treinamento sobre o Sistema de Ouvidoria e Gestão Pública
 (TAG), da Ouvidoria Geral do Estado da Bahia (OGE). A partir 
deste mês de abril, este sistema, cedido pela OGE através
 de um Termo de Cooperação Técnica firmado entre os órgãos,
 passará a ser usado pela Ouvidoria da Câmara no registro
 dos atendimentos. A capacitação foi ministrada pelo técnico
 Rodolfo Rodrigo, da Coordenação de Tecnologia da OGE, e
 teve como objetivo a preparação da equipe para a implantação
 do novo sistema.

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Assessoria de Comunicação Ouvidoria da Câmara | ouvidoriacms@cms.ba.gov.br

FERREIRA GULLAR - O VELHO NO NOVO



O VELHO NO NOVO

 Ferreira Gullar


[fonte: jornal Folha de São Paulo (SP - Brasil), 29 de abril de 2012]

Não estava ausente do projeto de Brasília a promessa utópica de uma cidade justa

Não me canso de me surpreender com o óbvio. Desta vez foi a comemoração do 52º aniversário de Brasília. Foi um susto constatar que faz 51 anos que morei ali, quando a cidade completava seu primeiro aninho de vida, e que eu não só morei como fui um dos responsáveis pela festa de comemoração. 

É que eu era presidente da Fundação Cultural de Brasília, o primeiro, porque a instituição ainda não existia, era apenas um estatuto publicado no "Diário Oficial". Tive então que inventá-la. 

Certo ou errado, entendi que Brasília era o produto do que havia de mais moderno no Brasil -a arquitetura de Oscar Niemeyer- e do que havia de mais arcaico -a mão de obra do homem sertanejo, que veio trabalhar na construção dos edifícios e palácios. 

E daí concluí que a fundação devia voltar-se para a arte de vanguarda e para o artesanato. Assim, logo promovemos uma exposição de obras do Museu de Arte de São Paulo, um espetáculo do Teatro de Arena, criamos o Museu de Arte Popular e levamos, para a festa de aniversário da cidade, a escola de samba Mangueira. 

Contratamos gente para sair país afora comprando arte popular e artesanato. Esses objetos causaram sensação no gabinete do prefeito Paulo de Tarso, que não pôde resistir ao assédio de altos funcionários e amigos do Planalto: levaram tudo. Meu projeto era criar, junto ao aeroporto, uma loja para vender essa produção artística do interior do país. Não deu em nada, mesmo porque o aeroporto mudaria de lugar. 

Não era fácil viver naquela Brasília recém-nascida. A cidade ainda estava em obras, a maior parte das ruas não tinha calçamento e, com a secura do clima, vivíamos todos cobertos de um talco vermelho. Nossa diversão, ali, era ir para o aeroporto ver avião descer e levantar voo. 

A certa altura, comecei a me perguntar se Brasília deveria ter sido traçada daquele jeito mesmo, se o Plano Piloto estava certo. Isso me ocorreu certa noite, à janela do apartamento de Betinho, quando me lembrei que, àquela hora, a Esplanada dos Ministérios estava totalmente deserta, já que de noite era hora de morar, e morar era ali onde eu estava. 

Naquele momento, na parte residencial, estavam todos morando. Noutro ponto da cidade, havia o local para fazer compras, e noutro, o setor de diversões. Isso tornava difícil viver ali. 

Mas é que planejar uma cidade a partir do zero é muito difícil. O urbanista começa de algum modo, e depois a vida corrige o plano. Foi o que aconteceu em Brasília. 

Já naquela época, começaram a surgir lojas comerciais onde não estava previsto. E assim, pouco a pouco, a necessidade corrigiu o planejamento, até humanizá-lo. Hoje, os moradores de Brasília enfrentam muitos problemas, mas são outros, nascidos do próprio crescimento de sua população e das cidades-satélites em redor. 

Nada que Lúcio Costa pudesse prever. Isso sem falar nos problemas decorrentes da política, por ter Brasília se tornado uma espécie de sede imperial, ocupada em boa parte por uma elite que usufrui de privilégios impensáveis quando a nova capital foi concebida. Muito pelo contrário, não estava ausente do projeto de Brasília a promessa utópica de uma cidade justa, organizada de modo a superar as desigualdades sociais. 

Na visão de Lúcio e de Oscar, pelo menos ali haveria igualdade entre os cidadãos. Mal sabiam eles o que iria acontecer. Ao contrário disso, o nível de desigualdade entre pobres e ricos só tem aumentado, num movimento inverso ao que ocorre no resto do país. 

Não obstante, sua renda domiciliar per capita é mais do que o dobro da média brasileira, embora Brasília quase nada produza, já que é sustentada pelo dinheiro público. Eu, de minha parte, por linhas tortas, acertei num ponto, pois Brasília iria tornar-se a expressão do que há de mais arcaico no Brasil: a apropriação da coisa pública pelos políticos corruptos. 

E causa estranheza, sendo ela a sede dos Três Poderes da República, que tenha se tornado uma cidade provinciana, dominada por políticos medíocres. A esperança é que, no dia de seu aniversário, muitos cidadãos foram à praça dos Três Poderes protestar contra a corrupção.