domingo, 29 de maio de 2011

NOSSO BLOGUE VISTO NO BRASIL E NO MUNDO

Semana de 22 de Maio de 2011 18:00h a  29 de Maio de 2011 17:00h
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Muito Obrigado, amig@s,


Vicente

MUNDO VASTO MUNDO - PRAGA


[fonte - RFI Português]

MUNDO VASTO MUNDO  -  PRAGA

Praga abre temporada de festivais
de música e teatro


(Ao alto e à esquerda, o maior castelo da República Tcheca)



Daniela Leiras

Para quem busca um roteiro na Europa com uma intensa programação cultural, de agora até o meio do ano, esta é a melhor época para visitar a capital da República Tcheca. A temporada musical foi aberta com o Festival Internacional Primavera de Praga, que vai até o dia 4 de junho. No mesmo mês, a cidade recebe shows de Bryan Adams e Roxette. Para saber que outros eventos podem agradar aos brasileiros, o Agenda Europa conversou com a guia de turismo tcheca Dagmar Vodňanská, fluente em língua portuguesa.

EMCONTO COM AS CIDADES - ALUÍSIO AZEVEDO


EMCONTO COM AS CIDADES - 
POSTAGENS DOMINICAIS DE CONTOS 
QUE EXIBAM ALGUM DESTAQUE  À CIDADE 

CASA DE CÔMODOS


Aluísio Azevedo

(São Luís, Brasil, 14 de abril de 1857Buenos Aires, Argentina, 21 de janeiro de 1913)

Há no Rio de Janeiro, entre os que não trabalham e conseguem sem base pecuniária fazer pecúlio e até enriquecer, um tipo digno de estudo – é o “dono de casa de cômodos”; mais curioso e mais completo no gênero que o “dono de casa de jogo”, pois este ao menos representa o capital da sua banca, suscetível de ir à glória, ao passo que o outro nenhum capital representa, nem arrisca, ficando, além de tudo, isento da pecha de mal procedido.

Quase sempre forasteiro, exercia antes um ofício na pátria que deixou para vir tentar fortuna no Brasil; mas percebendo que aqui a especulação velhaca produz muito mais do que o trabalho honesto, tratou logo de esconder as ferramentas do ofício e de fariscar os meios de, sem nada fazer, fazer dinheiro. Foi a um patrício seu, estabelecido no comércio, pediu e dele obteve uma carta de fiança, alugou um vasto casarão de dois ou três andares, meteu-se lá dentro, pregou escritos em todas as janelas; e agora o verás!

Como na Capital Federal há mais quem habite do que onde habitar, começou logo a entrar-lhe pela casa, à procura de cômodos, uma interminável procissão de desamparados da sorte e de magros lutadores pela vida, que lhe foram enchendo surdamente, do primeiro ao último, os numerosos quartos. Mais houvesse, e não faltariam para os ocupar estudantes pobres, carteiros e praticantes do correio, repórteres de jornais efêmeros, moços de botequim, operários de todas as profissões, comparsas e figurantes de teatro, pianistas de contrato por noite, cantores de igreja, costureiras sem oficina, cigarreiros sem fábrica, barbeiros sem loja, tipógrafos, guarda-freios, limpa- trilhos, bandeiras de bondes, enfim toda essa gente, para quem se inventaram os postos mais ingratos na luta pela vida, os mais precários e os mais arriscados; essa gente que em tempo de paz morre de fome, e em tempo de guerra dá de comer com a própria carne às bocas de fogo das baterias inimigas.

Mas, por entre a aflita farandolagem dos ganhadores de pão para a boca, surge sempre na casa de cômodos um tipo que é o desespero do locador e o tormento dos locatários. Refiro-me ao poeta boêmio.

O poeta boêmio é para o alugador de cômodos o osso do seu ofício. Sem emprego, sem rendimentos de nenhuma espécie, sem mesada e sem mobília, carregado de sonhos, que são os filhos que lhe deu Quimera, sua amante, o poeta vive da desgraça e da glória de ser poeta, atravessando indiferentemente todos os andares da miséria, olhos fitos no ideal, aos encontrões com os miseráveis que sobem e com os miseráveis que descem as longas escadarias do negro e frio castelo. Seu pé quase descalça não respeita o que topa, nem escolhe o terreno que pisa, e vai mundo afora pelos simétricos canteiros da burguesia indignada e pelos relvosos coradouros das lavadeiras em fúria.

Esse é o anjo mau da casa, o terror dos vizinhos, o mal querido de todos os locatários. Dorme enquanto os outros trabalham e durante a noite conversa com as estrelas, declamando em voz alta coisas de amor e de fantasia que, ali, só ele e elas compreendem. Esse nunca paga. Mas que importa o calote de um boêmio, cujo quarto era um pouco maior que uma sepultura, se os outros inquilinos aí ficam para ir despejando, todos os meses, na funda algibeira do malandro, os trinta, os quarenta, os cinqüenta e os cem mil-réis; e se com esse dinheiro pode o alugador de cômodos pagar o aluguel do prédio, e comer, e beber, e gozar, pondo ainda de parte o seu pecúlio em que já se abotoa a futura riqueza e talvez a futura comenda?

E assim vai vivendo o esperto forasteiro à barba longa, perna alçada e barriga farta, enquanto os outros trabalham para ele.

Lá um belo dia de fim de mês, um dos estudantes da casa, tendo devorado a mesada, atira a canastra pela janela e foge em seguida, abandonando a estreita cama de ferro, a mesinha e o lavatório; e, como os maus exemplos aproveitam sempre, um segundo estudante, e um terceiro e um quarto, seguem, como as famosas pombas de mestre Raimundo Correia, o vôo do companheiro, e cá vão ficando no pombal as meias cômodas, as estantes americanas e as cadeiras compradas no belchior.

E outros, e outros inquilinos, atrasados no pagamento do mês vencido, lá se vão a contragosto não já pela janela, mas pela porta da rua, com uma descompostura atrás, deixando nas gloriosas mãos do triunfador, como despojo da luta, os tarecos que constituíam a sua mobília.

Então, o dono da casa de cômodos começa a anunciar “Quartos mobiliados” e começa a cobrar aos novos hóspedes o duplo do que cobrava aos primitivos. E, ao fim de algum tempo, aí está o nosso homem pondo de parte, a cada mês, o triplo do que dantes punha, porque já não aluga aposento sem mobília e sem roupa de cama.

São sempre os inquilinos quem guarnecem de móveis as hospedarias desse gênero. Daí a ter o que se chama “Casa de pensão” só vai a um passo, e a coisa faz-se quase sempre do seguinte modo: – Como o malandro nada mais tem a fazer durante todo o mês do que cobrar os aluguéis no dia primeiro, enche as horas de calor a ensinar habilidades ao seu cão ou ao seu papagaio, e nas horas frescas vai para a calçada da rua cavaquear com os vizinhos.

Entre estes há sempre uma quitandeira de quem o dono da casa de cômodos, começando por merecer a simpatia, acaba por conquistar a confiança e o amor. Juntam-se e, quando ela dá por si, está cozinhando e lavando para todos os hóspedes do eleito do seu coração, sem outros vencimentos além das carícias, que lhe dá o amado sócio.

Assim chega a empresa ao seu completo desenvolvimento, e o dono da casa de pensão começa a ganhar em grosso, acumulando forte, sem trabalhar nunca, nem empregar capital próprio, até que um dia, farto de aturar o Brasil, passa com as luvas o estabelecimento e retira-se para a pátria, deixando, naturalmente também com luvas, a quitandeira ao seu substituto.

E, quando algum dos inquilinos fala mais alto no seu quarto, ou quando os estudantes e as costureiras dão para rir e cantar, acode o locador e ordena que se calem, gritando que não admite barulhos em “sua casa”. Sua casa! Ora, eis aí, ao meu ver, uma coisa singularíssima. O aluguel daquele prédio é pago pelos hóspedes, como é a mesa, o gás, a água e o serviço dos criados. Tudo que ali está dentro foi comprado pelos locatários e não pelo locador; ali só há um homem que não trabalha e que não paga o lugar que ocupa, nem a comida que consome, nem o serviço dos que o servem; e é, no entanto, esse homem justamente quem só tem ali o direito de dizer que está em sua casa e o único que grita e manda como verdadeiro dono.

Será legal, mas é injusto e é duro. Se ao menos o especulador tomasse a responsabilidade do que se passa dentro da “sua casa”, vá, mas nem isso acontece, porque, quando os inquilinos são vitimados pelos gatunos, ninguém lhes responde pelo objeto subtraído.

Entrássemos lá agora, neste instante, e espiássemos para dentro de cada quarto. Neste veríamos um pobre homem a fazer charutos; naquele uma mulher a coser camisas; mais adiante um artista a desenhar; outro a decorar um papel de comédia; outro a escrever; outro a consertar relógios; e aqui um estudante às voltas com uma caveira e um compêndio de medicina; e ali um fotógrafo a preparar clichês. E, se indagássemos o que fazem os hóspedes ausentes cujos quartos estão fechados e não garantidos por ninguém, saberíamos que todos eles andam a ganhar a vida, ao balcão, na rua, nas oficinas, nas secretarias, nas redações das folhas e nos escritórios de todos os gêneros. Pois bem! Enquanto toda essa gente moureja, o que faz o locador?  O locador, defronte do seu papagaio, estala os dedos com a mão no ar e, risonho, babar-se feliz, diz-lhe pela milésima vez: “Papagaio real, para Portugal! Quem passa meu louro? É o rei que vai à caça!”

Todavia, certo é que dentre toda aquela gente, é ele o único que tem imputabilidade social no nosso meio.

Será justo? Não sei, mas parece-me que o direito de ter casa de alugar cômodos ou casa de pensão devia ser conferido pelo governo, como um privilégio de recompensa, somente aos inválidos da pátria, que já não possam trabalhar, ou às viúvas dos militares, dos artistas e dos filósofos, que se tenham sacrificado em nossa honra e morrido na pobreza.

Que diabo! não vale a pena fazer propaganda de imigração para termos belos malandros que ensinem papagaios a falar!


[fonte: - Contos do Covil] - Extraído do site Contos Web]


TEMPOESIA NA CIDADE - EURICO ALVES/MANUEL BANDEIRA



TEMPOESIA NAS CIDADES - POSTAGENS DOMINICAIS DE POESIAS QUE EXIBAM  ALGUM DESTAQUE À CIDADE

ELEGIA PARA MANUEL BANDEIRA

Eurico Alves

Estou tão longe da terra e tão perto do céu,
quando venho de subir esta serra tão alta ...


Serra de São José das ltapororocas,
afogada no céu, quando a noite se despe
e crucificado no sol se o dia gargalha.
Estou no recanto da terra onde as mãos de mil virgens
tecem céus de corolas para o meu acalanto.
Perdi completamente a melancolia da cidade
e não tenho tristeza nos olhos
e espalho vibrações da minha força na paisagem.


Os bois escavam o chão para sentir o aroma da terra,
e é como se arranhassem um seio verde, moreno.


Manuel Bandeira, a subida da serra é um plágio da vida.
Poeta, me  dê esta mão tão magra acostumada a bater nas teclas
da desumanizada máquina fria
e venha ver a vida da paisagem
onde o sol faz cócegas nos pulmões que passam
e enche a alma de gritos da madrugada.
Não desprezo os montes escalvados
tal o meu romântico homônimo de Guerra Junqueiro
Bebo leite aromático do candeial em flor
e sorvo a volúpia da manhã na cavalgada.
Visto os couros do vaqueiro
e na corrida do cavalo sinto o chão pequeno para a galopada.


Aqui come-se carne cheia de sangue, cheirando a sol.

Que poeta nada! Sou vaqueiro.
Manuel Bandeira, todo tabaréu traz a manhã nascendo nos olhos
e sabe de um grito atemorizar o sol.


Feira de Santana! Alegria!

Alegria nas estradas, que são convites para a vida na vaquejada, alegria nos currais de cheiro sadio,
alegria masculina das vaquejadas, que levam para a vida
e arrastam também para a morte!

Alegria de ser bruto e ter terra nas mãos selvagens!

Que lindo poema cor de mel esta alvorada!

A manhã veio deitar-se sobre o sempre verde.

Manuel Bandeira, dê um pulo a Feira de Santana
e venha comer pirão de leite com carne assada de volta do curral
e venha sentir o perfume de eternidade que há nestas casas de fazenda,
nestes solares que os séculos escondem nos cabelos desnastrados das noites eternas


venha ver como o céu aqui é céu de verdade
e o tabaréu como até se parece com Nosso Senhor
.


__
---
Em carta não datada a Aline Olivais (possivelmente de 1931) o poeta conta a história do seu poema escrito para Manuel Bandeira: "Li a Elegia Para Manuel Bandeira a Carvalho. Uma das melhores coisas que você já fez - disse-me. Não creio. Palavras ocas, ouvidos moucos. Arrebatou-me a cópia e mandou-a para o Rio. disse-me, para Manuel Bandeira. Eu não queria. Poderia parecer demonstração de cabotinismo".
---

ESCUSA

Manuel Bandeira

Eurico Alves, poeta baiano,
Salpicado de orvalho, leite cru e tenro cocô de cabrito.
Sinto muito, mas não posso ir a Feira de Sant'Ana.

Sou poeta da cidade. Meus pulmões viraram máquinas inumanas e aprenderam a respirar o gás carbônico das salas de cinema.
Como o pão que o diabo amassou.
Bebo leite de lata. Falo com A., que é ladrão.
Aperto a mão de B., que é assassino.
Há anos que não vejo romper o sol, que não lavo os olhos nas cores das madrugadas.

Eurico Alves, poeta baiano, Não sou mais digno de respirar o ar puro dos currais da roça.


sábado, 28 de maio de 2011

A CIDADE COMO ARTE DO ENCONTRO ... (5)


A CIDADE COMO ARTE DO ENCONTRO, EMBORA HAJA TANTO DESENCONTRO PELA CIDADE (5)

“A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida. É preciso encontrar as coisas certas da vida, para que ela tenha o sentido que se deseja. Assim, a escolha de uma profissão também é a arte do encontro, porque a vida só adquire vida, quando a gente empresta a nossa vida, para o resto da vida.”
(Vinicius de Moraes)








RUAS DE OUTONO

Ana Carolina

Nas ruas de outono
Os meus passos vão ficar
E todo abandono que eu sentia vai passar
As folhas pelo chão
Que um dia o vento vai levar
Meus olhos só verão que tudo poderá mudar

Eu voltei por entre as flores da estrada
Pra dizer que sem você não há mais nada
Quero ter você bem mais que perto
Com você eu sinto o céu aberto

Daria pra escrever um livro
Se eu fosse contar
Tudo que passei antes de te encontrar
Pego sua mão e peço pra me escutar
Seu olhar me diz que você quer me acompanhar

Eu voltei por entre as flores da estrada
Pra dizer que sem você não há mais nada
Quero ter você bem mais que perto
Com você eu sinto o céu aberto

Quero ter você bem mais que perto
Com você eu sinto o céu aberto...


Vamos ver o belo vídeo, e cantar junto com Ana Carolina, clicando http://letras.kboing.com.br/ana-carolina/ruas-de-outono/


A cidade não tem sido palco privilegiado apenas de encontro entre pessoas; ela também acolhe encontro com as memórias das ruas.

O poeta João do Rio com a palavra. Para que mais ricos sejamos.

Infelizmente, a maior parte das cidades brasileiras não têm sabido ou não têm tido vontade política de preservar a memória de seus prédios, estátuas,ruas, cais,  imaginárias  e monumentos em geral.

Retornemos. Encontrar o lugar onde, no passado, tivemos um encontro feliz com a pessoa amada é encontrar novamente a pessoa amada; talvez até porque “recordar é viver” diz um trecho de música brasileira. E aí, terceiras pessoas que somos,  de longe nos quedamos na dúvida se o dar-se as mãos foi real ou nada passou da imaginação inventada pela saudade. O outono de um relacionamento é, então, vivido entre as folhas que caem das árvores; estamos no outono. Como se nos lembrasse Heráclito: “sobre os que mergulham passam diferentes água”, o vento leva as folhas do outono com uma displicência incapaz de fazer estacionar o tempo que se metamorfoseia em momentos diferentes dos anteriores; a cada passagem de uma única folha um instante diferente.

Um ditado antigo nos consolava ao afirmar que “o melhor da festa é esperar”.

“Daria pra escrever um livro
Se eu fosse contar
Tudo que passei antes de te encontrar’

A espera do sujeito lírico de “Ruas de Outuno” – e no Brasil estamos hoje (28 de maio de 2911)  em pleno outono – é, talvez, tecida pela solidão: “Tudo que passei antes de te encontrar”. O que é TUDO, o que foi TUDO? Quem o saberá sem ao menos arriscar um palpite: esse TUDO foi toda a solidão do mundo.
O poeta alemão  Rainer Maria  Rilke pode nos ajudar:” Amor são duas solidões protegendo-se uma à outra” e, também, “As mãos acostumadas com a solidão quase nunca se equivocam” ... são duas mãos que se encontram nas ruas atapetadas de folhas amarelas outonais ... sim, a cidade como cenário.

A espera. O encontro. A arte e a paciência do encontro.

A esperança, o único mal que ficou preso na Caixa de Pandora: "E todo abandono que eu sentia vai passar". E o outono das folhas é o outono de todos os patriarcas .. . de todos nós.

Tenho dito,

Vicente
_________________
Post Scriptum:

Você amigo, amiga leitor, leitora, de vários países, acompanhe RUAS DE OUTUNO em seu idioma mater:



CALLES DE OUTOÑO

En las calles de otoño
Mis pasos se
Y me sentí cada gota pasará
Las hojas en el suelo
Que un día el viento se llevará
Mis ojos sólo ven que todo puede cambiar

 
Volví flores en medio camino
Para decir que sin ti no hay nada
Quiero tenerte cerca de esa cantidad
Contigo me siento a cielo abierto

 
Daría para escribir un libro
Si tuviera que decir
Todo lo que fue antes de conocerte
Tome su mano y me pide que escuche
Tus ojos me dicen que me quieren acompañar a

 
Volví flores en medio camino
Para decir que sin ti no hay nada
Quiero tenerte cerca de esa cantidad
Contigo me siento a cielo abierto

 
Quiero tenerte cerca de esa cantidad
Con usted me siento al aire libre ...


STREETS OF AUTUMM 


On the streets of autumn
My steps will be
And I felt every drop will pass
The leaves on the ground
That one day the wind will take
My eyes only see that everything can change

 
I returned amidst flowers Road
To say that without you there is nothing
Want to have you near that much
With you I feel the sky open

 
It would  to  write a book
If I were to tell
All that went before I met you
Take your hand and ask me to listen
Your eyes tell me that you want to accompany me

 
I returned amidst flowers Road
To say that without you there is nothing
Want to have you near that much
With you I feel the sky open

 
Want to have you near that much
With you I feel the open air ...

 


My steps will be
And I felt every drop will pass
The leaves on the ground
That one day the wind will take
My eyes only see that everything can change

 
I returned amidst flowers Road
To say that without you there is nothing
Want to have you near that much
With you I feel the sky open

 
It would be  to write a book
If I were to tell
All that went before I met you
Take your hand and ask me to listen
Your eyes tell me that you want to accompany me

 
I returned amidst flowers Road
To say that without you there is nothing
Want to have you near that much
With you I feel the sky open

 
Want to have you near that much
With you I feel the open air ...





                                                           LES RUES DE L’AUTOMME

Dans les rues de l'automne
Mes pas être
Et je sentais chaque goutte passera
Les feuilles sur le terrain
Qu'un jour le vent va prendre
Mes yeux ne voient que tout peut changer

 
Je suis retourné au milieu des fleurs Road
Pour dire que sans vous il n'y a rien
Voulez-vous avoir près que beaucoup
Avec toi je me sens à ciel ouvert

 
Daria d'écrire un livre
Si je devais dire
Tout ce qui est allé avant de te rencontrer
Prenez votre main et me demande d'écouter
Tes yeux me disent que vous voulez m'accompagner

 
Je suis retourné au milieu des fleurs Road
Pour dire que sans vous il n'y a rien
Voulez-vous avoir près que beaucoup
Avec toi je me sens à ciel ouvert

 
Voulez-vous avoir près que beaucoup
Avec toi je me sens plein air ...




STRADE DI AUTUNNO
STRADE DI AUTUNNO

Per le strade di autunno
I miei passi saranno
E mi sentivo ogni goccia passerà
Le foglie per terra
Che un giorno il vento si
I miei occhi vedono solo che tutto può cambiare

 
Sono tornato in mezzo a fiori Road
Per dire che senza di te non c'è niente
Vuoi avere vicino a voi che molto
Con voi mi sento a cielo aperto

 
Daria di scrivere un libro
Se dovessi raccontare
Tutto ciò che è andato prima che ti ho incontrato
Prendere la mano e mi chiedono di ascoltare
I tuoi occhi mi dicono che si vuole accompagnarmi

 
Sono tornato in mezzo a fiori Road
Per dire che senza di te non c'è niente
Vuoi avere vicino a voi che molto
Con voi mi sento a cielo aperto

 
Vuoi avere vicino a voi che molto
Con voi mi sento all'aria aperta ...

 



STRAßEN VON HERSBT 



Auf den Straßen von Herbst
Meine Schritte werden
Und ich fühlte jeder Tropfen wird vorübergehen
Die Blätter auf dem Boden
Dass eines Tages der Wind nimmt
Meine Augen sehen nur, dass kann sich alles ändern

 
Ich kehrte inmitten Blumen Road
Zu sagen, dass ohne dich gibt es nichts
Willst du in der Nähe von so viel haben
Mit dir fühle ich mich der Himmel offen

 
Daria ein Buch zu schreiben
Wenn ich sage
Alles, bevor ich dich traf ging
Nimm die Hand und fragen mich, zu hören
Deine Augen sagen mir, dass du mich begleiten wollen

 
Ich kehrte inmitten Blumen Road
Zu sagen, dass ohne dich gibt es nichts
Willst du in der Nähe von so viel haben
Mit dir fühle ich mich der Himmel offen

 
Willst du in der Nähe von so viel haben
Mit dir fühle ich mich unter freiem Himmel ...





A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida. É preciso encontrar as coisas certas da vida, para que ela tenha o sentido que se deseja. Assim, a escolha de uma profissão também é a arte do encontro, porque a vida só adquire vida, quando a gente empresta a nossa vida, para o resto da vida.”
(Vinicius de Moraes)